“Sorte de vocês” e “difícil de aceitar”: Evans detalha treta com Jaguar em Madri
Mesmo após um belo 1-2, a Jaguar deixou o eP de Madri com um clima esquisito. Segundo colocado, Mitch Evans ficou bastante incomodado com a estratégia e explicou o que o tirou do sério durante a corrida
A Jaguar deixou o eP de Madri da Fórmula E com o melhor resultado que poderia alcançar no último sábado (21): António Félix da Costa em primeiro e Mitch Evans em segundo. Mesmo assim, o clima após a corrida mostrou imediatamente que algo estava errado: no meio de uma troca de argumentações entre os dois pilotos, o neozelandês não escondia a insatisfação com o resultado. E, após a prova, Mitch admitiu que tudo começou em uma ordem de equipe nas últimas voltas.
Com Da Costa largando em terceiro e Evans em 16º, a Jaguar adotou estratégias bem diferentes para os dois pilotos. Enquanto o português sustentaria a briga na frente, o neozelandês adotou o plano de guardar energia e focar na parte final da corrida. Deu certo para ambos, e as últimas voltas trouxeram os carros nas duas primeiras colocações.
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Foi aí, porém, que a treta começou. Sedento para encarar Da Costa e buscar a vitória após largar lá atrás, Evans ouviu pelo rádio o comando de manter a segunda posição — mesmo com mais energia disponível que o companheiro. Naturalmente, Mitch (que já se envolveu em outras confusões estratégicas com a Jaguar no passado) não conseguiu esconder a frustração por ter de se contentar com o segundo posto.
“Pensamos a longo prazo e conseguimos uma boa vantagem de energia, o que nos permitiu estender a janela de parada por mais uma volta. Depois disso, tínhamos um ritmo muito bom com a energia extra”, analisou Evans. “No Modo Ataque, acabei empurrado algumas vezes por Müller, o que realmente me custou a vitória”, lamentou.
“Mas também recebi o comando de não atacar [Da Costa] no fim”, explicou. “Eu tinha uma grande vantagem de energia, então, foi difícil de aceitar que deveria ficar atrás de António. Mas é um 1-2 da Jaguar e quase uma corrida de casa para ele. Então, belo resultado para a equipe”, analisou.

Logo após cruzar a linha de chegada, Evans respondeu: “Vocês têm sorte que eu gosto do António”. O engenheiro Alan Cocks e o chefe Ian James tentaram botar panos quentes, mas o piloto seguiu estressado e questionou também o português ao deixar o cockpit. Segundo ele, o problema principal foi acumular a energia necessária para vencer e ser proibido de usá-la pela própria equipe.
“Entendo o motivo da ordem, mas não é a primeira vez que essas coisas acontecem. Trabalhei demais, durante toda a corrida, para ter aquela vantagem de energia — e não pude usar quando importava mais, para conquistar a vitória. Entendo que o time queria proteger o 1-2, mas, dentro do carro, é difícil de ouvir essas palavras”, afirmou.
“É ótimo, marcar grandes pontos no início da temporada é algo enorme”, pontuou. “Obviamente, conseguir um 1-2 é o máximo que você consegue fazer. Então, grande dia para a equipe”, finalizou Evans.
A Fórmula E agora faz pausa de pouco mais de um mês antes da próxima etapa, a rodada dupla do eP de Berlim, entre os dias 1º e 3 de maio. A capital alemã recebe a categoria elétrica no Aeroporto de Tempelhof e marca a metade da temporada 2025/26. Emissora oficial no Brasil, o GRANDE PRÊMIO transmite todas as atividades de pista AO VIVO e COM IMAGENS no YouTube e na GPTV.
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