Kirkwood supera erros da Andretti, desbanca Palou e vence GP de Arlington
Kyle Kirkwood teve atuação de gala e venceu o GP de Arlington superando trabalho ruim da Andretti nos boxes e Álex Palou na pista
Contra algumas expectativas, o caos não surgiu, e o que se viu em Arlington foi uma corrida com apenas uma bandeira amarela no fim, o que abriu margem para diferentes estratégias. Will Power até tentou fazer uma parada a menos, mas quem levou a Andretti à vitória foi Kyle Kirkwood. O norte-americano teve de superar não apenas Álex Palou na pista — com uma linda ultrapassagem na reta final —, mas também os seguidos erros da equipe nas paradas de boxes. Partindo da sétima colocação e com uma atuação de gala, Kirkwood venceu o GP de Arlington neste domingo (15) e assumiu a liderança da temporada 2026 da Indy.
Power se fez valer de uma parada a menos — apenas duas — para completar o pódio em Arlington. Apesar de ter saído na pole-position, Marcus Ericsson concluiu a prova em um bom quarto lugar para a Andretti, que viu Palou ser o único intruso no top-4.
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Pato O’Ward completou os cinco primeiros com a McLaren, à frente de Felix Rosenqvist até tentou, mas não conseguiu repetir a estratégia de Power. O sueco, que chegou a liderar a corrida, fez a terceira parada e concluiu em sexto com a Meyer Shank, superando David Malukas, que foi o melhor carro da Penske, na relargada em Arlington. Porém, o #60 foi punido por queima na relargada, caindo para o 20º lugar, sendo o último na volta do líder. Com isso, os demais ganharam uma posição.
Christian Lundgaard fez uma corrida de recuperação e, após largar em 18º, completou a prova em sétimo para a McLaren, à frente de Scott Dixon, que arriscou uma estratégia de quatro paradas com a Ganassi, Alexander Rossi, da Carpenter, e Marcus Ericsson, que fechou os dez primeiros.
Caio Collet teve um bom fim de semana em Arlington. Depois de ser classificar em 16º, o brasileiro obteve o melhor resultado dele na Indy, com o 12º lugar, depois de herdar o posto de Rosenqvist. Santino Ferrucci, companheiro de Foyt, ficou apenas em 17º.

Depois de três semanas com corridas em sequência, a Indy retorna apenas no fim do mês, entre os dias 27 e 29 de março, com o GP do Alabama, no Barber Motorsports Park.
Como foi o GP de Arlington da Indy
Antecipada para as 13h (de Brasília, GMT -3) em decorrência da previsão de ventos acima de 80 km/h, a bandeira verde em Arlington foi acionada às 13h20. Os carros partiram da reta oposta, antes da curva 10, que é mais larga que a principal. Com exceção de Felix Rosenqvist, Alexander Rossi, Josef Newgarden, Santino Ferrucci, Louis Foster, Kyffin Simpson, Christian Lundgaard e Scott McLaughlin, todos largaram com pneus macios.
Marcus Ericsson manteve a liderança na largada, mas o destaque foi Kyle Kirkwood, que superou a dupla da Meyer Shank para assumir o quinto lugar. Caio Collet também saltou bem, ganhando três posições na primeira volta para assumir o 13º posto. No fundo do pelotão, McLaughlin passou Sting Ray Robb e Graham Rahal para chegar à 23ª colocação.
Na segunda volta, Marcus Armstrong e Nolan Siegel abriram a janela de pit-stops para trocar seus pneus macios por um novo jogo do mesmo composto. Ao mesmo tempo, Mick Schumacher tocou em Lundgaard, rodando o dinamarquês na curva 2 — o lance gerou um drive-through como punição ao alemão.

Na volta 3, Will Power assumiu o terceiro lugar com uma ultrapassagem sobre Pato O’Ward na curva 3. Para a manobra, o australiano utilizou 18s de push-to-pass, enquanto o mexicano usou apenas 10s.
