Antonelli admite alívio com banimento de truque da Mercedes: “Era estressante”

Andrea Kimi Antonelli admitiu que a Mercedes pode perder alguns centésimos com mudança da FIA, mas não escondeu o alívio por não ter mais de usar truque considerado "estressante"

Após a FIA decidir abolir o truque de motor usado por Mercedes e Red Bull nos finais de semana de Austrália e Japão, Andrea Kimi Antonelli reconheceu enxergar a decisão de forma positiva. Apesar de uma certa perda de tempo, o italiano ressaltou o nível de “estresse” gerado pela tecnologia, que consiste basicamente em remover o decréscimo gradual de potência gerado pelo MGU-K para segurar a velocidade máxima por mais tempo ao fim das voltas.

O problema de ativar esse mecanismo é que, conforme determinado por regulamento, o MGU-K é desativado por cerca de 60s após usos deste tipo. E o motivo é simples: o truque só deveria ser utilizado em cenários de segurança. Como Mercedes e Red Bull passaram a utilizá-lo para ganhar tempo no fim das voltas de classificação, o giro de retorno aos boxes era feito com carros extremamente lentos na pista, incapazes de retomar o uso da eletricidade.

“Obviamente, não foi a melhor das sensações. Tentamos tirar tudo em termos de performance, mas, por um lado, você pode encarar alguns problemas ou situações inesperadas. Eu sabia que aquilo podia acontecer, mas claro que não experimentei até Melbourne e Suzuka. Mas não é tão seguro porque, especialmente em Suzuka, virei um alvo parado na chicane e no ‘S’. Sabendo que a pista não era muito larga, não havia muito espaço”, admitiu Antonelli.

“Foi um pouco estressante, claro, não poder fazer nada. Porque obviamente, o carro não estava respondendo a nenhum comando, estava apenas rolando lentamente pela pista. Foi um momento de estresse, mas é bom saber que não vamos passar por isso de novo”, destacou.

Kimi Antonelli (Foto: AFP)

E Antonelli ainda ressaltou outro problema gerado pelo truque: o risco de levar uma punição na classificação. Com o MGU-K desarmado na volta de resfriamento, a possibilidade de atrapalhar algum competidor em volta lançada seria real. Com a proibição da FIA, Kimi demonstrou alívio por evitar a preocupação.

“Na classificação, você poderia facilmente levar uma punição impedindo alguém em uma volta. E não é isso que queremos. Perderemos alguns centésimos, muito pouco tempo, mas ao menos teremos a confiança de que isso não vai acontecer de novo”, finalizou Antonelli.

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