Presidente da GPDA propõe “software padronizado” à FIA para segurança na F1
Presidente da GPDA, Alexander Wurz explicou que a FIA deveria proibir picos repentinos de entrega de potência em alta velocidade, para evitar que acidentes como o de Oliver Bearman aconteçam
Depois de revelar que as conversas no grupo de WhatsApp têm bombado nos últimos dias, Alexander Wurz agora explicou o que precisa ser mudado nos carros de Fórmula 1 para que acidentes como o de Oliver Bearman no GP do Japão não voltem a acontecer. O presidente do conselho administrativo da Associação de Pilotos de Grand Prix (GPDA) ainda citou os riscos existentes em cenários de chuva, algo que a categoria não presenciou até aqui em 2026.
Com a unidade de potência agora dividida igualitariamente entre parte elétrica e motor a combustão, os competidores precisam adotar estratégias diferentes para recuperar e utilizar energia no decorrer da corrida — o que tem causado preocupações em relação à segurança. No Circuito de Suzuka, no último domingo (29), o britânico da Haas se tornou a primeira vítima dessa abordagem um tanto incomum ao ter de desviar de Franco Colapinto na aproximação da Curva 13.
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Ao sofrer um impacto de 50G a uma velocidade de 308 km/h, Bearman recebeu o apoio de outros pilotos. Lewis Hamilton e Carlos Sainz, por exemplo, declararam publicamente que a F1 precisa escutar mais a opinião dos pilotos, enquanto Max Verstappen tem ameaçado seriamente deixar a competição se nada realmente mudar nos próximos meses.
Como resultado, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) anunciou que vai aproveitar o hiato de cinco semanas sem corridas para discutir possíveis mudanças. Antes mesmo do GP da China, no início de março, James Vowles, chefe de equipe da Williams, revelou que já existiam “quatrou ou cinco propostas” sendo analisadas.
“Precisamos fazer uma coisa: temos de garantir que nada como um incidente à la Oliver Bearman aconteça novamente”, começou Wurz em participação no podcast Lift and Roast. “Por razões de segurança, simplesmente precisamos proibir picos repentinos de entrega de potência em alta velocidade. Isso exigiria um software padronizado entre todas as equipes, que talvez leve em conta velocidade e distância, para que não vejamos mais esse tipo de situação”, declarou.
“Imagine na chuva, quando você não consegue ver nada e está pilotando puramente por instinto, sem nem saber se há alguém ali, e aquele carro de repente tem um super clipping. Você bateria na traseira dele em velocidade máxima, com um delta de 50 km/h. É aí que entramos em um território sério de segurança, onde a FIA realmente precisa intervir. E isso é algo que pode ser feito no curto prazo”, concluiu.
A Fórmula 1 agora entra em hiato após a suspensão dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita e retorna de 1º a 3 de maio com o GP de Miami.
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