Simpson e Dixon foram aos boxes no quinto giro. Outra Ganassi, a de Álex Palou, seguia de perto Ericsson, anotando sua melhor volta na sétima passagem (1min36s745) e reduzindo a diferença para o sueco em 0s1. Enquanto o grid girava na casa de 1min36s alto, Dixon, já de pneus novos, rodava em 1min34s alto.
A partir da volta 8, Ericsson e Palou começaram a se descolar de Power, O’Ward e Kirkwood. No 10º giro, o sueco cravou 1min35s874 e abriu 1s para o espanhol. Collet parou na volta 11, caindo de 12º para 23º. Na volta seguinte, o #12 da Penske travou um duelo firme com Christian Rasmussen entre as curvas 1 e 4, conquistando a ultrapassagem e abrindo brecha para Newgarden acompanhá-lo.
Robb, Rasmussen, Hauger, Grosjean e Siegel pararam na volta 13. No giro seguinte, foi a vez de Kirkwood — um trabalho lento por problemas na traseira direita —, enquanto O’Ward e Armstrong foram aos pits na volta 15, um indicativo de que o desgaste dos pneus estava mais alto.

Com ritmo forte, Dixon foi para sua segunda parada na volta 16, no momento em que Kirkwood e O’Ward disputavam a 12ª posição. Pouco depois, os líderes Ericsson e Palou foram aos boxes, deixando Power momentaneamente na ponta. Melhor para o #10 da Ganassi, que superou o sueco após um novo trabalho ruim da equipe Andretti.
Em meio à janela de pit-stops, Power, Rosenqvist, Rossi, Malukas, Newgarden, Ferrucci, Foster, McLaughlin e Lundgaard eram os nove primeiros, ainda sem paradas. Palou fechava o top-10, enquanto Collet aparecia em 17º.
Com pneus duros, Rosenqvist aproveitou para ultrapassar Power na volta 19 e assumir a liderança — ganhou a posição na curva 12 sem maiores dificuldades. Entre os ponteiros, Malukas fez a primeira parada naquele giro; o #66 retornou em 14º, entre VeeKay e Rasmussen.
Rosenqvist foi aos boxes na volta 20 e colocou os macios, devolvendo a liderança a Power. O sueco retornou logo atrás de Kirkwood, que ocupava a décima posição.

Na abertura da volta 22, a Penske chamou Newgarden e McLaughlin aos boxes, ao mesmo tempo em que Rossi também entrava nos pits. Mesmo de macios, Power seguia na pista e, com 1min36s162, cravou sua melhor volta na corrida até então. Foi o prenúncio da parada, realizada no fim daquele giro.
Power perdeu tempo na saída, mas desta vez não foi culpa da Andretti, pois Foster entrou nos boxes no momento em que o australiano saía. Com o fim da primeira janela, Palou assumia a liderança, enquanto Ericsson, O’Ward, Kirkwood, Rosenqvist, Power, Rossi, Malukas, Foster e Lundgaard formavam o top-10. A lista já não contava com Newgarden: o bicampeão quase rodou após a tentativa de ultrapassagem sobre o companheiro do carro #12 e precisou retornar aos boxes na sequência. Com isso, Collet era o 15º, logo atrás de Rasmussen, que havia sido superado por Ferrucci.
Entre a volta 22 e 25, Palou abriu para 3s4 a vantagem para Ericsson, cravando as melhores voltas dele até então na corrida, tendo 1min35s361 como melhor marca. No giro 26, mesmo sem melhorar a marca, colocou 4s6 para Ericsson, que fez uma volta ruim, com 1min37s457.
No giro 28, Palou tinha 6s de frente para Ericsson, que foi chamado aos boxes. O mesmo ocorreu com Kirkwood, seu companheiro de Andretti, que novamente teve problemas na parada — VeeKay também foi aos pits. Na volta seguinte, Palou e Pato realizaram suas segundas paradas, devolvendo a liderança a Rosenqvist.
Com pneus duros frios, Ericsson travou uma luta dura para segurar McLaughlin ao sair dos boxes, mantendo a posição com êxito na volta 29. Com o ciclo de trocas, Rosenqvist, Power, Rossi, Malukas, Palou, Foster, Lundgaard, Ericsson, McLaughlin e Ferrucci formavam o top-10. Collet vinha logo na sequência, em 11º lugar, mas subiu para décimo no giro seguinte com a parada do neozelandês da Penske.
