Di Grassi explica como ar rarefeito altera dinâmica do eP da Cidade do México
Lucas di Grassi disse que altitude na capital mexicana prejudica refrigeração da bateria, estratégia de economia de energia e até condicionamento físico dos pilotos
A altitude elevada da Cidade do México impõe desafios únicos e muda significativamente a dinâmica das corridas da Fórmula E. Quem garante isso é Lucas di Grassi, que explicou que o ar mais rarefeito afeta desde o acerto dos carros até as estratégias de economia de energia, tornando a etapa mexicana um ponto fora da curva no calendário da categoria.
Di Grassi explicou que o menor nível de densidade do ar no Autódromo Hermanos Rodríguez interfere diretamente em aspectos técnicos fundamentais, como a refrigeração da bateria, além de reduzir a eficiência do vácuo aerodinâmico — recurso amplamente utilizado para poupar energia ao longo das provas.
“Entre as 17 etapas, essa é a que competimos na maior altitude em relação ao nível do mar. Isso a torna diferente em termos de estratégia e de acerto também. O ar na região do autódromo do México é menos denso, então isso causa alguns efeitos interessantes”, afirmou o piloto da Lola Yamaha.
“Primeiro, o ar menos denso prejudica um pouco a refrigeração da bateria, que é bem importante. Mas o mais importante é que a atmosfera mais rarefeita torna menos vantajoso andar atrás de outros carros para economizar energia, estratégia que usamos bastante. É o único lugar no qual sentimos esse efeito, que tende a mudar a dinâmica da prova”, destacou.

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Além dos impactos técnicos, a altitude também exige mais fisicamente dos pilotos, especialmente nos primeiros contatos com a pista. “Outro ponto é que com atmosfera mais rarefeita há também menos oxigênio e, por isso, até você se adaptar vai sentir mais cansaço”, completou.
A corrida na capital do México marca a sequência da temporada 2025/26 da Fórmula E, que teve início em São Paulo. Para Di Grassi, as duas etapas possuem um significado especial, tanto pelo ambiente quanto pela recepção dos fãs.
“A temporada começou em São Paulo e, agora, continua no México. São duas provas que me enchem de energia, tanto pelas pistas, quando pelo público caloroso e o ambiente cheio de entusiasmo”, concluiu.
Com Di Grassi em ação, a Fórmula E volta a acelerar neste fim de semana, no eP da Cidade do México, disputado no Autódromo Hermanos Rodríguez. O TL1 começa às 18h50 (horário de Brasília) de sexta-feira (9), enquanto a maior parte da emoção fica para o sábado: TL2 às 10h20, classificação às 12h10 e transmissão da corrida a partir de 16h30. O GRANDE PRÊMIO transmite o evento completo AO VIVO e COM IMAGENS na GPTV.
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