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A história de Lewis Hamilton é um bocado diferente da maioria de seus contemporâneos; vindo de uma família de classe média do interior da Inglaterra, o garoto Hamilton, que viu seus pais se separarem quando tinha apenas dois anos de idade, nasceu numa família sem afinidade com o automobilismo.
Com apenas 6 anos, ganhou de seu pai um carrinho acionado por controle remoto e foi através do brinquedo que demostrou ser alguém especial; em menos de um ano foi vice campeão britânico nos carrinhos de rádio controle competindo contra jovens e adultos.
Seu pai percebeu o sinal e resolveu investir no talento do filhote comprando um kart, com o qual Lewis Hamilton logo passaria a brilhar nas pistas “de verdade”. Ao confirmar no kart o talento que já havia exibido no controle remoto, Anthony Hamilton não teve dúvidas em abandonar sua carreira para investir seus esforços e recursos no filho virtuoso.
Primeiro negro a competir na F1, Lewis caminha célere para tornar-se o maior vencedor de todos os tempos: tetracampeão aos 32 anos de idade, tem chance de superar até mesmo o sete títulos mundiais de Michael Schumacher.
Amante de música, tatuagens, às voltas com lindas mulheres e apreciador de boas baladas, Lewis ainda mantém foco e paixão para encarar os rivais sem titubear. Pressionado na primeira fase da temporada 2017 ele atropelou geral no segundo semestre, deixou Bottas na poeira e, ajudado pelos vacilos da Ferrari, neutralizou Sebastian Vettel.
Lewis Hamilton é tetracampeão da F1 (Arte: Marta Oliveira)
Nas emoções Hamilton tem talvez seu único ponto fraco; suas temporadas mais difíceis vieram na esteira de problemas conjugais ou familiares. Hoje mais maduro, parece ter encontrado o ponto de equilíbrio para dominar seus sentimentos e seus adversários.
Na chuva é brilhante, nas classificações também, a inspiração em Ayrton Senna se manifesta em suas virtudes.
No GP da Inglaterra deste ano, preferiu se preparar para a corrida se divertindo com amigos, fora das atividades que os dirigentes programaram para promover a corrida. Foi muito questionado por isso, mas ao vencer o GP, partindo da pole-position e numa performance memorável, deixou claro que sabia muito bem do que precisava para recarregar suas energias para chegar à corrida com força total.
Um autêntico embaixador da categoria, que transita por diversos setores do mundo artístico e esportivo Lewis ainda encontra tempo para estudar música e compor, carreira que diz querer encarar após encerrar sua carreira de piloto.
Enquanto isso . . .
. . . em 2018 Valteri Bottas vai esquentar a cockpit para Esteban Ocon . . .
. . . o jovem francês, que derrotou Max Verstappen na F3, tem demonstrado velocidade e maturidade impressionantes e a Mercedes não vai deixá-lo à mercê da concorrência . . .
. . . aumenta a fila na porta da Williams – ao que parece, Paul Di Resta se saiu bem contra Robert Kubica no teste comparativo que a equipe fez com os dois em Hungaroring – agora, além de Pascal Wehrlein, já dispensado da Sauber, é Daniil Kvyat quem engrossa a lista de pretendentes . . .
FORÇA DE VETTEL VALORIZA TÍTULO
É UM PRIVILÉGIO VER HAMILTON CHEGANDO AO TETRA NO AUGE
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