Em 13º, Robb liderava um enorme pelotão que não conseguia ultrapassá-lo: Dixon, Armstrong, Grosjean, Newgarden, Siegel e McLaughlin. Collet assumiu o nono posto ao superar Ferrucci, mas foi aos boxes logo na volta 32 — Malukas e Robb também pararam, o que finalmente destravou o grupo intermediário.

Rosenqvist seguia na liderança com 1s1 de vantagem para Power na volta 33. Rossi vinha mais atrás, quase 4s atrás do sueco, mas com cerca de 5s de margem para Palou (que já tinha duas paradas). Foster e Lundgaard ocupavam a quinta e sexta posições, respectivamente, ainda com apenas um pit realizado. Ericsson, Ferrucci, Kirkwood e O’Ward fechavam o top-10. Collet, após sua parada, voltou em 19º, entre Rahal e Hauger.
Power retomou a ponta na metade da corrida com a parada de Rosenqvist. Rossi era o segundo, mas via a aproximação perigosa de Palou, apenas 1s3 atrás. O piloto da Carpenter aproveitou o giro 37 para realizar sua segunda parada.
Kirkwood entrou no top-5 na volta 38 após ultrapassar o companheiro Ericsson na curva 8 — àquela altura, ficava atrás apenas de Power, Palou, Lundgaard e Foster. O sueco acompanhou o ritmo do carro #27 e também desbancou o #45 da RLL. No giro anterior, Dixon, fiel à sua estratégia de economia, foi para a terceira parada.
A volta 40 teve um flerte com a bandeira amarela: Schumacher tocou em Newgarden enquanto o americano saía dos boxes. O alemão rodou na curva 2, mas conseguiu religar o carro e voltar ao fluxo da prova. Kirkwood subiu para terceiro após superar Lundgaard, que ainda resistia com apenas uma parada.
Lundgaard finalmente foi para a segunda parada na volta 42, pouco depois de Palou começar a discutir estratégias com a Ganassi. O espanhol era o segundo e buscava se aproximar de Power (#26), que tinha apenas um pit-stop até então. Naquele momento, Kirkwood estava 6s atrás da disputa, com Ericsson, Rosenqvist, O’Ward, Malukas, Rossi, Lundgaard e McLaughlin no top-10, seguidos por Collet.
Mesmo com pneus macios desgastados, Power registrou 1min35s452 no giro 45, abrindo mais 0s3 para Palou. O australiano da Andretti repetiu o enredo da primeira parada, que também foi antecedida por sua melhor marca na prova.
Palou continuou na pista e, com 25 voltas para o fim, anotou 1min35s608; na sequência, baixou para 1min35s009. Enquanto isso, Power voltou dos boxes logo atrás de O’Ward, o que levou a Andretti a avisar o australiano para utilizar o push-to-pass e superar o mexicano.
Palou, Kirkwood, Ericsson, O’Ward, Power, Malukas, Rosenqvist, Lundgaard, Rossi e McLaughlin formavam os dez primeiros. Collet mantinha-se em 11º, com 0s5 de vantagem para Ferrucci. Rossi e Ericsson foram aos boxes na volta 49, o que colocou o brasileiro novamente no top-10.
No giro 50, uma enorme leva de pilotos foi aos boxes: Palou, Kirkwood, O’Ward, McLaughlin, Collet, VeeKay e Siegel. O espanhol voltou na liderança, com o #27 em segundo, seguido por Malukas, Power e Lundgaard. O australiano da Andretti chegou a ficar atrás do #12 da Penske, mas recuperou o posto após Malukas errar na curva 9.
Após o fechamento da janela, Kirkwood começou a apertar o ritmo e tirou uma vantagem considerável de Palou, reduzindo a diferença para 1s1 com 19 voltas para o fim. Nesse momento, Power estava mais de 4s atrás de Kirkwood, seu companheiro de equipe.

