Buraco na pista adia classificações no GP do Brasil e coloca sprint da MotoGP em risco
As definições dos grids de Moto2 e Moto3 foram adiadas e um novo cronograma será estabelecido pela organização do GP do Brasil após o problema aparecer na pista por causa das chuvas
As classificações da Moto2 e Moto3 do GP do Brasil, que estavam programadas para acontecer no início da tarde deste sábado (21), tiveram de ser adiadas por conta de um buraco que surgiu na reta principal da pista, em Goiânia. A primeira sessão de definição de grid estava marcada para às 12h45 (de Brasília, GMT-3)
De acordo com a FIM (Federação Internacional de Automobilismo), um problema na reta principal do Autódromo Internacional Ayrton Senna provocou o adiamento das atividades de pista do GP do Brasil, colocando também em risco a realização da corrida sprint da MotoGP, que inicialmente estava programada para às 15h00.
“Devido às fortes chuvas dos últimos dias, houve uma depressão na superfície da pista causada pelo movimento do solo. Ela está fora da linha de corrida e já estamos reparando o problema. Se tudo correr bem, poderemos realizar a corrida sprint da MotoGP hoje”, diz a nota da organização.
Uma nova atualização será feita pela organização às 14h00. A tendência é que as classificações de Moto2 e Moto3 não aconteçam neste sábado, enquanto há um esforço para que a corrida sprint da MotoGP seja realizada, mesmo que em horário mais tarde do que o esperado.
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Em entrevista exclusiva ao GRANDE PRÊMIO, ainda na manhã deste sábado, Davide Brivio, chefe da Trackhouse, teceu fortes críticas sobre a estrutura do Autódromo Ayrton Senna, em Goiânia, comentando sobre os recentes alagamentos no circuito durante a semana que antecedeu as atividades de pista e os claros atrasos no processo de reforma.
“Sinceramente, cheguei aqui e o circuito é muito bom. Os pilotos gostaram do traçado, é bem legal. Só que a preparação nos bastidores… talvez deveriam ter marcado para um mês depois ou o autódromo deveria ter começado as obras um pouco antes. É preciso tempo. Estou certo de que o próximo ano estará muito melhor e vamos curtir a Goiânia, mas este ano talvez chegamos muito cedo em termos de preparação”, afirmou o dirigente.
“Chegamos aqui na quarta-feira e teve o grande alagamento. Uma água vermelha com lama. Ficamos preocupados com as condições da pista, que estaria suja ou perigosa, então tememos isso. Ontem, porém, tudo rolou muito bem porque choveu e conseguimos realizar os treinos”, acrescentou.
MotoGP no Brasil: os problemas da pista em Goiânia
Na última terça-feira, uma tempestade caiu em Goiânia e inundou a reta que antecede a entrada dos boxes no circuito, com a água misturando com a terra das obras ao redor do autódromo. A organização do GP do Brasil elogiou a drenagem do asfalto, que conseguiu absorver rapidamente, mas a enchente deixou marcas de lama nos muros e de terra na pista.
Uma nova chuva forte caiu na manhã de sexta-feira e atrasou o início dos treinos livres das três categorias, já que o barro invadiu a pista, especificamente na área dos boxes. O sol apareceu durante a tarde, mas alguns trechos da pista seguiram úmidos. O piloto italiano Marco Bezzecchi, da Aprilia, foi um dos que teceu críticas.

“A pista é bem bonita e o traçado é legal. É rápido e divertido, mas o problema é que o asfalto não está secando. Se chove, você dá quatro voltas e ela para. Mas se você colocar pneus slicks, as poças ficam lá o dia inteiro, sempre as mesmas e pequenas por toda parte. Então, é bem difícil, mas a pista é bem bonita, tenho certeza que será um fim de semana legal. Os fãs são muito legais, espero fazer um dia melhor amanhã e aproveitar um pouco mais”, declarou.
Mesmo sem chuvas entre sexta-feira e sábado, trechos da pista ainda apresentavam umidade nos treinos livres da manhã. A atividade da Moto3 precisou ser interrompida após Alvaro Carpe, Cormac Buchanan e Leo Rammerstorfer caírem num espaço de menos de um minuto. Fiscais entraram para inspecionar o asfalto logo em seguida.
Além da cobertura do Mundial de Motovelocidade ao longo de toda a temporada, o GRANDE PRÊMIO está IN LOCO em Goiânia para uma cobertura especial da etapa brasileira, com Gabriel Carvalho, Kaio Esteves, Pedro Luis Cuenca e Pedro Prado.
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