Dovizioso cumpre dever de casa e se põe forte no primeiro dia na Malásia para tentar evitar nocaute de Márquez

Andrea Dovizioso fez sua parte e tratou de mostrar bom ritmo no seco e no molhado no primeiro dia de testes em Sepang. Marc Márquez, no entanto, também apareceu forte

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Andrea Dovizioso chegou ao penúltimo assalto da temporada 2017 pressionado por Marc Márquez contra as cordas. Depois de se manter vivo na briga durante as outras 15 fases da disputa, o #4 viu a passagem por Phillip Island ser especialmente dispendiosa e partiu para Sepang precisando de seus melhores golpes para impedir o nocaute do rival da Honda.
 
Nesta sexta-feira (27), primeiro dia de preparação para o combate em Selagor, Dovizioso tratou de se fazer forte e comandou as atividades no seco e no molhado. No primeiro exercício na costa oeste da Península da Malásia, Andrea ditou o ritmo com 0s071 de margem para Álvaro Bautista, enquanto Márquez ficou em quinto, 0s279 mais lento. No complemento dos trabalhos, já com o asfalto molhado, o piloto da Ducati voltou a dar o ritmo, agora 0s526 à frente do #93.
Andrea Dovizioso foi rápido em todas as condições na Malásia  (Foto: Ducati)
Até aqui, Andrea cumpriu o dever de casa: se recompôs do revés da Austrália e foi firme na hora de pressionar Márquez. O tricampeão da MotoGP, por outro lado, também fez o que lhe cabia: marcou o rival de perto.
 

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Ainda que a diferença entre os dois não seja mínima nos dois treinos na Malásia, é preciso lembrar que os atuais 33 pontos de vantagem deixam Márquez em uma situação bastante confortável. Na condição atual, o irmão de Álex pode chegar em segundo atrás de Andrea para alcançar o tetra da MotoGP já no domingo.
 
Ciente de suas possibilidades e também das de seu equipamento, Andrea se mostrou calmo em Sepang e celebrou o início positivo.
 
“Estamos muito contentes, porque fomos competitivos em ambas as condições, especialmente na água”, comentou. “Nós conseguimos comparar as carenagens e trabalhamos tranquilos, sem buscar o tempo”, seguiu.
 
“Com só duas sessões, nós temos uma grande margem de melhora, especialmente no seco”, apontou. “De manhã, o asfalto não estava emborrachado e eu não me sentia completamente confortável na entrada de algumas curvas”, relatou.
 
Mesmo assim, Dovizioso lembrou que a posição das demais Honda neste primeiro dia na Malásia é mais uma comprovação do grande momento de Márquez. No seco, Cal Crutchlow ficou em sexto, 0s110 atrás do #93, enquanto Dani Pedrosa foi nono. No molhado, essa diferença foi bem gritante, com o titular da LCR em 14º e o #26 em 18º, 2s408 mais lento que o companheiro de equipe.
 
“Na água, vou bem e a moto também. Mas Marc voltou a confirmar que está em seu melhor momento, no sentido que é o melhor dos pilotos da Honda”, considerou. “Pressionar Márquez com os 33 pontos de vantagem que ele tem? É complicado”, reconheceu.
 
“Eu não fui o mais rápido com a intenção de pressioná-lo, o que é ainda melhor”, frisou.
Marc Márquez teve um dia de acordo com sua expectativa (Foto: Repsol)
Questionado sobre como vai preparar a corrida para evitar que Márquez feche a conta, Dovizioso avaliou que ainda é cedo para estratégias.
 

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“Neste momento, não temos de pensar na estratégia, porque ainda é sexta-feira”, concluiu.
 
Em um cenário como este, contar com uma mãozinha do companheiro de equipe seria uma mão na roda e tanto para Dovizioso, não pela possibilidade de uma ordem de equipe, mas por ser alguém para descontar uns pontinhos de Márquez.
 
“No molhado, Dovi e Marc são os mais rápidos, mas eu sou o terceiro”, disse Lorenzo. “Temos de ver no seco. As Ducati vão bem, têm três ou quatro nas primeiras posições, mas o conjunto de Márquez e a Honda vai muito rápido”, reconheceu.
 
Assim como já tinha anunciado que faria após o GP da Malásia, Márquez voltou a ressaltar que a corrida deste fim de semana vai ser feita pela sua versão 2.0, aquela que sabe que nem sempre um ‘tudo ou nada’ é a melhor escolha.
 
“Vale mais chegar em Valência com uma margem maior do que com uma menor porque arriscamos demais aqui”, ponderou.
 
Atrás de Andrea nas duas condições de pista do dia, Márquez tampouco mostrou preocupação, uma vez que esperava ver a Ducati forte no circuito malaio.
 
“Foi um bom dia para nós, mas não dos melhores”, avaliou Márquez. “É um fim de semana em que não se trata de exagerar, mas simplesmente de fazer o que sente em cima da moto. É certo que esta é uma das pistas em que nós sofremos um pouco a cada ano e onde a Ducati é rápida. Eu já previsto isso desde antes da fase asiática e está sendo assim”, seguiu.
 
“Dovi está usando a estratégia que lhe resta, que é atacar em todos os treinos e tentar ganhar a corrida no domingo”, concluiu.
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