VR46 se apresenta para 2026 de olho em reação com Di Giannantonio e Morbidelli
Insatisfeita com a campanha 2025, a VR46 se apresentou para 2026 disposta a derrotar a Gresini. Para isso, porém, a equipe de Valentino Rossi terá de trabalhar de forma impecável com Fabio Di Giannantonio e Franco Morbidelli
Depois da Pramac, chegou a vez de a VR46 se apresentar para a temporada 2026 da MotoGP. Satélite da Ducati, a equipe de Valentino Rossi exibiu nesta quarta-feira (14) as motos com que Fabio Di Giannantonio e Franco Morbidelli vão disputar o campeonato deste ano. O evento aconteceu em Roma ― cidade de nascimento dos dois pilotos ―, na Villa Miani, um edifício de estilo neoclássico construído no fim do século XIX no topo do Monte Mario e que oferece uma vista panorâmica da capital italiana.
No início da semana, o time italiano já tinha dado pistas de uma mudança de layout ao apresentar os novos uniformes de passeio, com as camisas e jaquetas pretas de 2025 substituídas por novos kits totalmente amarelos.
Para este ano, a VR46 adotou o lema ‘Black and Light’, mantendo o amarelo já tradicional da equipe, mas, desta vez, trocando o branco que marcou o layout dos últimos anos pelo preto. Mais uma vez, a pintura leva a assinatura de Aldo Drudi.
“Este ano, nós tentamos fazer uma coisa mais agressiva”, explicou Drudi, que apontou que as cores recuperam a história de Valentino Rossi na MotoGP.

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Rossi brincou que os mecânicos são os mais felizes com a mudança de cor, já que o branco dava muito trabalho para limpar, não apenas nas motos, mas também nos uniformes dos pilotos. A cor preta, aliás, remete às origens da equipe, já que foi usada nos primeiros layouts do time.
Assim como no ano passado, a estrutura de Tavullia não terá motos iguais para os dois pilotos. Com contrato direto com a casa de Borgo Panigale, Di Giannantonio vai usar a GP26, a moto de fábrica da Ducati, mas Morbidelli terá o modelo anterior, a GP25 que foi campeã com Marc Márquez, mas que fez um inferno da vida de Francesco Bagnaia no ano passado. O ítalo-brasileiro passou duas temporadas com a GP24, já que tinha corrido com o protótipo do ano em 2024, na Pramac.
Desde o fim do casamento entre Ducati e Pramac, a VR46 ganhou status de equipe prioritária para a fábrica italiana, mas, na prática, os melhores resultados vêm da Gresini. Ano passado, o time comandado por Nadia Padovani fez de Álex Márquez vice-campeão do Mundial de Pilotos e ficou com o segundo lugar no Mundial de Equipes. A equipe do lendário multicampeão fechou o ano na terceira colocação, 188 pontos atrás, com Di Giannantonio em sexto na classificação e Morbidelli em sétimo.
Ao fim do campeonato, a VR46 reconheceu que não tinha ficado plenamente satisfeita e deixou claro que o objetivo é brigar com a Gresini nesta temporada. Desta vez, porém, o sarrafo fica um pouco mais alto, já que, diferente do ano passado, o time de Faenza agora terá uma moto do ano, um prêmio técnico a Álex pela campanha vitoriosa de 2025 ― Fermín Aldeguer, apesar do contrato direto com a construtora italiaba, terá o protótipo do ano anterior, acompanhando a estrutura da rival de Tavullia.

No caso da VR46, Morbidelli teve o contrato renovado por um ano, mas assim como Di Giannantonio, tem de negociar um novo vínculo para 2027. E a equipe não esconde que está no mercado, especialmente pelo interesse declarado em Pedro Acosta.
Mas a negociação de contratos de pilotos não serão as únicas envolvendo a VR46. A equipe está no centro de rumores envolvendo um futuro com a Aprilia, que passaria a fornecer as RS-GP a partir de 2027. A casa de Noale, contudo, deixou a porta aberta para o acordo, mas frisou que a prioridade é seguir com a Trackhouse, a caçula entre as equipes do grid.
Com boas motos na mão e gente bastante experimentada no Mundial trabalhando nos boxes, a VR46 ainda não entregou tudo o que se espera dela. Resta saber se isso será possível em 2026 ou se, mais uma vez, a equipe vai ficar à sombra da Gresini.
Rossi celebrou o terceiro lugar no Mundial de Equipes de 2025, mas frisou que a meta é fazer melhor nesta temporada.

“Antes de mais nada, nós queremos vencer”, anunciou Rossi. “A meta principal é ser competitivo em todo fim de semana, a cada circuito”, destacou.
A fase de apresentações segue na quinta-feira (15), com a Aprilia, que exibe as RS-GP de Marco Bezzecchi e Jorge Martín. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa.
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