Verstappen critica corrida “pouco autêntica” no Japão: “Impossível usar bateria”
Max Verstappen disse que traçado de Suzuka expôs limitações das unidades de potência e apontou impacto direto nas disputas em pista
Max Verstappen voltou a criticar o comportamento das unidades de potência da Fórmula 1 2026 após o GP do Japão, disputado no domingo (29). O neerlandês destacou as dificuldades encaradas pelos pilotos no gerenciamento da bateria em Suzuka e afirmou que o atual sistema torna as ultrapassagens ineficientes — e, em alguns casos, praticamente inviáveis.
Após mais uma corrida discreta no Japão, onde cruzou a linha de chegada apenas no oitavo lugar, Verstappen voltou a reclamar dos novos motores da F1. De acordo com o piloto da Red Bull, o traçado japonês escancarou um problema recorrente da nova geração de motores: a dificuldade de equilibrar o uso de energia ao longo de trechos consecutivos de alta velocidade.
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Após dois setores bem sinuosos para abrir a volta, os pilotos enfrentam uma longa reta que antecede a curva 130R, onde o uso de energia é intenso. No entanto, há pouquíssimo espaço para recarregar a bateria antes da reta seguinte, o que compromete qualquer tentativa de ataque.
“De forma geral, você precisa ser muito cuidadoso com a maneira como usa a bateria. É algo complicado. O problema é que você tem uma reta longa, depois apenas uma chicane, e então outra reta longa. Se você usa a bateria em uma reta, não tem nada na outra. Em outros circuitos, você ainda tem algumas curvas para recuperar energia, mas aqui não”, explicou Verstappen.

Segundo Verstappen, o problema se repete justamente nos pontos mais óbvios de ultrapassagem, criando um efeito colateral indesejado: o uso da energia se torna ineficiente e impede que os pilotos executem manobras de forma consistente.
“Em muitos lugares onde você quer tentar uma ultrapassagem, existe apenas uma curva para recarregar antes de outra reta longa. Isso torna basicamente impossível usar a bateria de forma eficiente”, disse.
O cenário, portanto, impacta diretamente a qualidade das disputas na pista. Ainda que as corridas possam parecer movimentadas para quem assiste de fora, os pilotos relatam uma realidade bem diferente dentro do carro.
“As coisas podem melhorar, FIA sabe disso e espero que façam as modificações necessárias. As corridas até podem parecer ótimas na TV, mas a sensação correndo no carro não é tão autêntica quanto deveria ser”, concluiu.
A Fórmula 1 agora entra em hiato após a suspensão dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita e retorna de 1º a 3 de maio com o GP de Miami.
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