Pramac abre temporada de apresentações com Yamaha de Miller e Razgatlioglu

Em um mês que promete ser agitado para a MotoGP, a Pramac deu o pontapé inicial na fase de apresentações das motos de 2026 e revelou as Yamaha YZR-M1 com que Jack Miller e Toprak Razgatlioglu vão competir neste ano

A temporada 2026 começa agora. Faltando ainda 45 dias para o início dos treinos do GP da Tailândia, primeira etapa do campeonato, a Pramac deu o pontapé inicial na MotoGP e revelou nesta terça-feira (13) as motos que serão utilizadas por Jack Miller e Toprak Razgatlioglu.

Em termos de pintura, a YZR-M1 mantém uma aparência muito próxima à moto da temporada 2025. Predominantemente azul-escuro e lilás, com detalhes em branco, preto e vermelho, a Pramac inicia a era Toprak com mudanças discretas no esquema visual da moto. Assim, as principais novidades ficam concentradas no aspecto técnico do protótipo.

Por conta da mudança de regulamento de 2027, quando as atuais motos de 1000cc serão substituídas por protótipos de 850cc, a MotoGP decidiu em outubro de 2024 congelar o desenvolvimento dos motores para 2026. Assim, a maioria das fábricas vai correr com motos basicamente iguais àquelas usadas no ano passado.

A Yamaha, porém, é uma exceção. Por conta da crise de performance, a marca dos três diapasões está no grupo D de concessões, o que dá a ela o direito de seguir desenvolvendo a unidade de potência. Justamente por isso, a marca japonesa optou pela adoção dos motores V4 ― o que exigiu a produção de uma moto completamente nova ―, abandonando a tradição dos de quatro cilindros em linha.

Moto de 2026 da Pramac (Foto: reprodução/MotoGP)

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Sendo assim, a Pramac começa o ano efetivamente trazendo novidades, já que a Yamaha é a fábrica que mais poderá desenvolver o equipamento em 2026 ― em grupos diferentes de concessões, Ducati, Aprilia, KTM e Honda não podem evoluir motores.

Mas as novidades não ficam restritas ao equipamento. O line-up também é 50% novo. Jack Miller conseguiu renovar o contrato e vai para o segundo ano com a equipe ― nesta segunda passagem pela Pramac, no caso. Afinal, a experiência do australiano com motores em V foi considerada um diferencial para ajudar no desenvolvimento da YZR-M1.

“É incrível estar de volta à Pramac, com a Yamaha. Obviamente, é um conceito diferente neste ano, com a moto nova e tudo mais, mas estou realmente ansioso por isso. Claro que manter a mesma equipe, o mesmo grupo de trabalho, vai ser crucial ao longo desta fase. Passamos grande parte da primeira metade do ano passado nos conhecendo, entendendo tudo, entendendo a moto, e pelo menos isso já ficou para trás agora, então podemos focar exclusivamente em tentar desenvolver o novo V4”, comentou Miller.

O outro lado da garagem, porém, é cercado de expectativas, já que recebe o debute de Razgatlioglu na MotoGP. Tricampeão do Mundial de Superbike, o turco faz a aguardada transição para o Mundial de Motovelocidade com um contrato de dois anos com a Yamaha.

Pramac revelou moto de 2026 nesta terça-feira (13) (Foto: reprodução/MotoGP)

Reconhecido pelo talento e pela capacidade como ‘showman’, Toprak gera ansiedade e expectativa, ainda que seja fato que a transição não será simples. O protótipo da MotoGP é bastante diferente das motos de produção com as quais estava acostumado.

“A sensação é muito positiva, porque, depois da Superbike, quando ando na MotoGP, sinto que é uma moto completamente diferente. A aceleração é incrível e, na reta, a moto é realmente muito rápida. Mas preciso de tempo para me adaptar à moto e aprender, e especialmente aos pneus. Preciso sentir o limite. Mas vamos ver, temos bastante tempo, porque teremos muitos testes, especialmente na Malásia, serão seis dias de testes, e espero que encontremos a forma de entender a moto e de me adaptar, porque é uma moto totalmente diferente. Só preciso de tempo”, disse Razgatlioglu no evento de lançamento na Itália.

Ainda assim, a Pramac vai estar sob os holofotes em 2026. Mas não apenas por Toprak. A nova YZR-M1 é uma tentativa da Yamaha de voltar aos bons tempos, mas, ao menos por enquanto, ninguém sabe ao certo como será o desempenho do protótipo dos diapasões.

Em 2025, a Yamaha foi a lanterna do Mundial de Construtores, com 247 pontos. A posição ruim esconde o crescimento em relação ao ano passado, mas o fato é que a montadora japonesa somou 229,33% mais pontos do que na temporada anterior. Além disso, Fabio Quartararo chegou a sonhar com uma vitória ― inviabilizada por uma quebra na Grã-Bretanha ― e conquistou cinco poles no ano, uma evidência de progresso na performance da moto.

Toprak Razgatlioglu e Jack Miller (Foto: Pramac)

Se a nova moto conseguir tirar do papel o sonhado progresso, a Pramac pode fazer uma temporada que lhe dê mais motivos para celebrar. Afinal, o time caiu do título no Mundial de Pilotos em 2024 para a última colocação do Mundial de Equipes no ano passado.

A fase de apresentações segue na quarta-feira (14), com a VR46, que exibe as Ducati de Franco Morbidelli e Fabio Di Giannantonio. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa.

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