5 coisas que aprendemos com o GP de St. Pete, abertura da temporada 2026 da Indy

Álex Palou à la Michael Schumacher, Lewis Hamilton e Max Verstappen, e estreia sólida de Caio Collet são alguns pontos de destaque do GP de St. Pete da Indy

Depois de quase seis meses de espera, a Indy voltou neste fim de semana com o GP de St. Pete. Uma corrida movimentada, mas cujo resultado jogou um balde de água fria nas expectativas de quem esperava maior equilíbrio: Álex Palou, como Michael Schumacher na Ferrari, Lewis Hamilton na Mercedes ou Max Verstappen na Red Bull, espancou a concorrência — mais uma vez.

No entanto, apesar da distância na pista, o desempenho puro dos rivais do espanhol indicou o progresso feito ao longo da pré-temporada. A Penske, com Tim Cindric de volta, esteve distante da vexatória performance de 2025, enquanto Andretti e McLaren puderam sorrir com as boas apresentações de Kyle Kirkwood e Christian Lundgaard.

Mais estruturada, a Dale Coyne pode ser a surpresa da temporada e, quem sabe, amealhar alguns pódios e até, quem sabe, uma vitória com a dupla Romain Grosjean e Dennis Hauger. Caio Collet teve uma estreia sólida na Indy. Dito isso, eis a lista das cinco coisas que aprendemos com o GP de St. Pete.

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Álex Palou (Foto: Indycar)

Palou domina à la F1

Álex Palou segue estabelecendo novos parâmetros na Indy. Em uma categoria historicamente disputada, em que todos os chassis são iguais e os motores equivalentes, o espanhol tem tornado comum vencer com ampla vantagem sobre a concorrência. Um absoluto disparate!

Como relembramos durante o Guia da Indy 2026, Scott Dixon demorou 17 temporadas para conquistar seis títulos, enquanto Palou dá sinais claros de que pode ser penta — e até hexa — com esta geração de carros, cuja substituição está prevista apenas para 2028, caso a categoria não adie novamente o lançamento, antes programado para 2027.

Com isso, Palou e a Ganassi criaram uma hegemonia raramente vista na Indy, comparável apenas à F1 de Michael Schumacher, Lewis Hamilton e Max Verstappen. Talvez seja o momento de o espanhol considerar, com carinho, eventuais propostas da Europa. Parece ter colocado um sarrafo inalcançável para os demais.

Penske volta aos trilhos

Josef Newgarden (Foto: Indycar)

Depois de um ano caótico, marcado por resultados ruins e escândalos que culminaram na demissão de membros da alta cúpula, a Penske deu sinais de recuperação. Com Tim Cindric de volta ao time de Roger Penske, o desempenho em St. Pete é digno de nota. Scott McLaughlin e Josef Newgarden fizeram boas corridas no circuito urbano da Flórida, enquanto David Malukas mostrou poder de reação após errar no início da prova e acertar a mureta de proteção, o que o obrigou a ir aos boxes com pneus furados.

É verdade que a Penske esteve relativamente distante de Palou, mas o espanhol tem dominado a categoria de forma avassaladora. Na próxima etapa, em circuito oval, poderemos ter um retrato mais claro de onde a equipe realmente está.

Kirkwood e Lundgaard são pilotos de ponta

Christian Lundgaard e Kyle Kirkwood já são realidade na Indy. Ambos fizeram grandes corridas em St. Pete, ganhando diversas posições em relação à largada — o piloto da McLaren avançou nove, enquanto o representante da Andretti subiu 11 — para terminar em terceiro e quarto, respectivamente.

Em equipes nas quais Pato O’Ward e Will Power concentram a maior parte dos holofotes, os jovens dão sinais cada vez mais claros de que podem assumir a liderança de seus projetos.

Christian Lundgaard (Foto: Indycar)

Dale Coyne vira fator surpresa

Romain Grosjean e Dennis Hauger iniciaram a temporada 2026 colocando a Dale Coyne no top-10, repetindo o feito de Penske, McLaren e Andretti — a Ganassi não, já que colocou apenas um carro entre os dez primeiros, o vencedor Palou. Após levarem dois carros ao Fast 6 na classificação, o time mostrou que pode ser uma pedra no sapato das gigantes neste ano.

Vale destacar a boa dupla formada pelo experiente Grosjean e pelo talentoso Hauger, mas a equipe também se estruturou muito bem. Conta com Michael Cannon, ex-engenheiro de Scott Dixon na Ganassi e antigo diretor técnico da Foyt, considerado a mente por trás dos acertos eficientes que o time e a Penske utilizam nas 500 Milhas de Indianápolis, liderando a parte técnica. Além disso, vive, enfim, um momento financeiro favorável, com um pacote interessante de patrocinadores.

Collet começa trajetória promissora na Indy

Caio Collet (Foto: Indycar)

St. Pete sempre representa uma estreia complicada para os pilotos da Indy. Trata-se de um circuito de rua, com variação de asfalto e bastante ondulação — um convite ao erro e ao muro. Apesar de ter raspado a mureta e danificado a suspensão no treino livre 2, Caio Collet teve um fim de semana sem maiores problemas, o que, por si só, já é motivo de comemoração.

Embora a Foyt não tenha mostrado o mesmo desempenho de 2025 — e Santino Ferrucci ainda tenha se envolvido em um acidente com Mick Schumacher e Sting Ray Robb na primeira volta — Collet fez uma corrida consciente. Ainda brilhou em dois momentos na Flórida: ao se defender de Nolan Siegel, com direito a um “X” sobre o piloto da McLaren, e ao superar o veterano Graham Rahal na última volta, fechando em 17º lugar.

Indy volta nos próximos dia 6 e 7 de março — sexta-feira e sábado — com o GP de Phoenix, no oval de 1 milha do Phoenix Internacional Raceway, localizado em Avondale, no Arizona.

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