McLaughlin comemora e explica retorno “meio surreal” de “mentor” Cindric à Penske

Scott McLaughlin explicou que Tim Cindric foi o principal responsável por fazê-lo trocar o automobilismo na Austrália pela Indy

Scott McLaughlin revelou detalhes sobre a recontratação de Tim Cindric pela Penske. Demitido após os escândalos envolvendo atenuadores modificados ilegalmente durante a classificação das 500 Milhas de Indianápolis, o ex-presidente retornou à equipe no fim de janeiro, agora como estrategista do carro #3. O neozelandês deixou claro que Cindric manifestou o desejo de voltar e afirmou estar empolgado com parceria com o “mentor”.

O primeiro sinal foi positivo: com Cindric no pit-wall, McLaughlin abriu a temporada 2026 da Indy na liderança do treino livre 1 do GP de St. Pete, disputado nesta sexta-feira (27).

“Não é estranho de forma alguma [o retorno do Cindric]. Conheço o TC muito bem. Foi meu mentor por muitos anos, e tê-lo focado exclusivamente na estratégia de corrida é algo que me deixa muito animado. É realmente muito legal”, comentou McLaughlin.

“A forma como isso aconteceu foi interessante. Acho que ele entrou em contato dizendo que queria voltar ao esporte. Achava que não teria vontade de retornar e perguntou se havia espaço para ele. O JD [Jonathan Diuguid, presidente da Penske] analisou isso do ponto de vista de desempenho — estávamos procurando um estrategista — e pensou: ‘que nome melhor para ter do que provavelmente o melhor estrategista?’”, completou.

Tim Cindric (Foto: IndyCar)

McLaughlin explicou que a parceria tem significado especial, já que foi Cindric quem o convenceu a migrar para a Indy, deixando para trás uma carreira vitoriosa na Supercars. Além disso, o piloto revelou que sempre desejou tê-lo como estrategista do #3.

“Falei algumas coisas malucas (risos). Fiquei muito empolgado [com a contratação]. Pensei: ‘bom, definitivamente não era isso que eu achava que ia acontecer’. Soube talvez duas horas antes de todo mundo, mas imediatamente liguei para o Tim e disse que mal podia esperar para trabalhar e aprender ao lado dele. Como disse, tenho muito respeito por ele e não estaria na Indy se não fosse pelo TC”, afirmou McLaughlin.

“Roger (Penske) também teve papel importante nisso, mas o TC plantou a Indy na minha cabeça antes mesmo de eu estar aqui. Devo muito a ele. E, além disso, estou empolgado para trabalharmos juntos, porque por uns seis anos — praticamente todo o tempo em que estou aqui — pedi para que ele fosse meu estrategista. Achei que tinha perdido essa chance, e agora que ele voltou, é meio surreal”, encerrou McLaughlin.

A Indy retorna neste sábado (28) para o treino livre 2, marcado às 11h30 (de Brasília, GMT -3), e a classificação, agendada às 18h30. Toda as sessões com cobertura completa do GRANDE PRÊMIO.

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