Rowland duvida de novo domínio, mas vê Nissan “em boa posição” para brigar pelo título

Em entrevista exclusiva ao GRANDE PRÊMIO, Oliver Rowland disse que rivais estão mais próximas, mas vê Nissan pronta para evitar queda de desempenho do último campeonato e brigar pelo bicampeonato

Oliver Rowland avalia que repetir o início dominante da última temporada da Fórmula E será uma tarefa mais complicada em 2025/26, mas garante que a Nissan chega bem preparada para evitar a queda de desempenho vista no terço final do campeonato passado. Mesmo ciente da evolução dos rivais, o britânico acredita que a equipe aprendeu com os erros recentes e trabalhou para manter um nível mais consistente ao longo do ano.

A confiança se reflete, sobretudo, na continuidade do projeto e da dupla de pilotos, algo que Rowland vê como vantagem importante em um grid cada vez mais equilibrado. Ainda assim, em entrevista exclusiva ao GRANDE PRÊMIO, o atual campeão reforçou que a natureza imprevisível da Fórmula E exige cautela, especialmente no início da temporada.

“Ter um começo tão bom será bastante difícil, porque acredito que outras equipes já nos alcançaram, mas estamos em boa forma. Acredito que a equipe fez um bom trabalho, temos continuidade entre os dois pilotos, o que não é o cenário de muitas equipes. Então, estamos em boa posição e veremos o que acontece. Na Fórmula E, tudo pode acontecer, então temos de manter a calma e lidar com os desafios quando surgirem”, disse ao GP.

Apesar do pé no chão, o desempenho do britânico no eP de São Paulo lembrou muito a temporada do título. Após ser eliminado ainda na fase de grupos da classificação, Rowland fez uma corrida de recuperação sólida e eficiente, aproveitando bem as oportunidades e o ritmo consistente da Nissan para cruzar a linha de chegada na segunda posição.

Mesmo largando no 13º lugar, Oliver Rowland subiu ao pódio em São Paulo (Foto: Fórmula E)

Questionado sobre a queda de desempenho do time nipônico no campeonato passado, Rowland reconheceu que o forte início contrastou com um fim de ano mais irregular. Mas ponderou que nem todos os resultados abaixo do esperado estiveram ligados a problemas de performance.

“Sempre analisamos o que poderíamos ter feito melhor. Ficou claro que em Londres simplesmente não fomos rápidos o suficiente, isso ficou evidente para todos. Mas nas outras corridas fui rápido, só tive um pouco de azar, e isso pode acontecer na Fórmula E. Terminei em quinto em Jacarta, estive na disputa pela vitória em Xangai, me classifiquei em terceiro e quinto em Berlim, então não houve grandes dramas”, explicou.

Segundo o piloto, o contexto psicológico também teve influência direta na reta final, já que a necessidade de administrar a liderança acabou pesando mais do que o esperado. Para 2026, a ideia é correr com mais liberdade e menos pressão estratégica.

“Da minha parte, tinha um campeonato para administrar, e provavelmente não estava na melhor forma mental para conquistar vitórias e pódios todos os fins de semana. Estou ansioso para correr sem ter grande vantagem e sem ficar pensando nisso o tempo todo”, concluiu.

Fórmula E está em uma pausa e volta a acelerar no eP da Cidade do México, entre os dias 9 e 10 de janeiro. Emissora oficial no Brasil, o GRANDE PRÊMIO transmite todas as atividades de pista AO VIVO e COM IMAGENS no YouTube e na GPTV.

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