5 coisas que aprendemos no sábado do GP do Catar da Fórmula 1 2025
Se a corrida no Catar terminar exatamente como ficou a classificação, Oscar Piastri empurra a decisão para Abu Dhabi — o que não é tão ruim assim para Lando Norris. Já Max Verstappen parece fadado ao conformismo
A Fórmula 1 está muito perto de descobrir quem será o campeão da temporada 2025, mas no que depender de Oscar Piastri, essa resposta só será dada no próximo final de semana, em Abu Dhabi. Com uma tarefa das grandes pela frente, o australiano confirmou soberania vista na sexta-feira e, neste sábado (29), venceu a corrida sprint e conquistou a pole-position do GP do Catar.
Lando Norris, líder do Mundial, fez o segundo melhor tempo, e se a corrida ficar desse jeito no domingo, o grito e campeão só será solto em Yas Marina. Max Verstappen, a outra peça na decisão, colocou a Red Bull em terceiro, mas aos trancos e barrancos: as saídas de frente ainda dificultam bastante a pilotagem do neerlandês.
Na teoria, portanto, o cenário ainda é totalmente favorável a Norris, mas a etapa catari não deverá ser assim tão simples. É que há uma preocupação evidente com o comportamento dos pneus. A decisão de estabelecer um máximo de voltas para cada set a ser usado ao longo do fim de semana ainda divide opiniões, mas nem isso garante à própria Pirelli a certeza de que não haverá desgaste excessivo.
Em meio a tantas interrogações, o Catar se desenha para ser mais uma corrida monótona, a julgar pelo que a sprint apresentou. Nas 19 voltas da prova curta, apenas uma ultrapassagem aconteceu, do novato Andrea Kimi Antonelli sobre Fernando Alonso, manobra que valeu o sexto lugar.

Por isso é difícil imaginar, por exemplo, que Lewis Hamilton, novamente estancado no Q1 pela terceira vez seguida, consiga pontuar no GP do Catar. O mesmo vale para Gabriel Bortoleto, que fez o 14º tempo, mas terá de pagar cinco posições pela batida em Lance Stroll em Las Vegas. Resta, portanto, pouco do que esperar da penúltima etapa.
O GRANDE PRÊMIO separou cinco lições aprendidas no sábado da Fórmula 1 no Catar. Confira:
Piastri toma rédeas e tem faca e queijo na mão para adiar decisão
Ah, Piastri, se não tivesse bobeado depois das férias… Depois de uma sexta-feira graúda, o australiano manteve o nível no sábado, com uma sprint dominante, bloqueando qualquer tentativa de ataque de Norris na largada, e uma pole-position segura, sem erros. Em suma: performance digna de um postulante ao título, e está nas mãos de Piastri empurrar a decisão para Abu Dhabi, colocando uma pulguinha mais do que necessária atrás da orelha de Norris. O carro da McLaren mostrou ser imbatível no Catar em condições normais, o que significa que o #81 dificilmente perde a prova se fizer a curva 1 na liderança. Claro que há sempre a chance de safety-cars ou mesmo patacoadas dos papaias para dificultar a vida, porém é difícil imaginar que a corrida tenha realmente um cenário distinto ao final das 57 voltas.
Norris volta a errar no Q3, mas tem razão: não há do que reclamar
A diferença que faz ter uma boa gordura a ser queimada, não? Difícil cravar que o erro de Norris no início da volta final no Q3 foi fruto da natural pressão da disputa, já que o traçado de Lusail guarda armadilhas por ser muito largo e com enormes áreas de escape ao redor por também receber a MotoGP. Uma curva mal tangenciada e pronto, lá se vão décimos embora, e isso aconteceu com muita gente. E Lando, seguro na segunda colocação, achou por bem tirar o pé e poupar borracha. Há, claro, quem possa considerar a atitude estranha, pois o que se espera de um corredor é que ele lute até o fim para ser o mais rápido, porém Norris sabe que já perdeu muito este ano por afobação. É hora, portanto, de dar um passo de cada vez.

Verstappen já aceita (a contragosto) derrota doída em 2025
Não tem o que fazer. Verstappen simplesmente não consegue extrair o máximo do carro da Red Bull por conta da falta de equilíbrio. Na classificação, ainda no começo, relatou como sentia o RB21 pular na redução de marchas. Depois, na coletiva, frisou que foi limitado pelas saídas de frente, algo que realmente tira a concentração do neerlandês, pois foge do seu estilo de pilotagem e o obriga a sair da zona de conforto. Ainda assim, é impressionante ver que conseguiu se colocar imediatamente atrás da dupla papaia no grid. A Red Bull aposta na imprevisibilidade dos dois pit-stops obrigatórios para tentar alguma coisa, mas Verstappen já parece conformado em ir em busca do penta em 2026.
Mercedes dá passo para trás, mas vê copo meio cheio
A Mercedes também se viu às voltas com questões de equilíbrio, ao menos na análise de George Russell. O britânico, aliás, admitiu que ficou surpreso com o quarto lugar, mas já dosou a expectativa quanto aos pontos. Ao contrário da sexta-feira, quando foi o mais rápido no setor 1, ficou atrás dos McLaren e de Verstappen na primeira e na última seção da pista. No trecho intermediário, até conseguiu superar Max, porém tomou 0s033 do companheiro, Antonelli.
Claro que as distâncias foram na casa dos centésimos, o que, de certa forma, explica o caminho contrário tomado por Toto Wolff, que classificou o sábado como “espetacular”. Talvez não seja para tanto, mas se considerarmos o verdadeiro duelo da Mercedes, que é contra a despedaçada Ferrari, o copo está quase transbordando.
Sainz cresce e consolida Williams como força improvável na ‘F1 B’ no Catar
Definitivamente, a Williams é a grande surpresa do fim de semana. Se a sexta-feira deixou no ar a impressão de que talvez os dois carros no top-10 da classificação fosse circunstancial, Carlos Sainz bateu a Racing Bulls de Isack Hadjar e arrancou importante ponto na sprint. Depois, na sessão que definiu o grid de largada, superou um plástico agarrado ao pneu e garantiu impressionante sétimo lugar, à frente de Fernando Alonso, Pierre Gasly e Charles Leclerc. Mais uma vez, coloca-se em ótima posição para pontuar de forma contundente. E não há como negar que o crescimento de Sainz era o que faltava para a Williams se permitir sonhar até com mais.
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Além da cobertura tradicional, o GRANDE PRÊMIO estará IN LOCO em Lusail para acompanhar todas as emoções da etapa com o repórter Leonid Kliuev.
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| Sessão | BRA* | CBV | POR ANG | MOZ |
| Corrida | 13:00 | 15:00 | 17:00 | 18:00 |
*Horário de Brasília
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