Ferrari destaca gestão de energia, mas ressalta: “Seria um erro esquecer outros aspectos”

Chefe da Ferrari, Frédéric Vasseur disse que a aerodinâmica será mais importante que a gestão de energia na F1 2026, apesar do aumento da potência elétrica

A gestão de energia agora tem uma importância maior nos carros da Fórmula 1, já que houve um aumento considerável da potência elétrica no motor. Em entrevista acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO, Frédéric Vasseur, chefe da Ferrari, ressaltou o valor do gerenciamento na temporada 2026, mas enfatizou que outros aspectos seguem sendo relevantes para o desempenho, em especial a aerodinâmica.

Em 2026, os carros da F1 são menores, mais leves e contam com uma nova aerodinâmica. As unidades de potência, por sua vez, são abastecidas com combustíveis sustentáveis e possuem 50% da potência proveniente da parte elétrica. Além disso, os pilotos têm à disposição os modos boost, ultrapassagem e recarga. As unidades de potência agora apresentam três vezes mais energia elétrica do que as utilizadas até 2025, chegando a 350 kW em vez dos 120 kW.

No aspecto aerodinâmico, o conceito de “carro ágil” introduz monopostos 30 kg mais leves e com dimensões reduzidas, visando facilitar ultrapassagens em circuitos estreitos.

Questionado se o gerenciamento de energia será mais importante que a aerodinâmica, o chefe da Ferrari respondeu: “Não acho. No ano passado, vimos variações de 0s6 ou 0s7 apenas por preparação de pneus e condições, com carros que já conhecíamos há anos”, declarou em coletiva acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO.

Chefe da Ferrari ressaltou que a aerodinâmica continua importante na F1 2026 (Foto: AFP)

“A gestão de energia é importante, é chave para o tempo de volta, mas todos os outros parâmetros da F1 continuam existindo. Seria um erro esquecer os fundamentos só porque o regulamento é novo”, salientou.

“A gestão de energia vai ser um tema importante porque fará parte da performance muito mais do que antes. Ela será chave para o desempenho do carro. Mas não veremos grandes diferenças porque isso é software — e, quando é software, você não tem o mesmo tempo de desenvolvimento que peças físicas”, explicou.

“Isso vale para nós e para todo mundo. Se você olhar o uso de energia em Barcelona e agora, todos deram um bom passo à frente. Durante os testes no Bahrein, também houve progresso. Isso é a mentalidade da F1: empurrar, desenvolver, e quando alguém está um pouco atrás, desenvolve mais rápido”, completou Vasseur.

Fórmula 1 volta de 18 a 20 de fevereiro, também no Bahrein, com a segunda e última bateria de testes coletivos da pré-temporada 2026. Depois, segue para a Austrália, palco da abertura do campeonato, em 8 de março.

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