CEO da MotoGP abre portas para pistas urbanas: “Tem algumas da F1 que serviriam”
Diretor-executivo da Dorna, a promotora da MotoGP, Carmelo Ezpeleta disse não ver problemas em fazer corridas em circuitos urbanos. O dirigente ressaltou, porém, que a categoria precisa de áreas de escape
Diretor-executivo da Dorna, a promotora do Mundial de Motovelocidade, Carmelo Ezpeleta afirmou que não há problemas em incluir “circuitos urbanos” no calendário da MotoGP. Mesmo sem citar exemplos, o dirigente considerou que algumas pistas da Fórmula 1 poderiam ser usadas na empreitada.
Nos últimos anos, a F1 viu o aumento de corridas de rua na programação, com a inclusão de provas como Azerbaijão, Singapura e Las Vegas.
A MotoGP, por outro lado, corre exclusivamente em pistas permanentes, já que, por questões de segurança, depende de grandes áreas de escape. Oficialmente, Mandalika é considerado um circuito de rua, mas isso acontece apenas no nome.
No início da ano, o Liberty Media concluiu a aquisição da fatia majoritária das ações da Dorna, colocando F1 e MotoGP sob um mesmo guarda-chuva. Até aqui, a chegada do grupo norte-americano não trouxe grandes mudanças, mas, nas últimas semanas, surgiram rumores em torno do GP da Austrália, com ameaça da remoção de Phillip Island da programação para uma transferência para Melbourne.

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Em 2026, o Brasil será a única novidade no calendário, substituindo Termas de Río Hondo, que ficou fora do Mundial com o fim do contrato. A Argentina ensaia um retorno, mas no circuito de Buenos Aires, que está em reforma.
“Não temos problema em correr em correr em circuitos urbanos. A única coisa que precisamos são áreas de escape”, disse Ezpeleta em entrevista ao serviço de streaming DAZN durante a etapa de Las Vegas da F1. “É difícil fazer aqui, mas tem alguns circuitos urbanos da Fórmula 1 que nós poderíamos usar”, seguiu.
“Quando começamos, em 1992, nosso compromisso era melhorar a segurança e nós fomos bem sucedidos. Isso é algo de que não estamos desistindo”, garantiu. “Mas Mandalika, por exemplo, é na teoria uma pista urbana. Então, se existe uma pista entre as ruas, mas com área de escape, estamos lá”, indicou.
Carmelo, no entanto, não apontou qual circuito urbano da Fórmula 1 considera viável para a MotoGP.
Ainda, o espanhol avaliou que o GP de Las Vegas é uma demonstração do que o Liberty Media, novo dono da MotoGP, pode fazer.
“Isso é um exemplo do que o Liberty Media pode fazer”, comentou Carmelo. “Não conosco, pois, infelizmente, não podemos correr aqui, mas é incrível a maneira como eles podem capturar o que gira em torno da corrida”, seguiu.
“São pessoas que sabem muito de entretenimento, e acho que temos um esporte fantástico, que, com a ajuda deles, será ainda melhor”, completou.
Após o teste de Valência, a MotoGP parte para as férias e só volta a acelerar nos dias 29, 30 e 31 de janeiro de 2026, com o shakedown direto de Sepang, na Malásia. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade.
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