“Quero continuar fazendo com que sorriam”: Leclerc recorda pai e Bianchi

Charles Leclerc lembrou do pai, Hervé, e do amigo Jules Bianchi, e declarou que orgulhar ambos é objetivo que traçou na vida e carreira

Charles Leclerc é piloto da Ferrari na Fórmula 1, natural de Mônaco e dono um talento natural evidente, mas a história da vida dele não é feita apenas de alegrias. Antes mesmo de chegar à F1, Leclerc teve de lidar com duas perdas muito importantes: a do pai, Hervé Leclerc, e a do amigo e padrinho na carreira, Jules Bianchi. Mas os dois ainda fazem parte central dos objetivos de Charles.

Em entrevista concedida ao podcast italiano BSMT, Leclerc foi incentivado a citar os três melhores momentos da vida. Escolheu a vitória na Itália, em 2019, e a conquistada em Mônaco, 2024, bem como o casamento, em fevereiro deste ano. Mas o que mais chamou a atenção foi o que disse do pai e do amigo.

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“Olha, foi difícil manter a concentração. A semana da prova em Monza sempre é especial, porque sentimos o apoio de toda a Itália à Ferrari. Vencer com toda aquela pressão faz com que o momento seja ainda melhor”, contou.

“Depois, venci em casa na mesma rua em que pegava o ônibus para ir ao colégio. Estava no grid de largada esperando o ônibus”, brincou. “Era um momento com que eu sonhei durante muito tempo junto ao meu pai. Tenho certeza de que ele e Jules assistem tudo lá de cima. Quero continuar a fazer com que sorriam”, continuou.

“E meu casamento, porque foi um dia especial. Tinha mais medo desse dia que de uma classificação. Posso dar uma volta rápida, mas esse dia…”, terminou.

Hervé Leclerc morreu em 2017, vítima de um câncer, durante a campanha de título de Charles na F2. Já Jules Bianchi é o último piloto a morrer em decorrência de um acidente na F1, no GP do Japão de 2014. Bianchi — que era melhor amigo de Lorenzo, irmão mais velho de Charles, e virou padrinho da carreira do jovem —, nunca mais recuperou a consciência e morreu cerca de nove meses depois, em 2015.

“A morte de Jules foi difícil de aceitar, mas nunca pensei em me render. Isso [correr de carros] é o que me faz sentir mais vivo no mundo”, afirmou.

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