Red Bull vê FIA com tarefa “nada agradável” para medir potência de motores em 2026
Laurent Mekies, chefe da Red Bull desconversou sobre a força do motor da equipe e apontou que a maioria do grid tem desvantagens na F1
A Red Bull desconversou sobre ter um dos motores mais potentes do grid da Fórmula 1 e admitiu que a Federação Internacional do Automobilismo (FIA) terá uma tarefa “nada agradável” pela frente para fazer a verdadeira classificação de desempenho entre as equipes. O ranking vai determinar quem poderá fazer atualizações adicionais ainda nesta temporada, mas Laurent Mekies apontou para a complexidade das atuais unidades de potência.
As fabricantes da F1 devem ser informadas em maio sobre quem terá direito a atualizações extras e quem ficará de fora das revisões. A situação é prevista pelo sistema ADUO (oportunidades adicionais de design e atualização), que tenta garantir que nenhuma equipe fique muito atrás com as novidades do regulamento.
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Para saber quem se encaixa no ADUO, a FIA fará uma classificação de desempenho, buscando mapear quem mais precisa revisar os componentes. Para Mekies, a tarefa será “um trabalho difícil”, e a Mercedes é a única que está “bem à frente da maioria”.
“Já ouvimos sobre o jogo da classificação desde o Bahrein, e tentamos não nos envolver. Reconhecemos que é um trabalho difícil. Simplesmente dizemos o que vemos. E o que vemos, sem dúvidas, é a Mercedes bem à frente da maioria de nós. E há alguém que está particularmente atrás. As outras equipes provavelmente estão bem próximas, Ferrari e Audi. A Honda está enfrentando um pouco mais de dificuldades”, avaliou Mekies em entrevista publicada pelo portal inglês The Race.

“É muito difícil extrair o desempenho dos motores de combustão de forma justa entre as equipes. Os resultados gerais certamente oferecem a melhor e mais justa visão da situação atual de cada uma delas”, acrescentou.
O dirigente da Red Bull avaliou que há uma diferença de 0s3 em relação à Mercedes, que tem dominado o campeonato. E pontuou que será difícil para a FIA avaliar onde está cada equipe no ranking que será feito. Até porque as equipes podem tentar esconder o jogo.
“Internamente, atribuímos 0s3. É muito difícil ver as diferenças. Tendemos a atribuir a diferença que acabamos de falar ao motor de combustão interna, já que a potência elétrica é limitada. No que diz respeito a diferenças mensuráveis, como tempo de volta, diferenças substanciais nos tempos de volta, da ordem de décimos, isso é determinado principalmente pelo motor de combustão interna”, afirmou o dirigente.
“Gostaria de acreditar que tentamos ficar fora desse jogo. E, por isso, nos testes de inverno, simplesmente dissemos onde achávamos que estávamos. Neste momento, as dificuldades objetivas de avaliar quem está em que posição, inclusive para a FIA, são grandes, muito grandes. A complexidade objetiva de tentar acertar é enorme, por motivos como o motor a combustão interna versus a bateria, e escolhas fundamentais: turbo pequeno, turbo grande, exaustão soprada, sem exaustão soprada, pressão traseira, sem pressão traseira. Portanto, não é uma tarefa agradável ter que fazer isso”, acrescentou.
Por fim, Mekies disse não acreditar que os adversários tentarão esconder o ritmo, especialmente por não terem essa opção, com exceção da Mercedes, que pode sim “ficar tentada a fazer isso”, já que possui ampla vantagem.
“Acredito que não. Agora, a Mercedes tem uma vantagem tão grande que pode ficar tentada a fazer isso, mas os demais não têm escolha. Todos os outros estão lutando por uma posição na tabela de pontos. Mas com uma arquitetura diferente, pode ser muito difícil avaliar a potência do motor de combustão de forma justa em relação aos outros, por todas essas razões”, complementou.
A Red Bull ocupa a sexta posição no Mundial de Construtores, com 16 pontos somados ao longo das três primeiras etapas.
A Fórmula 1 entrou em hiato após a suspensão dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita e retorna no fim de semana de 1º a 3 de maio com o GP de Miami.
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