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Marc Márquez tanto fez que conseguiu. Depois de perseguir Danilo Petrucci por boa parte da corrida deste domingo (10), o #93 encontrou uma brecha na armadura do piloto da Pramac para assumir a ponta na abertura do giro final e vencer pela quarta vez na temporada 2017 da MotoGP.
Dono de uma boa largada, Jorge Lorenzo assumiu a liderança na saída da curva um, tomando a ponta de Márquez em uma bela manobra. O #99, então, impôs seu ritmo e escapou na liderança, mas, na sétima volta, foi ejetado da moto e viu sua participação na prova encerrada de forma antecipada.
Marc Márquez bateu Danilo Petrucci na última volta (Foto: Reprodução)
Oitavo no grid, Petrucci, então, herdou a ponta depois de uma rápida escalada e, embalado por um bom fim de semana, foi rodando de forma impecável para manter Márquez e Andrea Dovizioso atrás. Restando nove das 28 voltas da corrida, o piloto da Pramac apertou o passo para tentar escapar de vez, mas Marc conseguiu manter o contato.
Com seis voltas para o fim, os dois chegaram a ficar separados por 0s08, mas o #9 conseguiu abrir mais uma vez. Empenhado, Márquez manteve a pressão e deu o golpe certeiro em uma última volta de tirar o fôlego. O #93 tomou a ponta na curva um e partiu para registrar no 28º e último giro a melhor marca da corrida: 1min47s069.
Depois de ter o primeiro triunfo na MotoGP ao alcance dos dedos, Petrucci recebeu a bandeirada 1s192 atrás de Márquez. Então líder do Mundial, Dovizioso não conseguiu acompanhar os ponteiros na parte final da corrida e acabou em terceiro, vendo Márquez empatar a disputa pelo título de 2017.
Pole-position, Maverick Viñales não conseguiu impor o melhor ritmo no piso molhado do Circuito Marco Simoncelli e acabou isolado em quarto, à frente de Michele Pirro, o piloto de testes da Ducati.
Jack Miller voltou a se exibir bem na chuva e acabou em sexto, seguido por Scott Redding. Melhor entre os novatos, Álex Rins ficou com a oitava posição, escoltado por Jonas Folger e Bradley Smith, que bateu Pol Espargaró pela primeira vez no ano.
Um dos destaques da temporada, Johann Zarco cruzou a linha de chegada empurrando a YZR-M1 da Tech3, 23s355 atrás de Dani Pedrosa, que fez uma prova para lá de apagada.
Com o resultado desta 13ª etapa da temporada, Márquez voltou a aparecer no topo da tabela de classificação, mas empatado em 199 com Dovizioso, o segundo colocado. Terceiro, Viñales agora tem 16 a menos que os líderes, com o ausente Valentino Rossi mantendo a quarta colocação, mas agora a 42 pontos da liderança.
Saiba como foi o GP de San Marino e da Riviera de Rimini de MotoGP:
Os meteorologistas estavam certos em sua previsão nada animadora. O sol que iluminou Misano nos últimos dois dias deu lugar à chuva, que encharcou o asfalto de San Marino desde o início da manhã. Quando os pilotos da MotoGP alinharam no grid, os termômetros marcavam 17°C, com o asfalto chegando a 17°C. A velocidade do vento era de 8 km/h.
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Pela quarta vez no ano ― a primeira desde o GP da Itália ―, Viñales tinha a pole-position, à frente de Andrea Dovizioso e Marc Márquez. Cal Crutchlow abre a segunda linha, seguido por Jorge Lorenzo, Johann Zarco e Dani Pedrosa, que venceu em Misano no ano passado depois de iniciar a corrida no oitavo lugar.
Falando no #26, Dani sofreu uma forte queda nesta manhã, quando foi ejetado da RC213V após perder tração. O quinto colocado na classificação do Mundial, entretanto, não se feriu com seriedade.
Para a prova deste fim de semana, a Michelin levou os pneus de chuva macios e médios, com o calçado traseiro mais resistente construído com perfil assimétrico, com o lado direito mais duro para lidar com o desequilíbrio de curvas de Misano ―seis para a esquerda e dez para a direita.
Como era de se esperar, a corrida foi declarada com piso molhado e, assim, os pneus slicks ficaram guardadinhos em Misano. No grid, todos os 23 pilotos estavam calçados com um par de pneus macios.
