Audi admite que estrutura herdada da Sauber é insuficiente para F1 e explica motivo
Mattia Binotto admitiu que fábrica em Hinwil precisa crescer para se equiparar à estrutura em Neuburg e atender às exigências da Audi na Fórmula 1. Dirigente citou falta de espaço para novo simulador e produção de peças
Mesmo após o lançamento do carro para a temporada 2026 da Fórmula 1, a Audi avalia que a estrutura atual é insuficiente para os objetivos da equipe. Quem admitiu isso foi Mattia Binotto, líder do projeto da montadora alemã. Segundo o dirigente, a estrutura herdada da Sauber, em Hinwil, não é suficiente para atender às exigências da operação e precisa de expansão para comportar o crescimento e os novos recursos necessários para um time de fábrica.
A Audi se prepara para estrear como construtora na F1 após anos em que a Sauber atuou como equipe cliente da Ferrari. Nesse processo de transição, a montadora integrou a base de Hinwil às instalações de Neuburg, na Alemanha, onde fica o departamento de motores. Binotto, que supervisiona os projetos de chassi e unidade de potência, explicou que a infraestrutura alemã já atende plenamente às demandas atuais da categoria.
Entretanto, o italiano destacou que a limitação de espaço na Suíça afeta diretamente áreas estratégicas do projeto, como a manufatura de componentes e o setor de engenharia. A avaliação é que ampliar a capacidade de produção interna é essencial para garantir agilidade, qualidade e eficiência.
“Em Neuburg, a infraestrutura é tudo o que precisamos. Estamos no nível certo, com ótimos recursos, dinamômetros e espaço adequado. Já em Hinwil, falta espaço para o que precisamos hoje. Encomendamos um simulador totalmente novo, mas é grande e exige um prédio específico. Precisamos construí-lo”, afirmou Binotto.

“Precisamos expandir a área de fabricação. Também precisamos de mais espaço para os engenheiros. No geral, precisamos crescer. Junto da Audi, estamos totalmente comprometidos em ampliar os prédios, o campus e as instalações atuais”, explicou.
Apesar das limitações estruturais, Binotto reforçou a confiança no projeto e afirmou que a Audi tem os elementos necessários para alcançar sucesso na categoria. A equipe trabalha com um plano de cinco anos para se tornar competitiva, tendo como prioridade inicial garantir confiabilidade e evolução do carro e da unidade de potência.
“Sei quem é e o que representa a Audi. Temos uma equipe com muita energia, totalmente focada no futuro. Estou convencido de que temos tudo o que é necessário para sermos bem-sucedidos um dia — e tenho certeza de que isso vai acontecer”, concluiu.
A Fórmula 1 está de férias. Os carros voltam a acelerar de 26 a 30 de janeiro em testes privados em Barcelona. Depois, seguem para o Bahrein para mais duas sessões da pré-temporada: de 11 a 13 de fevereiro e de 18 a 20 de fevereiro. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades de 2026.
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