Aston Martin minimiza rumores sobre motores Mercedes: “Todos buscam o limite”
Andy Cowell, diretor de estratégia da Aston Martin, acredita que todas as equipes estão trabalhando no limite do novo regulamento. Por isso, minimizou os rumores sobre uma possível vantagem da Mercedes em 2026
A Aston Martin não está preocupada com o rumor de que a Mercedes encontrou uma brecha no regulamento durante o desenvolvimento do novo motor para a temporada 2026 da Fórmula 1. De acordo com Andy Cowell, diretor de estratégia da equipe britânica, todas as equipes estão buscando o limite das regras, enquanto a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) cumpre a função de fazer a fiscalização de forma adequada.
Para as novas unidades de potência que estão por vir, as regras determinam que a taxa de compressão em um cilindro não pode ser superior a 16:1, o que representa uma redução em relação ao limite de 18:1 previsto no regulamento anterior. Como as equipes têm ciência dos ganhos potenciais associados ao aumento dessa taxa, especula-se que alguns projetos estejam explorando esse limite máximo, ainda que permanecendo dentro das regras.
Informações apontam que a Mercedes encontrou uma forma de permitir uma taxa de compressão superior àquela imposta pelo regulamento de 2026. A taxa de compressão de um motor de Fórmula 1 é definida pela relação entre o volume máximo do cilindro — quando o pistão está no ponto mais baixo — e o volume mínimo — quando o pistão está no ponto mais alto.
Isso seria possível porque, de acordo com o regulamento, a taxa de compressão é medida apenas quando o motor não está na temperatura ideal de funcionamento na pista. Em termos mais simples, trata-se de ganhos potenciais estimados em 15 cavalos de potência — cerca de 0s3 por volta.

A Aston Martin recebeu os motores da Mercedes até o fim de 2025, mas encerrou a parceria para se tornar cliente da Honda a partir de 2026. Porém, os rumores sobre uma eventual vantagem da marca alemã não assustam Cowell, que acredita que todas as equipes estão trabalhando no limite das novas regras.
“O tema da taxa de compressão é um assunto que vem à tona quando novas regulamentações entram em vigor. E todas as equipes leem os regulamentos e levam o desempenho ao limite. A taxa de compressão é claramente um aspecto fundamental para a eficiência térmica de um motor de combustão interna, por isso você sempre explora o máximo”, disse o diretor de estratégia da Aston Martin.
“Tenho certeza de que todos os fabricantes de unidades de potência estão fazendo isso. A FIA tem a função de garantir que todos interpretem os regulamentos de forma justa e igualitária”, finalizou Cowell.
A Fórmula 1 está de férias. Os carros voltam a acelerar de 26 a 30 de janeiro em testes privados em Barcelona. Depois, seguem para o Bahrein para mais duas sessões da pré-temporada: de 11 a 13 de fevereiro e de 18 a 20 de fevereiro. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades de 2026.
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