Hamilton volta a criticar motores da F1 2026: “Não é como automobilismo deveria ser”

Lewis Hamilton criticou unidades de potência da F1 2026 e admitiu que ainda é estranho sentir perda de potência nas retas. Heptacampeão relembrou que com motores V8 e V10 a situação era oposta

Lewis Hamilton voltou a criticar as unidades de potência atuais da Fórmula 1. O britânico enfatizou que ainda é estranho sentir o carro desacelerando na reta e ressaltou que não é assim que o automobilismo deveria ser. Em contrapartida, relembrou que na época dos motores V8 e V10 isso não chegava nem perto de acontecer.

Os motores com 50% da potência provenientes da parte elétrica não caíram no gosto dos pilotos e já foram severamente criticados por nomes como Max Verstappen e Fernando Alonso. O tetracampeão, aliás, aguarda uma definição da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) quanto ao ajuste na proporção entre motor a combustão e bateria para resolver se fica na categoria ou não.

Hamilton elogiou o fato de os carros atuais conseguirem acompanhar uns aos outros de perto com mais facilidade, mas salientou que ainda estranha sentir o carro desacelerar por conta do super clipping, quando a bateria do carro começa a recarregar mesmo com o piloto mantendo o acelerador pressionado a 100% no final de uma reta. Apesar de as mudanças da FIA terem diminuído a desaceleração, ela ainda segue presente.

“Com certeza não é algo que acontece naturalmente, isso é claro. Ainda é uma sensação estranha. Você reduz a potência, ativa o Modo Reta e, de repente, a potência acaba no meio da reta e a rotação começa a cair”, declarou o heptcampeão após o GP do Canadá.

Lewis Hamilton criticou perda de potência nas retas (Foto: Ferrari)

“Não parece como o automobilismo deveria ser. O motor deveria rugir a todo volume até o final da reta e continuar acelerando sem parar. Era isso que costumavam fazer na época dos V8 ou dos V10. Simplesmente aceleravam sem parar”, relembrou.

“É mais um elemento das corridas que nunca existiu antes. Acho que, no fim das contas, o carro é fundamentalmente melhor projetado, então podemos correr, diminuir a diferença e seguir uns aos outros de perto, e essa é a melhor parte. O aspecto da potência, na minha opinião, é menos empolgante. Quem tem o melhor motor, que fale sobre isso. Talvez eles possam nos dar algumas pistas a respeito”, finalizou.

A Fórmula 1 retorna entre os dias 5 e 7 de junho, com a realização do GP de Mônaco, sexta etapa da temporada 2026.

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