Ricciardo admite “gratidão” à Red Bull por aposentadoria: “Seria difícil dizer que acabou”

Daniel Ricciardo refletiu sobre exaustão mental em parte final de trajetória na Fórmula 1 e admitiu que seria difícil encerrar a carreira por conta própria

Daniel Ricciardo fez uma reflexão sincera sobre o fim da trajetória na Formula 1. O australiano admitiu que teve dificuldade em aceitar que era momento de parar e revelou que ficou “grato” à Red Bull por tomar a decisão de encerrar a passagem pela categoria.

Ricciardo estreou na F1 em 2011 pela HRT, se transferindo para a então Toro Rosso no ano seguinte. Em 2014, foi promovido à Red Bull, onde ficou até o fim de 2019, quando decidiu apostar no projeto da Renault. Após dois anos decepcionantes, foi para McLaren e disputou duas temporadas antes de encerrar a primeira passagem pelo grid.

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Em 2023, voltou à Red Bull como reserva e retornou às pistas no GP da Hungria, quando assumiu a vaga de Nyck de Vries na Racing Bulls. Em 2024, seguiu no time italiano até o GP de Singapura, quando fez a última corrida na F1 e deu lugar a Liam Lawson.

Ao relembrar o momento no podcast DRIVE, Ricciardo reconheceu o desgaste acumulado após temporadas difíceis e resultados abaixo do esperado. O australiano destacou que, embora já sentisse que o desempenho não era mais o mesmo, tomar a decisão de encerrar a carreira por conta própria seria um passo difícil.

Daniel Ricciardo foi demitido pela Racing Bulls em 2024 (Foto: Red Bull Content Pool)

“No fim das contas, fui dispensado. Essa é a realidade. Já tinha sido dispensado duas vezes em dois anos, e isso cobra muito. Coloquei minha alma nisso e estava exausto. Em retrospecto, sou grato por terem tomado essa decisão por mim. Seria difícil dizer ‘acabou’”, afirmou.

“Já sabia que talvez estivesse no fim, porque estava cada vez mais difícil performar no nível que conseguia antes. Por algum motivo, perdi um pouco de algo — e tudo bem admitir isso”, explicou.

Após a despedida, o piloto afirmou que precisou de tempo para refletir sobre a carreira e encontrar paz com a decisão, encerrando um ciclo de 13 anos marcado por momentos de destaque, com oito vitórias, 32 pódios e três pole-positions.

“Há pessoas que te amam e ainda dirão que você é ótimo e consegue performar. Mas, por mais que você as ame também, é preciso se isolar e ser honesto consigo mesmo para tomar uma decisão. Você quer acreditar que as pessoas te cuidam, mas ninguém sabe o que é estar nessa situação”, disse.

Daniel Ricciardo segue participando de ações de Red Bull e Ford (Foto: Red Bull Content Pool)

“Acredito que se tivesse chegado ao fim do último ano, ainda precisaria refletir muito porque sabia que estava ficando mais difícil e precisava ir cada vez mais fundo para conseguir resultados que me orgulhassem. Mas durante esse ano que estive aposentado, tive bastante tempo para refletir e estou em paz com a carreira que tive”, concluiu.

Apesar de ter concluído a história na F1, Ricciardo segue envolvido com o esporte a motor fora das pistas. Desde setembro de 2025, atua como embaixador global da Ford Racing — divisão de corridas da montadora norte-americana — e segue participando de ações da Red Bull, como o lançamento do carro desde ano — quando “passou bastão” para Max Verstappen assumir o #3.

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