Da Costa segura Evans em final eletrizante e vence eP de Madri. Drugovich é 15º

António Félix da Costa segurou forte ataque de Mitch Evans na volta final para comandar a dobradinha da Jaguar no Circuito de Jarama

António Félix da Costa deu mais uma aula de estratégia e venceu um eletrizante eP de Madri neste sábado (21). O piloto da Jaguar optou por ativar o Pit Boost logo no início da janela de paradas e foi o último do pelotão dianteiro a fazer ativação do Modo Ataque para triunfar pela segunda vez seguida na temporada 2025/26 da Fórmula E. Mitch Evans chegou com tudo nas voltas finais e atacou de forma contundente o companheiro de equipe, mas acabou ficando em segundo. Pascal Wehrlein, da Porsche, deu um bote sobre Dan Ticktum nas últimas curvas para tomar o último lugar no pódio.

A prova em Madri já nasceu histórica, com a utilização do Pit Boost pela primeira vez em uma rodada simples. A obrigatoriedade da recarga afetou bastante a dinâmica da prova. A movimentação foi maior que a vista no eP de Jedá 1, primeira corrida com a parada na temporada, mas também não chegou ao nível de algumas provas de pelotão disputadas em circuitos de rua.

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Assim como na Arábia Saudita, as estratégias também foram muito diferentes por conta do Pit Boost. Praticamente ninguém optou por ativar o Modo Ataque na parte inicial da prova. Apenas Felipe Drugovich e Pepe Martí, que precisavam escalar o pelotão para chegar na zona de pontuação, optaram pela potência extra antes da janela de paradas nos boxes.

Ticktum e Edoardo Mortara vieram logo atrás dos três primeiros e fecharam o top-5. Sébastien Buemi, Jake Dennis, Nico Müller, Pepe Martí e Joel Erikson completaram o grupo dos dez primeiros, que marcam pontos em Madri. Lucas di Grassi e Felipe Drugovich largaram na última fila e precisaram fazer provas de recuperação. Di Grassi chegou a figurar no top-10 quando ativou o Modo Ataque, mas não teve ritmo para segurar os rivais de ficou em 12º. Já Felipe chegou a assumir a liderança momentaneamente, mas foi atrapalhado pelo erro estratégico da Andretti e cruzou a linha de chegada apenas em 15º.

Lucas di Grassi fez prova discreta em Madri e chegou no 12º lugar (Foto: Fórmula E)

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Fórmula E agora faz pausa de pouco mais de um mês antes da próxima etapa, a rodada dupla do eP de Berlim, entre os dias 1º e 3 de maio. A capital alemã recebe a categoria elétrica no Aeroporto de Tempelhof e marca a metade da temporada 2025/26. Emissora oficial no Brasil, o GRANDE PRÊMIO transmite todas as atividades de pista AO VIVO e COM IMAGENS no YouTube e na GPTV.

Como foi o eP de Madri da Fórmula E:

A largada no Circuito de Jarama foi tranquila. Nick Cassidy manteve a ponta tranquilamente, enquanto António Félix da Costa partiu para cima de Nyck de Vries para tomar a segunda posição. O neerlandês não se deu por vencido e retomou a posição após as primeiras curvas. Pascal Wehrlein também teve um bom começo, pulando do sexto para o quarto lugar.

Quem teve um início complicado foi Norman Nato. O francês da Nissan partiu da quarta posição, mas espalhou demais logo na curva 1 e, ao término da primeira volta, já tinha despencaso para o décimo lugar. Na segunda volta, De Vries foi ultrapassado por Wehrlein e, na tentativa de recuperar o lugar, acertou a traseira da Porsche, perdeu a asa dianteira e comprometeu totalmente a sequência da prova. Ele ainda recebebeu 5s de punição pelo incidente.

Quem aproveitou o caos foi Dan Ticktum. O britânico já tinha escalado do nono lugar na largada para o quinto posto e conseguiu dar novo salto para o segundo lugar. Wehrlein chegou a recuperar a posição, mas logo foi superado novamente pelo piloto da Cupra Kiro.

Ambos seguiram Cassidy de perto. Na abertura do quinto giro, o alemão foi para cima e tentou ultrapassar os dois pilotos. O neozelandês da Citroën conseguiu fechar a porta, e Wehrlein teve de se contentar momentaneamente com a vice-liderança.

