Bottas diz que ano como reserva pode ajudar Cadillac: “Vi a F1 de ângulo diferente”
De volta ao grid da F1, Valtteri Bottas destacou aprendizados na temporada como piloto reserva da Mercedes e disse que conhecimento pode ser útil para estreia da Cadillac no Mundial
Valtteri Bottas avaliou que o ano fora do grid da Fórmula 1 em 2025 trouxe aprendizados importantes e que a experiência obtida como piloto reserva da Mercedes pode ajudar na estreia da Cadillac no campeonato mundial.
Após 13 temporadas consecutivas na F1, o finlandês ficou sem vaga ao fim de 2024 depois de ser dispensado pela Sauber e acabou retornando à Mercedes — equipe pela qual competiu entre 2017 e 2021 e conquistou cinco títulos consecutivos do Mundial de Construtores — como piloto reserva.
Ao longo da última temporada, Bottas continuou participando das atividades da F1, mantendo envolvimento direto com a equipe alemã, participando de reuniões técnicas e acompanhando de perto o funcionamento interno durante fins de semana de corrida.
Perguntado pelo portal neerlandês RacingNews365 qual foi a principal diferença dos anos anteriores, Bottas foi cirúrgico: “Provavelmente foi ver o esporte de um ângulo diferente.”

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“Porque quando você está correndo, existe basicamente um único ponto de contato, que é o engenheiro. É só isso que se conhece”, explicou.
“Mas a cada sessão, a cada evento, eu ouvia tudo, em todos os canais, e realmente via com muito mais detalhes como a equipe opera quando se trata de atividades de pista, dos diferentes departamentos. Hoje eu tenho mais conhecimento do que em qualquer outro momento”, analisou o finlandês.
Bottas destacou que, como piloto titular, o foco costuma ser restrito a poucas pessoas ao longo do fim de semana, com prioridades bem definidas para simplificar o trabalho.

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“O trabalho é feito com um grupo pequeno de pessoas durante o fim de semana, tentando simplificar certas coisas e priorizar outras. Mas agora, com mais tempo disponível, foi possível ver tudo, como as coisas realmente funcionam, o que pode ajudar muito ao entrar em uma equipe que está construindo tudo do zero.”
“Pode haver momentos, e tenho quase certeza de que haverá, em que vou pensar em como a Mercedes fazia determinadas coisas, que talvez possam funcionar para a gente. Acho que isso pode me ajudar”, finalizou.
A Fórmula 1 retorna à pista de 11 a 13 de fevereiro, no Bahrein, para a primeira de duas baterias de testes coletivos da pré-temporada. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades.
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