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O GP de San Marino e da Riviera de Rimini não jogou uma definitiva pá de cal no sonho de título do ausente Valentino Rossi e do apagado Dani Pedrosa, mas a prova deste domingo (10) reduziu bem o número de protagonistas na briga pela placa de 2017 na Torre dos Campeões.
Além de ampliar a distância entre os cinco melhores, a corrida no Circuito Marco Simoncelli também juntou Marc Márquez e Andrea Dovizioso no topo da tabela, com os pilotos de Honda e Ducati agora empatados em 199 pontos. Terceiro na tabela, Maverick Viñales cedeu mais três tentos, mas segue no páreo, com 16 de atraso.
Marc Márquez e Andrea Dovizioso estão no topo da tabela da MotoGP (Foto: GEPA)
Fisicamente em forma, Pedrosa tinha uma chance de ouro nas mãos para passar Valentino e, pelo menos, assumir o quarto posto na tabela para manter contato com os rivais, mas teve uma performance bastante opaca e conseguiu apenas descontar dois pontos da vantagem do #46.
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Por mais triste que possa parecer ― especialmente para a torcida ―, a redução no número de pilotos com chances efetivas de título era esperada, ainda mais neste ponto do Mundial, com apenas cinco corridas pela frente.
“Acho que agora a vantagem em relação a Valentino e Dani começa a ser um pouco maior, mas você nunca sabe neste campeonato”, disse Márquez. “Mas acho que este é o caminho normal. Agora, corrida a corrida serão menos e menos pilotos lutando pelo título”, previu o #93.
Sempre ponderado, Dovizioso concordou com Marc, mesmo sublinhando que em um campeonato como o de 2017, o imprevisível pode sempre acontecer.
“Agora ficou muito difícil para eles”, opinou. “Ainda há uma chance, tudo pode acontecer, como hoje, onde era fácil cometer um erro, então 25, 20 pontos é fácil ganhar, mas, com certeza, agora o campeonato é para os primeiros três pilotos”, resumiu.
Maverick Viñales segue vivo na briga pelo título (Foto: Yamaha)
Ainda sofrendo para encontrar a melhor aderência com a Yamaha no piso molhado, Viñales também considera que a briga pelo título vai ganhando contornos mais definitivos.
“Tudo já está se definindo, hoje tanto Dani quanto Jorge [Lorenzo] falharam e o campeonato vai se definindo”, avaliou. “Teremos que ser muito fortes para as próximas corridas”, alertou.
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Levando em conta o histórico, a Honda leva vantagem em boa parte dos cinco circuitos restantes, já que acumula o maior número de vitórias na era da MotoGP em Aragão, no Japão, na Austrália e em Valência, e está empatada com a Yamaha no número de triunfos na Malásia ― cinco para cada lado.
Questionado sobre onde espera ver a Honda forte, Márquez evitou previsões: “Honestamente, eu não sei”.
“Na Áustria, eu esperava terminar 10s atrás de Dovi, e aqui também era um circuito difícil. Em Silverstone, eu achava que Dovi ia terminar mais atrás e ele venceu. Na Áustria foi apertado, aqui o ritmo também foi realmente similar, então é difícil dizer”, lembrou. “O que eu sei é que Dovi agora é forte em todos os circuitos, a Ducati é forte em todos os circuitos”, sublinhou.
“Vai ser uma boa e apertada briga até o final”, apostou. “Mas não podemos esquecer Viñales. Ele está só 16 pontos atrás e parece ter um bom ritmo”, sublinhou.
Dovizioso seguiu a mesma linha e descartou preocupação com o retrospecto menos favorável da casa de Bolonha, já que a Ducati vive outro momento em 2017.
“Nós não respondemos em relação às pistas, porque realmente não sabemos. Não é que não queremos dizer”, disse Andrea. “Claro, tem algumas pistas que eu prefiro, algumas que ele prefere, mas é mais importante como a moto funciona com os pneus que temos naquele fim de semana, então agora é impossível saber”, ponderou.
“Acho que está completamente aberto”, apontou. “Marc confirmou que a Honda está muito forte neste momento, mas nós também confirmamos em algumas pistas e em algumas condições que normalmente não éramos rápidos no passado, que agora somos. Acho ― e espero ― que vai ser bom ate o fim”, concluiu.
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