Lorenzo admite que esteve “irreconhecível” na Honda “na maior parte do tempo”
Em má fase desde a mudança para a Honda, Jorge Lorenzo admitiu que, em termos de velocidade, esteve irreconhecível a bordo da RC213V na maior parte do tempo
Jorge Lorenzo não esconde a decepção com sua performance na temporada 2019 da MotoGP. Em seu primeiro ano com a Honda, o espanhol tem apenas a 19ª colocação na classificação do Mundial, com 23 pontos.
Vindo de uma atuação ruim em Phillip Island, quando terminou em último, mais de 1min atrás de Marc Márquez, o vencedor, e com um déficit de 20s em relação a Hafizh Syahrin, o antecessor na tabela, Jorge reconheceu que tem feito muitas provas ruins.

Jorge Lorenzo (Foto: Repsol)
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“Não sei se foi a pior. Tive muitas corridas ruins ultimamente”, disse Lorenzo. “Em Assen, em 2014 e em 2017, eu terminei entre os últimos por condições especiais”, recordou.
“Sempre existe uma primeira vez para ser o último. E eu demorei para ser”, ponderou. “Tudo se encaixou na Austrália, um circuito onde especialmente venta, faz frio, a confiança com a moto não é boa com a roda dianteira. Foi como em Silverstone, ou pior. Tive que modificar meu estilo de pilotagem, e isso sempre faz com que você pilote de uma maneira que não é natural”, continuou.
Apesar de a performance ser bastante diferente daquela que lhe rendeu três títulos na MotoGP, Lorenzo não se vê “irreconhecível” como um todo, mas sabe que não encaixou com a Honda.
“Não creio que esteja irreconhecível. Se você é Jorge Lorenzo em cima de qualquer moto, você sabe que é ele”, avaliou. “No sentido de velocidade, estive irreconhecível com a Honda na maior parte do tempo. Fora algum treino, como no Catar, onde demonstrei algo de velocidade, as primeiras voltas em Barcelona ou o TL2 de Le Mans, não fui competitivo nem para aspirar estar entre os cinco primeiros”, admitiu.
“Estou decepcionado, triste, não estou contente profissionalmente por essa situação, com os resultados, com as sensações. Tinha muita expectativa por parte da Honda, de Alberto [Puig], que confiam em mim para fazer bons resultados e eles não chegam”, declarou.
Lorenzo, no entanto, terá de esperar um pouco mais para saber se 2020 se apresenta melhor. Ao contrário de Marc Márquez e Cal Crutchlow, o espanhol ainda não testou o protótipo do próximo ano.
“Sempre existe a curiosidade de testar uma nova moto. De acordo com as primeiras impressões de Cal e Marc, a moto é melhor que a antiga. Pelo que eles disseram, não melhoraram os problemas que a de 2019 tem”, contou. “Esperamos que esses meses tenham servido para que a Honda possa melhorá-los. A Honda de 2019 me prejudicou na minha confiança com a roda dianteira. Espero que a moto nova traga coisas que a atual não tem”, concluiu.
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