Verstappen evita comentar brecha em motor da Red Bull: “Preciso focar em pilotar”

A Red Bull entrou no foco da polêmica sobre a brecha no regulamento de motores da Fórmula 1, mas Max Verstappen admitiu que não tem prestado muita atenção na história

Com o primeiro período de testes da Fórmula 1 2026 se aproximando, a suposta brecha encontrada por Mercedes e Red Bull no desenvolvimento dos novos motores segue sendo abordada. E o questionado da vez sobre o tema foi o tetracampeão Max Verstappen, que se prepara para mais uma temporada com os taurinos. O neerlandês, porém, admitiu que tenta se manter o mais afastado possível da história para focar apenas na pilotagem.

A controvérsia gira em torno da taxa de compressão, reduzida de 18:1 para 16:1. Ela é determinada pela relação entre o volume máximo do cilindro, quando o pistão se encontra no ponto mais baixo, e o volume mínimo, no ponto mais alto do curso. O artigo C5.4.3 afirma que as inspeções são realizadas apenas quando o motor está parado e à temperatura ambiente. Só que o artigo C1.5 diz que “os carros de F1 devem cumprir integralmente o regulamento em todos os momentos durante a competição”.

Acredita-se que a Red Bull encontrou um meio de operar com um valor efetivamente superior ao estipulado para a taxa de compressão. Pequenas variações nessa equação podem resultar em ganhos expressivos de eficiência e potência. Ou seja, estima-se que esses avanços possam representar algo em torno de 15 cv de potência adicionais, o equivalente a aproximadamente 0s3 por volta.

“É impossível saber [a competitividade do motor]. Todos estão tentando de tudo e, da minha parte, preciso me concentrar em pilotar”, disse Verstappen à Bloomberg. “Não estou aqui para ser o técnico de motores, que vai te explicar toda a parte técnica em detalhes. No fim das contas, também é algo que a FIA e as montadoras vão resolver”, analisou.

Red Bull fabrica o próprio motor em parceria com a Ford (Foto: Red Bull Content Pool)

“Eu piloto o carro e confio que, de nossa parte, tentaremos sempre fazer o melhor e tirar o máximo do motor em termos de desempenho”, afirmou o tetracampeão.

Em um regulamento cheio de novidades, como um novo botão de ultrapassagem, aerodinâmica ativa e o fim do DRS, entre outras coisas, há uma expectativa e tanto por corridas com mais disputas entre os pilotos. Verstappen, porém, prefere não fazer previsões até ir à pista pela primeira vez — quando enfim terá uma noção melhor da posição da Red Bull em relação à concorrência.

“É um pouco cedo para podemos dizer se vai ser mais fácil de ultrapassar, não faço ideia. Tudo ainda é desconhecido. Os carros parecem um pouco mais legais, são um pouco menores e não tão largos. Mas, uma vez que formos à pista, será mais fácil entender o que está acontecendo”, finalizou Verstappen.

Fórmula 1 está de férias. Os carros voltam a acelerar de 26 a 30 de janeiro em testes privados em Barcelona. Depois, seguem para o Bahrein para mais duas sessões da pré-temporada: de 11 a 13 de fevereiro e de 18 a 20 de fevereiro. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades de 2026.

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