Indy abre 2026 com resposta de pressionados. E Dale Coyne desafia gigantes em St. Pete
Scott McLaughlin e Marcus Ericsson dão sinais de retomada na Indy, enquanto Dale Coyne mostrou que pode sonhar com bons resultados em 2026
A classificação do GP de St. Pete, que abre a temporada 2026 da Indy, mostrou sinais de recuperação de dois nomes importantes da categoria: Scott McLaughlin e Marcus Ericsson, que vão largar na primeira fila neste domingo (1), a partir das 14h (de Brasília, GMT-3). Com vitórias importantes na carreira, os representantes de Penske e Andretti já estiveram em posições de protagonismo, mas tiveram um campeonato de 2025 abaixo da crítica, e a pressão bateu à porta. A sessão também indicou que a Dale Coyne tem tudo para viver um ano bem diferente dos últimos, quando os bons resultados eram apenas ocasionais.
Em St. Pete, McLaughlin reafirmou a condição de ser o mais rápido no circuito urbano, anotando a terceira pole nas últimas quatro edições do traçado. Não existe hora ruim para conquistar uma pole, pois toda hora é boa para largar na frente. Mas o feito veio em momento importante: sem vitórias em 2025, poderia ver os questionamentos aumentarem em torno do #3. É verdade que as dúvidas em relação ao neozelandês estavam mais do lado de fora da Penske — prova disso é a recontratação de Tim Cindric, realocado como estrategista de McLaughlin, um claro sinal de confiança no piloto.
Aliás, o início da parceria entre McLaughlin e Cindric tem sido quase perfeito — o piloto também foi o mais rápido no treino livre 1 em St. Pete e mostrou bom ritmo no TL2 da Indy, na Flórida. A pole também demarca território na Penske, que tem Josef Newgarden como figura principal, apesar de os resultados recentes — inclusive o 23º lugar no grid — não sustentarem esse status no momento, além de contar com um empolgado David Malukas, que vive a primeira oportunidade em uma equipe grande.
Claro que ainda é cedo, mas, como indicamos no Guia da Indy 2026 — publicado ao longo da semana —, McLaughlin é um daqueles que pode evoluir e entrar na disputa pelo título. É verdade que Álex Palou segue como favorito — larga em quarto nesta etapa e venceu em 2025 mesmo saindo em oitavo —, porém respostas como essa mostram que o neozelandês pode recuperar o ritmo forte de 2023 e 2024, que não o acompanhou na temporada passada.

No caso de Marcus Ericsson, o segundo lugar no grid é uma resposta ainda mais contundente do que a pole de McLaughlin. Iniciando a terceira temporada na Andretti, os bons resultados do sueco foram esporádicos nessa passagem, com lampejos aqui e acolá. Curiosamente, a melhor exibição do piloto no #28 foi o segundo lugar nas 500 Milhas de Indianápolis do ano passado, quando acabou desclassificado por falha na inspeção técnica pós-corrida. Há quem diga que aquela atuação na principal prova da categoria foi o que convenceu Dan Towriss, dono do grupo proprietário da Andretti, e Rob Edwards, chefe de operações da equipe, a manter o piloto.
Ericsson entra no último ano de contrato pressionado por resultados. Ainda há uma corrida de 100 voltas pela frente, mas ele termina o sábado mais aliviado após um bom desempenho na classificação. Além disso, o sueco corre em um circuito onde já venceu: uma de suas vitórias na Indy foi justamente em St. Pete, em 2023, quando ainda defendia a Ganassi.
Para Ericsson, o dia só não foi perfeito por causa da proximidade de Dennis Hauger, que estreia na Indy pela Dale Coyne. O atual campeão da Indy NXT conta com apoio da Andretti e vem sendo preparado para assumir um lugar na equipe no futuro — hoje, o mais pressionado internamente é o sueco, enquanto Kyle Kirkwood e Will Power possuem contratos mais longos.
Hauger também representa um capítulo que promete ser interessante em St. Pete — e com indícios de que poderá se repetir ao longo da temporada 2026. A Dale Coyne mostrou durante todo o fim de semana que não será a equipe que andará no fundo do grid e, como visto neste sábado, pode desafiar gigantes em determinadas ocasiões — colocou dois carros no Fast 6, feito igualado apenas pela Penske, enquanto a McLaren ficou pelo caminho.

A Dale Coyne formou uma dupla bastante interessante com Hauger e Romain Grosjean, que retorna à categoria justamente pela equipe que lhe abriu as portas na Indy. O francês é imprevisível em alguns momentos, mas é inegável que traz experiência e agrega tecnicamente ao projeto.
O fator fundamental para o crescimento da Dale Coyne — que inclusive possibilitou montar essa dupla — é a saúde financeira. Diferentemente de outros anos, quando precisou vender o assento para pilotos pagantes (como esquecer o rodízio incomum que contou com inúmeros nomes ao longo de 2024?), a equipe agora conta com parceria técnica da Andretti e um patrocinador que sustenta toda a operação. Nessas condições, o time historicamente já demonstrou desempenho digno e capacidade de surpreender. Não seria nenhum absurdo ver Hauger e Grosjean brigando por vitória.
Este sábado foi apenas o segundo dia de atividades oficiais da temporada 2026 da Indy, mas já deixou indícios de que o campeonato pode ser bastante interessante.
Depois da definição do grid de largada, a Indy retorna neste domingo (1), com o GP de St. Pete. A primeira etapa da temporada 2026 está marcada para 14h (de Brasília, GMT -3).
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