Documentos do Paradise Papers indicam que Hamilton usou estrutura para se livrar de pagar R$ 14 milhões na compra de avião
Embora o momento profissional de Lewis Hamilton esteja como nunca antes e no âmbito pessoal a vida ande tranquila, um problema está no horizonte de Hamilton. O vazamento de documentos da empresa offshore de advocacia Appleby - especializada em negócios em paraísos fiscais - mostrou um negócio costurado por representantes do piloto para que Hamilton tivesse um relaxamento fiscal enorme na compra de seu jato particular
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Tetracampeão mundial de F1, maior pole de todos os tempos e cada vez mais tido como um dos melhores pilotos da história, Lewis Hamilton está vivendo um momento profissional de extremo sucesso. No âmbito pessoal, no entanto, surgiu algo que pode trazer dores de cabeça para o inglês. A compra do jato privado por parte de Lewis foi exposta pelos documentos do 'Paradise Papers', um grande vazamento que implica registros de negócios de políticos, mega empresários e celebridades nos chamados paraísos fiscais.

Aviões para uso de pessoa física comprados fora da União Europeia estão sujeitos a um VAT de 20% sobre a importação para que o jato tenha livre circulação dentro do bloco europeu. Embora a Ilha de Man não seja parte da União Europeia, é uma Dependência da Coroa Britânica e forma uma área em comum com o Reino Unido para propósitos de VAT. É exatamente por conta dessa conexão que jatos importados desde a Ilha de Man têm total acesso na União Europeia sem o pagamento do imposto.

Então, para escapar da proibição de restituição implicada pelo Reino Unido e União Europeia a jatos de uso de pessoa física, os consultores de Hamilton formaram o negócio via leasing que arrendou o jato em nome de pessoa privada para que Lewis pudesse desfrutar.
De acordo com os advogados de Hamilton, uma revisão da questão fiscal concluiu que a estrutura de compra foi legal. Afirmaram, também, que é incorreto dizer que não foi pago VAT.

O documento sugere que Hamilton acompanhou todo o negócio com atenção. Em um e-mail enviado antes da assinatura final da compra do jato e da importação para a Ilha de Man, um consultor afirma que "gostaria de mandar um e-mail para Hamilton nesta noite confirmando o negócio e falar com ele ao telefone para explicar o passo a passo".

Para a BBC, advogados de Hamilton afirmaram que o piloto "tem profissionais que cuidam da maioria das operações de negócio e nenhum subterfúgio ou nível impróprio de sigilo foi utilizado". Em comunicado, a Stealth (IOM) Limitada diz que foi formada para operar um negócio de leasing e adquirir uma aeronave num acordo de longo prazo e por um valor comercial. Ainda garantiram que a companhia fez todos os avisos ao governo da Ilha de Man, que aprovou a negociação.

Também em comunicado, a Appleby se apresentou como uma empresa de advocacia que "faz consultoria em formas legítimas e legais de conduzir negócios". E segue: "Operamos em jurisdições que são reguladas aos mais desenvolvidos padrões internacionais", encerrou após a divulgação dos 'Paradise Papers'.
É UM PRIVILÉGIO VER HAMILTON CHEGANDO AO TETRA NO AUGE
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