Precisando fazer uma prova de recuperação, Felipe Drugovich foi o primeiro piloto a ativar o Modo Ataque. O brasileiro começou a escalar o pelotão e não demorou para alcançar o pelotão dianteiro. Ele chegou a ter um pequeno susto com o companheiro Jake Dennis, mas ambos acabaram saindo ilesos. Com pouco mais de 1min para o fim da potência extra, o piloto da Andretti assumiu a liderança da prova.

Enquanto Drugovich deixava todo mundo para trás, Oliver Rowland foi punido com um drive-through por exceder o limite de potência na largada. Ao término do Modo Ataque, não demorou para Felipe perder a liderança, sendo ultrapassado por Cassidy, Martí, Ticktum, Da Costa e Mortara. Pelo alto consumo de energia, o brasileiro precisou gerenciar mais o ritmo e foi o primeiro a entrar na janela do Pit Boost.

Mas o primeiro a embicar para os boxes foi Da Costa, na volta 11. Wehrlein, Maximilian Günther, Sébastien Buemi, De Vries e Jean-Éric Vergne seguiram o portugues e já foram fazer as recargas das baterias. Drugovich indicou que iria esticar o stint ao seguir na pista, mas a Andretti optou por não seguir até o final da janela e chamou o brasileiro apenas três giros depois, devolvendo o piloto à pista no meio de um pelotão em que todos ainda tinham Modo Ataque à disposição. Enquanto a Andretti batia cabeça com a estratégia. Taylor Barnard foi punido em 10s por jogar Vergne pra fora da pista.

No giro 15, os pilotos do pelotão dianteiro que ainda não tinham usado o Pit Boost foram para os boxes, mas essa não demonstrou ser a melhor estratégia, já que Pepe Martí, Cassidy, Dennis, Nico Müller e Joel Eriksson voltaram para pista muito distantes das primeiras posições. Quem se deu bem foi Da Costa, que assumiu a liderança da prova.

Felipe Drugovich acabou sendo prejudicado pela estratégia confusa da Andretti (Foto: Fórmula E)

Günther, que adotou estratégia semelhante ao do português, utilizou o Modo Ataque para tomar a ponta, mas não conseguiu abrir nenhuma vantagem para o piloto da Jaguar, que ainda tinha a ativação de potência extra disponível.

Na 17ª volta, quase todos os pilotos do top-10 ativaram o Modo Ataque. Da Costa e Wehrlein conseguiram esticar até o giro seguinte, se colocando em vantagem energética em relação aos rivais. O português conseguiu se manter na ponta da corrida com 2min a mais de potência extra em relação a Buemi, que vinha na segunda posição.

Quem cresceu demais na reta final foi Mitch Evans. O companheiro de Da Costa deixou Wehrlein e Ticktum para trás e passou a ser a maior ameaça à vitória. O neozelandês tentou tomar a ponta até a última chicane, mas o triunfo ficou mesmo com o português, que subiu ao degrau mais alto do pódio pela segunda vez seguida — dessa vez, comandando uma dobradinha da equipe britânica. Na última curva, Wehrlein deu o bote para cima do britânico da Cupra Kiro e arrancou o terceiro lugar na marra.

Fórmula E 2025/26: confira o resultado final do eP de Madri

Pos.PilotoEquipeDif.
1A.F DA COSTAJaguar 23 voltas
2M EVANSJaguar +0.386
3P WEHRLEINPorsche +0.799
4D TICKTUMCupra Kiro +0.985
5E MORTARAMahindra +1.570
6S BUEMIEnvision +1.922
7J DENNISAndretti +3.760
8N MÜLLERPorsche +3.884
9J M MARTÍCupra Kiro +4.117
10J ERIKSSONEnvision +6.576
11N NATONissan +7.182
12L DI GRASSILola Yamaha +10.216
13M GÜNTHERDS Penske +15.686
14J.E VERGNECitroën +16.345
15F DRUGOVICHAndretti +26.016
16O ROWLANDNissan +26.917
17N CASSIDYCitroën +29.372
18N DE VRIESMahindra +53.664
19T BARNARDDS Penske +55.751
20Z MALONEYLola Yamaha +55.889
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