Da Costa brilha no eP de Jedá 2 e vence primeira pela Jaguar. Drugovich fecha em 12º
António Félix da Costa usou o primeiro Modo Ataque para abrir vantagem na frente e apenas administrar no fim para vencer em Jedá. Felipe Drugovich terminou em 12º e segue zerado
António Félix da Costa venceu o eP de Jedá 2. O português foi brilhante ao abrir vantagem durante primeira ativação do Modo Ataque e precisou apenas administrar a liderança na reta final para triunfar pela primeira vez na Jaguar. Sébastien Buemi, da Envision, e Oliver Rowland, da Nissan, completaram o pódio.
Edoardo Mortara e Dan Ticktum vieram logo atrás e fecharam o top-5. Pepe Martí, Mitch Evans, Pascal Wehrlein, Jean-Éric Vergne e Taylor Barnard completaram o grupo dos dez primeiros, que marcam pontos em Jedá.
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Felipe Drugovich teve um sábado bem discreto. Em nenhum momento brigou forte pelo top-10 e terminou em 12º. Já Lucas di Grassi fez boa prova de recuperação, após largar na última fila. O brasileiro da Lola Yamaha escalou na primeira ativação do Modo Ataque e brigou por pontos, mas despencou no fim e acabou em 15°.
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Como foi o eP de Jedá 2:
Ao contrário da véspera, a largada neste sábado foi tranquila. Edoardo Mortara conseguiu se manter na frente, com Jake Dennis logo atrás. O britânico tentou atacar o piloto da Mahindra, mas não conseguiu a ultrapassagem. Quem aproveitou a distração foi Oliver Rowland, que colocou por dentro no momento que o suíço se defendia e assumiu a liderança. António Félix da Costa aproveitou o embalo e subiu para o segundo lugar.
Felipe Drugovich largou mal e acabou perdendo três posições. Em contrapartida, Lucas di Grassi foi muito bem no início e subiu para o 19º lugar. Enquanto tudo isso acontecia na pista, Nyck de Vries foi para os boxes cumprir os 10s de stop-and-go.
Na volta 3, Sébastien Buemi foi genial e ultrapassou três pilotos de uma vez só na curva 13 e pulou para o segundo lugar. Logo depois, superou Rowland para assumir a liderança. O britânico da Nissan também perdeu posição para Da Costa.
A liderança do suíço também não durou muito. Sem Pit Boost, a corrida deste domingo voltou a contar com duas ativações do Modo Ataque e maior foco na gestão da energia. Isso levou a muito mais trocas de posição na frente do que na prova de sexta-feira. Com isso, o piloto da Envision não fez muita força para se defender dos avanços de Da Costa e Rowland, que retomou a ponta.
Drugovich seguiu perdendo posições lá atrás, sendo superado por Di Grassi, Müller, Barnard e Eriksson, caindo para o 18º lugar. Enquanto isso, Mortara foi para cima de Buemi e tomou o terceiro lugar, levando Dennis consigo. O suíço assumiu a ponta, mas logo caiu de novo para terceiro, ao ser superado pelo próprio Buemi e Rowland.
Na volta 9. Ao mesmo tempo, Da Costa foi para cima de Mortara e o embalo foi tanto que acabou tocando na traseira de Buemi, que vinha à frente. O contato foi leve e nenhum dos dois teve qualquer dano.
No mesmo giro, Di Grassi foi o primeiro a ativar o Modo Ataque. O brasileiro fez uma ativação de quatro minutos e começou a escalar o pelotão. Ao término da potência extra, o piloto da Lola Yamaha ocupava a quarta posição — ganho de 11 lugares.
Assim que acabou a potência extra de Di Grassi, Vergne foi o próximo a usar o Modo Ataque e também começou a escalar o pelotão. O francês ativou por apenas dois minutos e parou exatamente à frente do brasileiro.

Na virada para a segunda metade da prova, Mortara era o piloto com mais energia disponível, ainda com as duas ativações do Modo Ataque a serem feitas. Rowland foi o primeiro do pelotão dianteiro a pegar a potência extra e assumiu a liderança.
Quem não teve a mesma sorte foi Dennis. O britânico seguiu o compatriota e fez a primeira ativação do Modo Ataque, mas teve um furo de pneu e precisou ir para os boxes, praticamente acabando com as chances na corrida.
Na volta 20, quase todos os pilotos ativaram o Modo Ataque. Da Costa partiu para cima de Rowland e tomou a liderança. Com menos tempo para a segunda ativação, o português acelerou o máximo possível e abriu mais de 2s de vantagem, para tentar se defender na reta final da corrida. Rowland foi superado por Buemi e Mortara. Na tentativa de retomar a posição, quase causou uma batida com o suíço da Mahindra.
Com cinco voltas para o final, todos do top-10, com exceção de Mitch Evans, ativaram o Modo Ataque. Da Costa conseguiu ser um dos últimos a fazer a ativação, se colocando em vantagem sobre Dan Ticktum — que ganhou muitas posições ativando a potência extra — e Rowland. Os mais de 2s de vantagem que abriu ainda na primeira ativação foram o bastante para o português conseguir terminar a janela de potência extra à frente e ficar com a vitória.
Atrás do português, a briga seguiu intensa até os últimos metros. Rowland tentou tomar o segundo lugar de Buemi, mas não conseguiu e ficou com o último lugar do pódio, enquanto Mortara precisou amargar o quarto lugar. Logo atrás, Ticktum e Martí chegaram a se tocar na curva 9 e quase colocaram tudo a perder para a Cupra Kiro, mas conseguiram garantir a pontuação dupla para a equipe britânica.
Fórmula E 2026, eP de Jedá 2, resultado final:
| POS | Piloto | Equipe | Diff |
| 1 | A FÉLIX DA COSTA | Jaguar | 30 voltas |
| 2 | S BUEMI | Envision | + 2.574 |
| 3 | O ROWLAND | Nissan | + 3.508 |
| 4 | E MORTARA | Mahindra | + 3.924 |
| 5 | D TICKTUM | Cupra Kiro | + 4.521 |
| 6 | JM MARTÍ | Cupra Kiro | + 5.461 |
| 7 | M EVANS | Jaguar | + 5.926 |
| 8 | P WEHRLEIN | Porsche | + 6.348 |
| 9 | JE VERGNE | Citroën | + 6.887 |
| 10 | T BARNARD | DS Penske | + 9.170 |
| 11 | M GÜNTHER | DS Penske | + 9.476 |
| 12 | F DRUGOVICH | Andretti | + 14.206 |
| 13 | J ERIKSSON | Envision | + 14.714 |
| 14 | N CASSIDY | Citroën | + 14.769 |
| 15 | L DI GRASSI | Lola Yamaha | + 14.787 |
| 16 | N MÜLLER | Porsche | + 15.979 |
| 17 | N NATO | Nissan | + 17.951 |
| 18 | Z MALONEY | Lola Yamaha | + 23.342 |
| 19 | J DENNIS | Andretti | + 1:08.185 |
| 20 | N DE VRIES | Mahindra | + 1:09.107 |
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