Da Costa destaca clima na Jaguar, mas valoriza anos na Porsche: “Melhorei como pessoa”

Em entrevista exclusiva ao GRANDE PRÊMIO, António Félix da Costa reforçou que ambiente positivo pesou na escolha pela Jaguar, mas destacou aprendizados do período conturbado na Porsche

António Félix da Costa voltou a reforçar a importância do ambiente de trabalho na escolha da Jaguar para a sequência da carreira na Fórmula E. Após um período marcado por tensões internas na Porsche, o português deixou claro que o fator humano teve peso decisivo na mudança, tanto quanto a competitividade do projeto e o status de equipe de fábrica. Mas não menosprezou os aprendizados adquiridos nos anos pela equipe de Weissach.

Em entrevista exclusiva ao GRANDE PRÊMIO, o campeão da Fórmula E em 2019/20 destacou que chegar a um time com clima mais leve e receptivo foi determinante para recuperar a motivação diária. Para Da Costa, competir em alto nível exige não apenas um bom carro, mas também um contexto que permita ao piloto render plenamente dentro e fora da pista.

“Sem dúvida esse lado pessoal pesou. Sou sortudo por poder fazer o que amo na vida. Ser piloto é o sonho de muita gente. E não fazia sentido sair de casa com pouca vontade de ir às corridas. Por isso, encontrar um ambiente onde me sentia melhor, mais feliz, era claramente um grande objetivo”, afirmou ao GP.

O português explicou que o conhecimento prévio da Jaguar e da forma como a equipe opera ajudou na decisão. Além da competitividade recente do time britânico, a convivência com Mitch Evans ao longo dos anos foi outro ponto que trouxe segurança para a nova fase.

Da Costa espera manter bom relacionamento com Evans na Jaguar (Foto: Fórmula E)

“Conheço muito bem Mitch e corro contra a Jaguar há muito tempo. É uma equipe muito bem sucedida aqui. Por isso, sabia que era o momento e lugar certos para mim. E claro, quando a gente vive situações complicadas, sempre acaba tirando ensinamentos”, seguiu.

Ao ser questionado sobre o que carrega do período mais conturbado na Porsche, Da Costa deixou claro que a experiência serviu como aprendizado, especialmente na forma de lidar com relações internas e com a convivência entre companheiros de equipe em um ambiente de alta pressão.

“Tenho bom relacionamento com todos os ex-companheiros, menos um. Casei há um ano e estavam vinte ex-colegas de equipe presentes. Se houver respeito, nada vai acontecer. Vai haver dias onde estarei à frente do Mitch e outros onde ele estará na frente. Se for feito com respeito, tudo vai correr bem”, disse.

“Sempre que temos dias maus, problemas, aprendemos muito. Aliás, aprende-se muito mais com esses dias do que com os bons. Tive muitos momentos positivos na Porsche também e fiquei amigo de muita gente, mas nas horas ruins consegui aprender muitas coisas e me tornar uma pessoa e um atleta melhor. Espero que isso me ajude aqui neste início com a Jaguar”, concluiu.

Fórmula E está em uma pausa e volta a acelerar no eP da Cidade do México, entre os dias 9 e 10 de janeiro. Emissora oficial no Brasil, o GRANDE PRÊMIO transmite todas as atividades de pista AO VIVO e COM IMAGENS no YouTube e na GPTV.

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