A temporada 2026 do Mundial de Motovelocidade começa neste fim de semana prometendo muitas emoções. O GRANDE PREMIUM listou dez pilotos que vão estar sob os holofotes, ainda que por razões diferentes
A fase de férias acabou! O Mundial de Motovelocidade volta à ativa neste fim de semana para a 78ª temporada da história. A campanha começa em Buriram, na Tailândia, e vai chegar ao fim apenas em 22 de novembro, na Comunidade Valenciana, depois de passar por países como Brasil, Catar, Espanha, Itália, Japão, Malásia e muitos outros.
Em um ano de poucas novidades técnicas, já que a MotoGP vai mudar de regulamento em 2027 e manteve a estabilidade na temporada que marca a despedida das motos 1000cc, o foco total é nos pilotos.
Sendo assim, o GRANDE PREMIUM listou dez nomes que estarão sob os holofotes em 2026, mesmo que por razões diferentes. A lista, porém, não contempla apenas a classe rainha, já que Moto2 e Moto3 também têm atrativos próprios neste ano.
Confira os dez pilotos que serão centro das atenções em 2026:

Marc Márquez
Campeão vigente, Marc Márquez pode fazer ― ainda mais ― história em 2026. Aos 33 anos, o espanhol de Cervera terá a chance de conquistar o oitavo título na MotoGP, superando a marca de Valentino Rossi e igualando o recorde de Giacomo Agostini, o recordista da classe principal.
Além disso, o #93 fez uma campanha absolutamente dominante em 2025 e fica a curiosidade para saber se ele será capaz de repetir a mesma performance neste ano. Marc começa o ano recuperando a forma física, já que passou por uma cirurgia após lesionar o ombro direito no fim do ano passado, mas mostrou ao longo da carreira que pouco se deixa limitar.
No segundo ano com a equipe de fábrica da Ducati, o mais velho dos Márquez parte como favorito e como um gigantesco alvo para todos os demais.
Álex Márquez

Vice-campeão em 2025, Álex Márquez fez a melhor temporada da carreira no ano passado. O bom desempenho foi reconhecido pela Ducati, que deu a ele um prêmio técnico: a moto do ano para 2026.
Ainda na Gresini e com a GP26 nas mãos, o #73 terá a missão de mostrar que a performance do ano passado é a nova regra e não apenas um soluço. O caçula da família de Cervera jogou a expectativa em torno de si lá para o alto, mas mostrou durante a pré-temporada que começa o ano com o mesmo bom nível.
Marco Bezzecchi

Marco Bezzecchi é o novo homem forte da Aprilia. Contratado para ser o número 2 de Noale, o italiano virou o jogo tirando proveito não só da série de infortúnios de Jorge Martín, mas mostrando um belo trabalho, especialmente no que diz respeito ao desenvolvimento da RS-GP.
Além de ter sabido cativar os integrantes da Aprilia, Marco começa o ano de contrato renovado ― o #72 foi o primeiro a renovar entre os pilotos do grid atual e está garantido até 2028 ― e sob a expectativa de liderar a equipe italiana em busca do sonho de interromper o domínio da Ducati e faturar o Mundial de Pilotos. A tarefa é árdua, mas o protagonismo do fim do ano passado colocou Bezzecchi como candidato ao feito.
Jorge Martín

Do outro lado da garagem, Jorge Martín vive um cenário diferente. Depois de um 2025 caótico, a expectativa em torno do espanhol é mais para saber se ele conseguirá terminar o ano intacto.
A temporada passada foi um verdadeiro inferno para Jorge, que viveu uma série de lesões. Para piorar, a última rodada de ferimentos culminou em complicações, mas uma troca de médicos ― recomendados por Marc Márquez, aliás ― devolveu a plena forma ao #89.
Agora, o campeão de 2024 terá a chance de enfim conhecer a RS-GP, mas já com o relacionamento com a Aprilia desandado pela tentativa estabanada de romper o contrato de forma precoce. O destino de Jorge parece ser distante de Noale em 2027, mas a última imagem desta relação não precisa ser completamente ruim.
Francesco Bagnaia

