Lindblad recorda ascensão meteórica, mas projeta desafio maior na F1: “Não sou ingênuo”
Arvid Lindblad destacou que histórico de adaptações ajuda na chegada à Fórmula 1, mas reconheceu complexidade do desafio e disse ter muito a aprender
Arvid Lindblad será o único estreante no grid da Fórmula 1 em 2026. Confirmado pela Racing Bulls ao lado de Liam Lawson, o britânico de 18 anos chega à principal categoria do automobilismo mundial após uma ascensão meteórica nas categorias de base, fato que acredita que o ajudará na adaptação ao grid. Porém, demostrou estar ciente que o salto entre F2 e F1 é o maior que já enfrentou e exigirá muito trabalho.
Lindblad iniciou a carreira em monopostos apenas em 2022 e passou somente uma temporada por cada categoria até alcançar a F1. Foram passagens rápidas por F4 Italiana, F3 e F2, sempre com destaque imediato, a ponto de chamar atenção não apenas pelo ritmo, mas também pela capacidade de adaptação a carros e contextos distintos.
“Subi pelas categorias muito rápido. Fiquei apenas um ano em cada uma delas, então todo ano estava sendo jogado em uma situação nova. Isso ajuda, porque já estou acostumado com esse tipo de desafio. Por outro lado, nunca pilotei um carro de F1 em tempo integral. Ainda não sei exatamente o que vem pela frente, então preciso manter a mente aberta e trabalhar muito, porque este será o maior passo da minha carreira até agora”, afirmou.
Lindblad se tornou o piloto mais jovem a vencer corridas na F3 e repetiu o feito na F2, reforçando a percepção de que a adaptação rápida é uma das maiores virtudes. O desempenho consistente nas categorias de base fez a Red Bull levá-lo à Fórmula Regional Oceania no início de 2025 visando somar pontos para a superlicença e a solicitar uma dispensa especial para que obtivesse o documento antes de completar 18 anos.

“Meu foco sempre foi performar na F2, porque acreditava que isso me daria a melhor chance de chegar à F1. As oportunidades de superlicença e de participar dos treinos livres foram uma confirmação de que estava no caminho certo”, disse.
Agora, Lindblad se prepara para estrear em um dos contextos mais desafiadores da história recente da categoria. A temporada 2026 marca uma ampla reformulação técnica, com mudanças profundas no chassi e nas unidades de potência, além das férias mais curtas na história recente da F1.
“Tenho muita coisa para aprender. Não é só a transição da F2 para a F1, mas também todas as mudanças do novo regulamento. O gerenciamento da unidade de potência vai ter um peso muito maior, e isso exige atenção constante durante a pilotagem. Preciso estar confortável com tudo isso”, analisou.
“Vai ser difícil, não sou ingênuo quanto a isso. É um grande desafio, mas o foco é trabalhar duro, manter a cabeça aberta e evoluir passo a passo”, concluiu.
A Fórmula 1 está de férias. Os carros voltam a acelerar de 26 a 30 de janeiro em testes privados em Barcelona. Depois, seguem para o Bahrein para mais duas sessões da pré-temporada: de 11 a 13 de fevereiro e de 18 a 20 de fevereiro. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades de 2026.
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