Kirkwood grudou de vez em Palou com 16 voltas para o final, ficando 0s3 atrás do espanhol, com direito a utilização do botão do push-to-pass por ambas as partes. Na curva 14, a última do traçado, o norte-americano mergulhou e desbancou o espanhol, que até tentou o X, mas o #27 segurou a liderança.
Sem a aparição da bandeira amarela, a corrida teve um stint final com carros mais espaçados. Kirkwood, com 12 para o fim, já tinha mais de 2s para Palou, que possuía 6s para Power. Ericsson, O’Ward, Malukas, Dixon, Rosenqvist, Lundgaard e Armstrong ocupavam o top-10, mas com margem entre eles. O neozelandês da Meyer Shank foi aos boxes, abrindo lugar para Rossi, enquanto Collet subia para 12º.
Com dez voltas para o final, o quatro primeiros registraram as respectivas melhores voltas na prova, mas Kirkwood sobrou com 1min34s437, 0s2 mais rápido que Ericsson, que fez a segunda melhor marca com 1min34s619.
O que se viu na reta final da corrida foi Kirkwood colocando ainda mais tempo para Palou, mas a bandeira amarela surgiu no finalzinho, com quatro para o fim, após Christian Rasmussen ficar parado na área de escape.
A relargada veio com apenas uma volta e meia para o fim, afinal, a relargada é na reta oposta. Na verde, Kirkwood segurou a liderança, com Rosenqvist ganhando a sexta posição para cima do Malukas, mas punido pós-corrida por queimar a relargada, encerrando em 20º. A amarela veio logo em sequência, com o enrosco de Grosjean e Siegel, encerrando as disputas. Kirkwood venceu, com Palou, Power, Ericsson, O’Ward, Malukas, Lundgaard, Dixon, Rossi e Armstrong entre os dez, com Collet em 12º.
INDY 2026: resultado final do GP de Arlington no Texas:
| 1 | Kyle KIRKWOOD | Andretti Honda | 1h55min43s064 | 70 voltas |
| 2 | Álex PALOU | Ganassi Honda | +0.314 | |
| 3 | Will POWER | Andretti Honda | +3.585 | |
| 4 | Marcus ERICSSON | Andretti Honda | +4.912 | |
| 5 | Pato O’WARD | McLaren Chevrolet | +5.933 | |
| 6 | David MALUKAS | Penske Chevrolet | +7.447 | |
| 7 | Christian LUNDGAARD | McLaren Chevrolet | +8.750 | |
| 8 | Scott DIXON | Ganassi Honda | +9.831 | |
| 9 | Alexander ROSSI | Carpenter Chevrolet | +10.707 | |
| 10 | Marcus ARMSTRONG | Meyer Shank Honda | +12.488 | |
| 11 | Scott McLAUGHLIN | Penske Chevrolet | +13.889 | |
| 12 | Caio COLLET | Foyt Chevrolet | +14.743 | |
| 13 | Louis FOSTER | RLL Honda | +16.203 | |
| 14 | Rinus VEEKAY | Juncos Chevrolet | +18.754 | |
| 15 | Josef NEWGARDEN | Penske Chevrolet | +21.293 | |
| 16 | Dennis HAUGER | Dale Coyne Honda | +22.289 | |
| 17 | Santino FERRUCCI | Foyt Chevrolet | +24.733 | |
| 18 | Graham RAHAL | RLL Honda | +27.629 | |
| 19 | Kyffin SIMPSON | Ganassi Honda | +33.604 | |
| 20 | Felix ROSENQVIST | Meyer Shank Honda | +33.604 | |
| 21 | Sting Ray ROBB | Juncos Chevrolet | +1 volta | |
| 22 | Mick SCHUMACHER | RLL Honda | +1 volta | |
| 23 | Romain GROSJEAN | Dale Coyne Honda | +2 voltas | NC |
| 24 | Nolan SIEGEL | McLaren Chevrolet | +2 voltas | NC |
| 25 | Christian RASMUSSEN | Carpenter Chevrolet | +4 voltas | NC |
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