Aston Martin teme por confiabilidade e vê “problemas que nos impedem de correr”

Mike Krack, diretor de pista da Aston Martin na Fórmula 1, assumiu que a equipe tem atrasos e "problemas em todas as áreas do carro"

A nova temporada da Fórmula 1 começou com complicações para a Aston Martin. Mike Krack, diretor de pista da equipe, revelou que existem problemas em todas as áreas do projeto e que o carro ainda não está rodando tanto quanto o esperado. Em entrevista coletiva durante os testes do Bahrein, Krack afirmou ainda que a equipe “não está no nível” das concorrentes.

Graças ao novo regulamento, a temporada de 2026 chegou com novidades para todos. No entanto, a situação da Aston Martin traz alguns atenuantes, já que a equipe também conta com novos parceiros, como nos motores, que agora são da Honda, não mais da Mercedes. Nessa situação, a equipe britânica precisa entender como encaixar as novas peças para que o carro performe bem.

“É preciso confiabilidade. As rodas precisam girar. Até agora, não conseguimos manter as rodas girando tanto quanto queríamos. Você aprende a cada volta, e por cada volta que você não faz, ou perde, você tem de correr atrás, então não foi um começo fantástico. Reconhecemos que temos trabalho a fazer e entendemos que não estamos no nível em que os outros podem estar. Mas tudo é novo, a parceria com a Honda, e estamos fazendo a caixa de câmbio e a suspensão, o que é um grande exercício”, declarou Krack.

“Espero que seja um problema de principiante, inicial. Mesmo que o começo seja difícil, temos de nos concentrar, olhar nossos problemas e resolvê-los passo a passo. Em primeiro lugar, precisamos reconhecer que estamos atrasados para a festa. Vimos isso em Barcelona. Foi bom que fomos, mas não estávamos realmente prontos. Colocamos o carro para funcionar e aconteceu algo similar ao início deste teste. Temos muitos pequenos problemas que nos impedem de correr, em todas as áreas do carro. Temos novos componentes eletrônicos, parceiros, caixa de câmbio, suspensão”, acrescentou.

Mike Krack, diretor de pista da Aston Martin (Foto: Rodrigo Berton/Agência Warm Up)

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“É difícil isolar tudo em uma única área. Assim seria mais fácil. Se há apenas um item para consertar, pode concentrar todo esforço nisso. Provavelmente o atraso que nos colocou em uma situação um pouco mais difícil em relação à confiabilidade. Mas, como disse, se não acumularmos voltas, e acho que temos três vezes menos voltas do que alguns dos melhores competidores, isso nos coloca em desvantagem. É preciso ser realista quanto a isso e depois compensar o atraso. Não há outra maneira, mas eles não estão nos esperando, por isso temos de fazer nosso melhor para não perdermos contato”, completou.

Fórmula 1 segue com a segunda bateria de testes coletivos da pré-temporada 2026 nesta quinta-feira (19), no Bahrein. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades AO VIVO EM TEMPO REAL e traz a análise completa de tudo o que aconteceu no BRIEFING.

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