Fórmula E estuda novo formato e possibilidade de Gen4 ser última geração de carros

CEO da Fórmula E, Jeff Dodds disse que evolução do Gen3 Evo mudou lógica dos ciclos e revelou que categoria avalia desenvolvimento contínuo dos carros em vez de gerações

A Fórmula E ainda não definiu qual será a duração da era Gen4 e admite, inclusive, a possibilidade de abandonar o atual modelo de gerações após a introdução do novo carro. A revelação foi feita pelo CEO da categoria, Jeff Dodds, ao comentar que a evolução recente dos monopostos tornou a estrutura tradicional de ciclos cada vez menos rígida.

Historicamente, a Fórmula E adotou períodos de quatro anos para cada geração de carros, algo que, a princípio, indicaria um Gen4 válido até 2030. Todos os fabricantes, de fato, reafirmaram compromisso com o campeonato até essa data, mas Dodds deixa claro que isso não significa que o ciclo técnico esteja completamente definido.

Segundo o dirigente, a própria era Gen3 já passou por uma transformação profunda com a introdução da Gen3 Evo, que trouxe mudanças significativas como novo chassi, pneus diferentes e a chegada da tração nas quatro rodas. Para Dodds, esse salto foi tão relevante que relativiza a própria noção de “gerações”.

“A duração ainda não está definida. Tradicionalmente, trabalhamos em ciclos de quatro anos. Mas, na era Gen3, tivemos a Gen3 Evo, que foi um grande salto: mudamos o chassi, os pneus e introduzimos o trem de força dianteiro, com tração nas quatro rodas. Podemos até debater que, em certa medida, o Gen3 Evo foi quase uma Gen4, e que a Gen4 pode ser quase uma Gen5”, afirmou ao site SoyMotor.

Gen4 estreia na temporada 2026/27 e pode ser última da categoria (Foto: Fórmula E)

Diante desse cenário, Dodds não descarta que a Fórmula E abandone completamente o conceito de gerações após a próxima, adotando um modelo mais flexível, com janelas específicas de desenvolvimento ao longo do ciclo do carro. A ideia seria permitir evolução tecnológica contínua, mantendo ao mesmo tempo o controle de custos — ponto central para a sustentabilidade do campeonato.

“Talvez não seja mais definido por eras. Pode ser mais longo que quatro anos, pode ser muito mais curto, mas ainda não decidimos”, disse. “Pode ser que não tenhamos mais gerações e passemos a um processo no qual o carro se desenvolve em diferentes momentos. Ainda não tomamos essa decisão em relação aos prazos”, concluiu.

A discussão também levanta questionamentos sobre como a categoria poderá acomodar novos fabricantes no futuro, já que a ausência de ciclos fixos exigiria novos critérios para entrada e desenvolvimento técnico no regulamento.

Fórmula E está em uma pausa e volta a acelerar no eP da Cidade do México, entre os dias 9 e 10 de janeiro. Emissora oficial no Brasil, o GRANDE PRÊMIO transmite todas as atividades de pista AO VIVO e COM IMAGENS no YouTube e na GPTV.

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