Assim como Martín, Francesco Bagnaia também teve um 2025 para esquecer. Ainda que por uma razão completamente diferente. Pecco escapou fisicamente ileso, mas não se entendeu com a GP25 e teve uma das piores temporadas da carreira na MotoGP.
Só quinto no Mundial de Pilotos, Bagnaia foi massacrado por Marc Márquez ao longo de todo o ano e hoje tem o futuro na Ducati sob ameaça ― algo que parecia impensável até o fim de 2024. Serve de alento, porém, o fato de a pré-temporada ter indicado um retorno de Pecco à boa forma.
As mudanças feitas pela Ducati na GP26 parecem ter sanado as dificuldades do italiano com a moto anterior e, assim, permitido um necessário respiro. Resta saber se, melhor encaixado com o protótipo de Borgo Panigale, o bicampeão da MotoGP conseguirá peitar Marc Márquez na mesma garagem.
Fabio Quartararo

Talentoso que é, Fabio Quartararo é sempre um ponto de atenção na MotoGP. Ano passado, o francês de Nice conseguiu se destacar em classificação e chegou perto até de vencer uma corrida, o que só não aconteceu por conta de uma inesperada quebra da YZR-M1.
Agora, porém, o cenário muda um pouco. Pressionada pela falta de desempenho, a Yamaha abandonou a tradição do motor de quatro cilindros em linha e vai correr com um propulsor V4, o que exigiu um redesenho completo da moto. Assim, a nova M1 nada mais é do que um bebê recém-nascido.
Impaciente, Quartararo já dá indícios de que a história com a Yamaha vai terminar em 2026, mas isso não diminui a curiosidade em torno do que ele será capaz de fazer com a nova moto.
Toprak Razgatlioglu

Tricampeão do Mundial de Superbike, Toprak Razgatlioglu chega à MotoGP em 2026. Talentoso e carismático, o turco está cercado de expectativas neste ano.
O desafio, porém, é dos maiores. A transição do WSBK para a MotoGP é das mais difíceis por causa das diferentes entre as motos ― derivadas de produção de um lado e protótipos do outro ―, e o #7 não escondeu as dificuldades que têm enfrentado até aqui.
A adaptação é difícil e vai exigir mudança no estilo de pilotagem. Algo que fãs e especialistas vão acompanhar passo a passo.
Diogo Moreira

Campeão da Moto2, Diogo Moreira devolve o Brasil ao grid da classe rainha do Mundial de Motovelocidade após 19 anos de ausência. O agora #11 chega com um contrato de três anos, assinado diretamente com a Honda, ainda que a estreia seja pela satélite LCR.
Na fase de testes do campeonato, Moreira mostrou boa evolução, melhorando bastante os tempos ao longo dos dias. Além disso, Lucio Cecchinello, chefe da LCR, também mostrou satisfação com o trabalho do piloto natural de Guarulhos, não só pelo que ele tem feito na pista, mas também pela qualidade do feedback.
Talento, Diogo já mostrou nas categorias de base. Agora, é questão de tempo para que ele possa repetir na elite o que já conseguiu fazer nas classes menores.
David Alonso

David Alonso estará sob os holofotes na Moto2. Campeão da Moto3 em 2024, o colombiano tardou um pouco a se adaptar à classe do meio no ano passado, mas, uma vez que se entendeu com as motos de 765cc, mostrou a que veio e passou a chamar a atenção.
O talento já comprovado coloca Alonso como um candidato ao título da Moto2, mas não só isso. O piloto da Aspar é um dos poucos cotados para saltar para a MotoGP em 2027, o que promete aumentar o foco em cima do #80 neste ano.
Máximo Quiles

Estreante na Moto3 ano passado, Máximo Quiles chegou a sonhar com o título e, por muito pouco, não ficou com o vice-campeonato. Prodígio, o titular da Aspar é o claro favorito ao título deste ano.
Pupilo de Marc Márquez, Quiles tem a pressão de converter a expectativa em resultados, mas, pelo que mostrou em 2025, isso não será um grande problema.
A temporada 2026 começa neste fim de semana, com o GP da Tailândia, em Buriram. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa da MotoGP, assim como das demais classes do Mundial de Motovelocidade.

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