Cindric rejeita culpa em polêmicas da Penske na Indy e se diz “vítima das circunstâncias”
Ex-presidente da Penske, Tim Cindric alegou não ter feito nada de errado em escândalos recentes da Penske na Indy
Tim Cindric voltou ao paddock da Indy na abertura da temporada 2026, no GP de St. Pete da semana passada, meses após ter sido demitido do cargo de presidente da Penske em meio ao escândalo dos atenuadores modificados ilegalmente, deflagrado durante a classificação das 500 Milhas de Indianápolis. O agora estrategista de Scott McLaughlin se eximiu de culpa no episódio e afirmou ter sido “vítima das circunstâncias”.
Cindric foi demitido junto com Ron Ruzewski e Kyle Moyer em maio do ano passado, entre a classificação e as 500 Milhas de Indianápolis, em decorrência do flagrante nos carros da Penske, feito após denúncia anônima — posteriormente atribuída à Ganassi — no dia que definia a pole-position da principal prova da categoria. O escândalo foi o segundo em pouco menos de um ano e três meses na equipe, que já havia sido punida por uso ilegal do push-to-pass no GP de St. Pete de 2024, o que causou sanções à alta cúpula da Penske. À época, Cindric alegou que o time havia se esquecido de um software no motor após um teste com os componentes híbridos.
“Primeiro de tudo, eu não fiz nada de errado. Simplesmente fui vítima de certas circunstâncias. As pessoas que realmente me conhecem não questionam minha integridade, e isso é o que realmente importa no fim das contas”, disse Cindric ao podcast Query & Company. “O apoio que tive das pessoas ao meu redor ajudou muito, porque coloquei muito de mim naquela equipe”, completou.
Cindric revelou que recebeu algumas propostas durante os oito meses em que ficou afastado da Penske, inclusive de outras equipes da própria Indy, mas que, por tudo o que viveu nessas mais de três décadas na organização, indicou que não se via em outro lugar.

“Depois de tudo o que aconteceu, como você pode imaginar, tive várias oportunidades para fazer coisas diferentes, muitas delas dentro do paddock da Indy. A dificuldade era que eu tinha colocado muito de mim na Penske”, falou Cindric.
“Pensei muito sobre a vida. Não vou viver para sempre. Tenho uma ótima família, grandes amigos e já tive uma carreira muito recompensadora. Mas percebi que não queria fazer as mesmas coisas novamente, embora tenha sentido falta da competição”, encerrou Cindric.
A Indy disputa neste sábado (7) a segunda etapa da temporada, o GP de Phoenix, com largada agendada às 17h (de Brasília, GMT -3) e com cobertura completa do GRANDE PRÊMIO.
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