Polícia investiga rede de exploração sexual em Milão com possível ligação de piloto da F1
Esquema que operava no coração da noite de Milão contava com uma lista de clientes “especialmente ricos” e oferecia pacotes de festa com direito a hotéis de luxo e acompanhantes sexuais
A polícia italiana investiga um esquema de festas de alto padrão que envolvia uso de drogas e rede de exploração sexual em Milão. De acordo com a investigação, o público-alvo dos eventos eram empresários e clientes VIP, como atletas — majoritariamente jogadores de futebol —, mas há suspeita de participação de pelo menos um piloto da F1. O nome dos envolvidos, no entanto, não foi divulgado.
O jornal La Gazzetta dello Sport divulgou na segunda-feira (20) matéria com detalhes do esquema. A organização operava no coração da vida noturna de Milão e utilizava uma empresa de promoção de eventos como fachada. O grupo oferecia aos clientes um “pacote completo”, que incluía festas em boates exclusivas, acompanhantes sexuais e hospedagem em hotéis de luxo. O valor do serviço não foi divulgado, mas é descrito como “algo na casa de milhares de euros”. O faturamento foi superior a € 1,2 milhão [aproximadamente R$ 7 milhões na cotação do dia].
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A investigação, que não teve período divulgado, foi coordenada pela Procuradoria de Milão e já prendeu quatro pessoas consideradas líderes da organização, que são acusadas de cumplicidade e exploração da prostituição, além de lavagem de dinheiro proveniente de atividades ilegais. A lista dos clientes envolvidos, com pelo menos 50 nomes omitidos, é descrita pelos investigadores como “especialmente ricos”. Entre eles estão empresários, um número “significativo” de jogadores da Série A do futebol italiano e até piloto de F1.
“Um amigo meu, piloto de F1, vem para Milão hoje à noite, ele quer uma garota”, disse um dos envolvidos em escuta telefônica.

A agência recrutava não apenas acompanhantes profissionais, mas também mulheres jovens, entre 18 e 30 anos, que ficavam com cerca de 50% do lucro. Os documentos também revelaram que, durante as festas, havia o consumo de óxido nitroso, a chamada “droga do balão”, substância que induz euforia sem deixar vestígios e, por isso, não costuma ser detectada em exames antidoping.
A Fórmula 1 entrou em hiato após a suspensão dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita e retorna no fim de semana de 1º a 3 de maio com o GP de Miami.
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