Retrospectiva 2025: Ducati passeia na MotoGP, mas vê aproximação de rivais
A Ducati reinou absoluta enquanto teve Marc Márquez à disposição em 2025. Porém, viu Pecco Bagnaia ter problemas de adaptação com GP25 e, na reta final da temporada, só enxergou a Aprilia na sua frente. Sinal de alerta ligado em Borgo Panigale para 2026?
COM MARC MÁRQUEZ À DISPOSIÇÃO, O 2025 DA DUCATI FOI A TEMPORADA DOS SONHOS. A fabricante italiana assinou com o espanhol para este campeonato com a certeza de ter, junto com Francesco Bagnaia, uma dupla imbatível. A disputa entre os dois passou longe de acontecer, é verdade, porém, o #93 casou perfeitamente com a Desmodedici GP25 e, assim, teve a oportunidade de igualar o rival Valentino Rossi com o sétimo título mundial da MotoGP ― o nono no Mundial de Motovelocidade.
Mesmo com todos os títulos garantidos com bastante antecedência em 2025 e números espetaculares no campeonato ― como equipe, foram 11 poles, 16 vitórias em sprints e 19 triunfos nas provas principais ―, a Ducati viu a distância para as outras equipes reduzir consideravelmente, sobretudo após o acidente que tirou Márquez de combate a partir da etapa na Indonésia.
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Foram apenas vinte pontos somados nas cinco corridas que o heptacampeão ficou de fora. Desta feita, ficou evidente que a moto italiana era, de fato, um pouco mais frágil em relação às anteriores que estiveram à disposição de Bagnaia. Se tem um ano que o italiano, se pudesse, apagaria da memória, seria o de 2025. Irreconhecível, não encaixou com a GP25 e a Ducati tampouco conseguiu ajudar o #63 a encontrar uma solução.
Pecco chegou a ter fins de semana dominantes, como aconteceu no Japão, mas teve outros em que sequer conseguiu pontuar, como na Indonésia e Austrália. Resultado? Um decepcionante quinto lugar no Mundial de Pilotos, bem distante das três temporadas anteriores, que renderam um bicampeonato.

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Apesar dos pesares, a Ducati segue sendo a moto dominante na MotoGP. É fato que 2025 foi mais desafiador para aqueles que não fazem parte do núcleo da família Márquez ― um vez que Álex foi quem chegou mais perto de desafiar o poderio do irmão ―, mas, pelo que se viu nos últimos anos, a casa de Borgo Panigale tem total capacidade de aparar as arestas.
Ainda que a GP25 não seja tão perfeita quanto a antecessora ― a GP24 que funcionou para todos os pilotos que com ela competiram ―, ela está longe de ser uma moto ruim. Mesmo que problemas tenham sido mascarados pelo enorme talento natural de Marc Márquez.
Como a MotoGP vai trocar de regulamento em 2027, o desenvolvimento está congelado para 2026. Assim, a casa de Bolonha tem a alternativa de utilizar aquilo que já estava na pista: ou seja, o protótipo de 2024 ou o de 2025. A fase de testes vai determinar qual escolha vai ser feita pelo time sob a batuta de Gigi Dall’Igna.
A MotoGP está de férias e só volta a acelerar nos dias 29, 30 e 31 de janeiro de 2026, com o shakedown direto de Sepang, na Malásia. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade.
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