“Não estamos preocupados”: Aston Martin detalha plano de recuperação na F1 2026

Em entrevista acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO no Bahrein, Pedro de la Rosa explicou que "não há atalhos" e que a Aston Martin precisa trabalhar duro para reduzir o déficit em relação às rivais

Apesar dos muitos problemas encontrados durante os testes coletivos da Fórmula 1 no Bahrein, Pedro de la Rosa garantiu que ninguém na Aston Martin está preocupado com o fato de estarem “2s mais lentos do que esperavam” neste início de temporada 2026. De acordo com o embaixador da equipe, o objetivo agora é entender quais são as limitações do carro e, desta forma, trabalhar nas áreas identificadas.

Com um amplo investimento realizado na sede de Silverstone ao longo dos últimos anos, a escuderia liderada por Lawrence Stroll esperava se colocar como uma das principais forças do grid a partir da chegada do novo regulamento. Porém, o que se viu até aqui foi completamente o oposto: um time com sérias questões de confiabilidade e falta de desempenho considerável em comparação aos rivais.

Há alguns dias, Lance Stroll tomou um choque de realidade ao reconhecer que os esmeraldinos estavam 4s fora de ritmo no circuito de Sakhir. Fernando Alonso, por sua vez, até demonstrou confiança no trabalho de Adrian Newey, mas levantou dúvidas a respeito da capacidade da Honda de resolver a questão da falta de rendimento da unidade de potência.

“Não estamos felizes — sejamos sinceros, ninguém fica feliz quando está 2s mais lento do que esperava —, mas também é verdade que ninguém está preocupado”, disse De la Rosa em entrevista acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO. “É diferente: não estamos satisfeitos, mas também não estamos pensando ‘acabou’, de jeito nenhum”, explicou.

Pedro de la Rosa disse que não há ninguém preocupado na Aston Martin (Foto: Marco Miltenburg / Racepictures)

Desta forma, o embaixador da Aston Martin explicou qual é o objetivo da equipe a partir de agora. Vale lembrar que todos ainda vão participar da segunda semana de testes coletivos no Bahrein antes do início oficial da temporada 2026, no GP da Austrália, em março.

“Primeiro entender o pacote, entender as limitações e depois trabalhar em todas as áreas identificadas. Não é diferente de qualquer outra temporada, mesmo com regulamentos novos. É ir com calma: identificar um problema, corrigir, trabalhar duro. Não há segredos nem atalhos — é preciso trabalhar sem parar”, pontuou.

“Fiquei muito impressionado com todo o trabalho da equipe em Silverstone para preparar o carro para Barcelona. O trabalho feito na fábrica foi tremendo. As pessoas trabalharam dia e noite, estão muito cansadas, mas continuam se esforçando todos os dias, sem folga. É realmente impressionante ver o comprometimento do pessoal — onde quer que você esteja, precisa lembrar que são essas pessoas que vão te levar ao topo”, concluiu o representante da Aston Martin.

Fórmula 1 volta de 18 a 20 de fevereiro, também no Bahrein, com a segunda e última bateria de testes coletivos da pré-temporada 2026. Depois, segue para a Austrália, palco da abertura do campeonato, em 8 de março.

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