5 coisas que aprendemos com o GP de Las Vegas da Fórmula 1 2025

O GP de Las Vegas foi um tanto quanto sonolento, mas pegou fogo mesmo depois da bandeirada, com a punição aos pilotos da McLaren. O campeonato vive! E o GRANDE PRÊMIO tira cinco lições

Monótono na pista, o GP de Las Vegas deste domingo (23) colocou a madrugada da ‘Cidade do Pecado’ em polvorosa. Na pista, Max Verstappen venceu sem grande contestação após tomar a ponta na largada, fruto de um exagero de Lando Norris. Mas foi a confusão que a McLaren arrumou para si própria que transformou a noite numa grande roleta.

▶️ Onde assistir F1? Veja aqui todas as informações.
▶️ F1: faltam quantas corridas? Veja o calendário da F1
▶️ Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GP2

Mesmo com o segundo lugar, Norris saía com pontuação suficiente para precisar de pouca coisa para confirmar o título no Catar. Pois bem, a desclassificação dele e Oscar Piastri por infração técnica, culpa somente da equipe, acaba mudando tudo de figura. A vantagem para Verstappen ainda é grande, verdade, mas 42 para 24 é uma queda considerável. Fica em menos de uma corrida. Mais ainda, põe Max empatado com Oscar pela segunda posição.

A corrida contou ainda com mais um abandono de Gabriel Bortoleto graças a um erro que faz ligar a luz vermelha neste fim de temporada. O GRANDE PRÊMIO separou uma lista de cinco lições que ficam do GP de Las Vegas.

Lando Norris, Max Verstappen e George Russell no pódio do GP de Las Vegas (Foto: F1)

A equipe que não sabia ganhar

Não é a primeira vez que apontamentos como o que virá a seguir aparece para tratar o status da McLaren enquanto dona do melhor carro da Fórmula 1. É dotada, apesar disso, de um grave caso de alergia à vitória. Atual bicampeã do Mundial de Construtores, um caneco que a engenharia pode carregar nas costas, a equipe inglesa sofre para manejar seus pilotos no caminho de um título individual. Desta vez, a novidade foi o desgaste excessivo da prancha do assoalho, questão que causou desclassificações à Ferrari lá no começo do ano. Com isso, a McLaren eliminou seus dois pilotos e fez com que Verstappen novamente aparecesse como um fantasma. Norris saía com o campeonato nas mãos e Piastri ainda em vantagem para o rival. Agora, de maneira incrível, a luta pelo vice está empatada e Max está a menos de uma corrida de Lando. É, de fato, o time alérgico ao sucesso.

Caleidoscópio de Norris

O passado e o presente de Norris se encontraram em Las Vegas. O presente ficou representado pela classificação assombrosa que garantiu a pole com amplo domínio, a sequência da força que mostrou em tempos recentes. O passado esteve na largada equivocada e no medo de tomar uma decisão sob pressão, no momento em que pediu autorização para atacar George Russell. Foi bom para reforçar que ninguém é reflexo dos melhores ou dos piores momentos e fases, mas um caleidoscópio, um panorama. Um pouco de tudo esteve à disposição para entender Norris, que saiu com um resultado razoável e que o colocava com a taça na mão. O erro da McLaren causou um desastre absoluto, mas isso não cai na conta dos pilotos, que sequer sabiam o que estava acontecendo.

Max Verstappen venceu sem ser ameaçado após tomar a ponta (Foto: AFP)

Verstappen e os impostos

Aquela coisa das certezas da vida: o sol nasce amanhã, diamantes são eternos, os impostos e Verstappen fazendo o máximo com o que tem nas mãos. Se a classificação foi um obstáculo, aproveitou o exagero de Norris na largada defensiva que tentou efetuar para tomar a frente e controlar a corrida. Nem precisou ser um fim de semana brilhante, apenas correto, para levar a melhor quando a oportunidade se apresentou. Max está no auge de seus poderes e tem incontáveis coelhos na cartola. Ajuda que a equipe rival gosta de usar o próprio pé como alvo.

SOS Bortoleto

Contrastes violentos são, de certa forma, esperados nas primeiras temporadas de pilotos jovens na Fórmula 1, mas é difícil acreditar que o piloto maduro do México é o mesmo das duas corridas seguintes. Desde a sprint do Brasil, Bortoleto tem dobrado a aposta em todas as oportunidades, tentando forçar a mão para recuperar os erros que vieram antes. E não dá, os erros existem, acontece, é da vida. Necessário é entender o que aconteceu, evoluir e seguir em frente. O que tem feito, porém, é outra coisa. E no afã de esquecer, continua botando os pés pelas mãos. É inaceitável que tenha feito o que fez na largada de Vegas após já ter errado e abandonado na largada anterior.

Gabriel Bortoleto bateu na largada em Las Vegas (Foto: Reprodução/F1 TV)

Chato demais

Nos últimos dois anos, a pista de Las Vegas rendeu corridas interessantes para a Fórmula 1. Mesmo sendo um tipo de evento cheio de artificialidades e um traçado um tanto quanto perigoso demais, as corridas cheias de ação acabam aplacando a estranheza. Mas a edição de 2025 mostra que nem toda artificialidade do mundo pode garantir boas corridas sempre. O regulamento atual é cada vez mais um fim de festa desagradável que já feio ordenhado ao máximo pelas equipes. Não há nada mais a fazer com ele.

Fórmula 1 volta já no próximo fim de semana, de 28 a 30 de novembro, com o GP do Catar, penúltimo da temporada 2025.

GP DE LAS VEGAS F1 2025 AO VIVO: TUDO SOBRE A CORRIDA | BRIEFING [grande premio]
Chamada Chefão GP Chamada Chefão GP 🏁 O GRANDE PRÊMIO agora está no Comunidades WhatsApp. Clique aqui para participar e receber as notícias da Fórmula 1 direto no seu celular! Acesse as versões em espanhol e português-PT do GRANDE PRÊMIO, além dos parceiros Nosso Palestra e Teleguiado.

📩 NEWSLETTER GP

Assine e receba notícias exclusivas e bastidores das pistas diretamente no seu e-mail!