Russell exalta carro “muito intuitivo de pilotar” e rejeita comparar F1 com Fórmula E

George Russell ressaltou que piloto continuará com papel fundamental no desempenho em pista durante temporada 2026 da F1

George Russell revelou que entrou nos testes privados de Barcelona, realizados na última semana de janeiro, com desconfiança sobre como as mudanças técnicas poderiam afetar a pilotagem na F1 2026. O receio do britânico era de que os novos carros e motores colocassem a gestão de energia e as decisões de engenharia como fatores mais determinantes do que própria pilotagem — em um cenário que, para o representante da Mercedes, poderia se aproximar do que acontece na Fórmula E. Após a primeira experiência na pista, porém, o piloto afastou esse tipo de comparação.

O regulamento técnico da F1 2026 promoveu uma série de mudanças em carro, pneus e motor — este último, agora com maior dependência da energia elétrica, próxima de 50%. O tema do gerenciamento de energia, comum no universo da Fórmula E, passou a ganhar espaço na F1. Ainda assim, Russell acredita que a pilotagem seguirá como fator preponderante, mesmo diante da necessidade de maior eficiência.

“Foi muito mais intuitivo de pilotar do que esperava. Era uma dúvida que tinha antes de testar, se seria algo parecido com a Fórmula E, onde parece precisar mais de um engenheiro do que piloto”, afirmou Russell.

“Como mencionei, foi muito mais intuitivo de pilotar do que o esperado — algo semelhante ao que acontece com a gestão de pneus”, completou Russell.

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George Russell testou o W17 da Mercedes em Barcelona (Foto: Mercedes)

Ao analisar o impacto das mudanças técnicas na F1, Russell destacou que, apesar da inclusão de novas variáveis na pilotagem, a essência da categoria permanece intacta, e que as novidades não devem tirar do piloto o papel central no desempenho em pista.

“No passado, pilotos tiravam o pé e faziam lift and coast com muita frequência para preservar os pneus. Isso não tira mérito algum, é apenas a forma mais eficiente de pilotar. Agora temos algumas peculiaridades adicionais, mas ainda é preciso frear o mais tarde possível e carregar o máximo de velocidade nas curvas”, explicou Russell.

“O piloto mais rápido ainda será aquele que estará na frente. Não acho que isso vá se tornar uma corrida de engenharia a partir do cockpit”, concluiu Russell.

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