Ducati se vê contra as cordas após golpes da Aprilia, mas tempo ainda é aliado em 2026
A Ducati sente pressão pelo avanço da Aprilia, mas ainda tem tempo para reagir em 2026 — cenário que passa pela condição física de Marc Márquez após acidente na Indonésia no ano passado
A MotoGP 2026 começou bem diferente do início da temporada dominante protagonizada por Marc Márquez no ano passado. Nas três primeiras etapas de 2025, o #93 venceu todas as corridas sprint e faturou duas das três provas principais, abrindo caminho para uma campanha dominante que terminou com o título mundial no Japão, com cinco etapas de antecedência.
Neste ano, o protagonismo — ao menos neste início — segue na Itália, mas mudou de endereço: saiu de Borgo Panigale, casa da Ducati, e passou para Noale, sede da Aprilia. Marco Bezzecchi seguiu o ritmo de 2025 e, mais do que isso, potencializou o próprio desempenho, aliado a uma moto que hoje é a melhor do grid.
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Do outro lado da garagem, a Aprilia recebeu mais uma boa notícia para a sequência da temporada: o renascimento de Jorge Martín, que reage no momento ideal após uma temporada 2025 difícil, marcada por quedas e lesões graves.
Mais do que sofrer com uma moto que, assim como a Desmosedici GP25, não nasceu bem e continua dando muitas dores de cabeça aos pilotos, a Ducati ainda precisa lidar com o drama físico de Marc Márquez.

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Desde o acidente em Jerez, em 2020, o espanhol convive com uma sequência de problemas físicos, agravados mais recentemente pela queda em Mandalika ao ser atingido por Bezzecchi, logo após a conquista do título de 2025. Mesmo meses depois, os efeitos ainda são sentidos.
A preocupação com o futuro do #93 não é exclusiva da Ducati, mas gira em torno de todo o paddock. Recentemente, Andrea Dovizioso disse que a situação do heptacampeão da MotoGP é “mais grave do que parece.” Já Jorge Lorenzo pontuou que a situação pode encurtar a carreira do piloto.
Se existe algo que joga a favor da Ducati neste ano, é o tempo. A temporada ainda nem chegou ao primeiro terço, e há um longo caminho pela frente para reagir. Restam 19 etapas — com GPs e corridas sprint — para que o time de Borgo Panigale encontre ritmo não apenas com Marc Márquez, mas também com Francesco Bagnaia.

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O primeiro passo é encontrar soluções aerodinâmicas para uma moto que ainda apresenta dificuldades para a maioria dos pilotos, com exceção de Fabio Di Giannantonio, que tem se destacado desde o início da temporada na VR46.
Na sequência, o desafio é oferecer a Marc Márquez as melhores condições para fazer o que sempre soube: vencer. Parte disso foge ao controle da Ducati, mas é necessário acreditar e trabalhar nessa direção. Por mais difícil que pareça, ainda é abril. Ainda há tempo.
A MotoGP volta a acelerar entre os dias 24 e 26 de abril, para o GP da Espanha, direto de Jerez, para a 4ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das demais classes do Mundial de Motovelocidade.
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