Ocon se mostra incerto sobre vaga na Williams e diz que ficar fora da F1 em 2019 “não é uma catástrofe”
Esteban Ocon tem a consciência de que está cada vez mais difícil encontrar um lugar minimamente competitivo para alinhar no grid da F1 na próxima temporada. Assim, seu discurso vai além: “Vou fazer o melhor possível para estar de novo no campeonato em 2020”
Esteban Ocon parece estar cada vez mais conformado com a possibilidade de ficar fora do grid do Mundial de F1 na próxima temporada. O piloto, atualmente na Force India, vê as opções de vaga para 2019 cada vez mais reduzidas. A última porta fechada foi na Sauber, que se mostra cada vez mais como uma equipe B da Ferrari, que fechou com Antonio Giovinazzi para formar dupla com Kimi Räikkönen.
Em entrevista à emissora francesa TF1, Ocon comentou sobre a Williams, uma das poucas possibilidades para a próxima temporada em razão do vínculo da equipe com a Mercedes. Mas o próprio piloto se mostra incerto a respeito.
“Não sei se posso ir para a Williams. Estamos negociando e espero que tudo se resolva”, comentou Esteban, que já começa a pensar além de 2019.

Esteban Ocon já se conforma com a possibilidade de ficar fora da F1 em 2019 (Foto: Racing Point Force India)
“Não ter um contrato para a próxima temporada não é uma catástrofe, mas você nunca sabe como vão se desenrolar as coisas na F1. O que posso prometer é que no ano que vem vou fazer o melhor possível para estar de novo no campeonato em 2020”, disse.
Ocon lastimou o fato de se ver sem vaga depois de ficar muito perto de assinar com a Renault e com a McLaren, na qual chegou até mesmo a visitar a sede em Woking, na Inglaterra, e tentar fazer o molde do assento no carro.
“É um pouco estranho como tudo se desenvolveu porque tive opções com duas grandes equipes e, para a maioria dos pilotos, isso é apenas um sonho. Mas vamos encontrar uma solução. Mesmo se tiver de perder a próxima temporada, tenho certeza de que vou voltar à F1 em 2020”, declarou o piloto, mostrando otimismo.
Por fim, o jovem francês, que completou 22 anos no último dia 17, criticou a política que envolve a F1 e lamentou por ter sido preterido pela Renault em razão do seu vínculo com a Mercedes.
“Fiquei surpreso quando a Renault fechou com Daniel Ricciardo. A Renault explicou que foi porque eu estava no programa da Mercedes, mas não concordo com Cyril Abiteboul. Sim, sou piloto da Mercedes, mas estar em um Renault não seria problema. Me chateia um pouco, como esportista, que não importem apenas suas conquistas esportivas”, concluiu.
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