Quando as luzes se apagaram, os 96.324 espectadores viram Lorenzo sair bem e assumir a ponta após passar Márquez na saída da curva um em uma bela manobra. Dovizioso era terceiro, seguido por Viñales.
Petrucci liderou o pelotão pela maior parte da corrida (Foto: Reprodução)
Na curva três, Karel Abraham caiu na Variante Del Parco, a terceira curva de Misano, mas escapou ileso.
Com a pista bastante ensopada, rodar em Misano exigia muito cuidado. Após a primeira volta, Lorenzo tinha 0s280 de margem para Márquez, que ainda era seguido por Dovizioso, Viñales e Crutchlow. Petrucci já vinha em sexto, seguido por Miller e Zarco. Pedrosa tinha caído para 13º.
Forte ao longo do fim de semana, Petrucci partiu para o ataque e tomou a quinta colocação de Crutchlow, se instalando a 0s285 de Viñales, que já tinha mais de 1s5 de atraso para Dovizioso.
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Na abertura da terceira volta, Petrucci passou Viñales na curva dois e assumiu o quarto posto. Cheio de confiança, o italiano não tinha de se preocupar com sua situação no Mundial.
Dono de 20 tombos ao longo do ano, Márquez legou um sustinho na curva cinco tentando perseguir Lorenzo, o que facilitou para que o #99 abrisse 1s4 de margem. Dovizioso vinha a 0s6 do #93, com Petrucci tentando chegar.
Confiante na chuva, Lorenzo ia rodando mais rápido que todo mundo e escapando mais e mais das garras de Márquez. Em meados da quarta volta, o #99 sustentava 1s9 de vantagem para o rival mais próximo.
Na volta seguinte, a margem de Lorenzo subiu para 2s8. Dovizioso, por sua vez, não conseguiu se defender de Petrucci, que disputava com Jorge o registro de melhor volta da prova: 1mion48s550 para o #9 e 1min48s605 para o #99.
Depois de se livrar de Dovizioso, Petrux saiu a caça de Márquez, recortando rapidamente a já pouca vantagem do vice-líder do Mundial.
Uma vez que chegou, Petrucci não se fez de rogado e deu o bote para cima de Márquez ainda na sexta volta.
O #93, aliás, aproveitou a passagem pela reta de Misano para usar a perna esquerda para enviar algum sinal para a Honda. Atenta, a equipe chefiada por Santi Hernández começou a trabalhar na moto reserva.
Em um ano onde a Yamaha não vem se saindo bem no molhado, Viñales foi batido por Crutchlow e Miller, com o australiano aproveitando para deixar o britânico para trás logo na sequência. Pouco depois, porém, o lesionado piloto da LCR caiu na curva três, mas voltou para a prova.
Na sétima volta da corrida, Lorenzo caiu forte na curva 6 quando liderava. O espanhol tinha acabado de registrar a melhor volta da corrida.
Lorenzo caiu quando estava na liderança da prova (Foto: Reprodução)
Assim, Petrucci assumiu a liderança da corrida, 0s369 à frente de Márquez. Dovizioso era o terceiro, seguido por Viñales, Baz e Miller.
Com a interrupção da chuva e o céu apresentando uma corzinha mais clara, as equipes começaram a se preparar para um eventual flag-to-flag.
Bastante bem na chuva, Miller e Baz vinham brigando bonito pela quinta colocação, com o piloto da Marc VDS levando a melhor.
‘Café com leite’ na briga pelo título, Petrucci ia se afastando de Márquez, que não parecia fazer loucuras para acompanhar o ritmo do italiano. Quase 1s atrás do #93, Dovizioso se mantinha em terceiro, mais de 6s à frente de Viñales.
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Na nona volta, porém, Baz sucumbiu às difíceis condições de pista em Misano e caiu na curva oito, se despedindo de suas chances de um bom resultado.
Dovizioso, então, subiu um pouquinho o ritmo e reduziu o atraso para Márquez, que não parecia lá dos mais empenhados em pegar Petrucci. Nos boxes, a RC213V já estava prontinha com os slicks.
No fim da 11ª volta, Barberá se juntou à lista de pilotos caídos e deixou a pista mancando após uma pancada forte contra o asfalto na curva final.
Ainda com 16 giros pela frente, Petrucci sustentava 0s5 de vantagem para Márquez, que, por sua vez, aparecia 0s8 à frente de Dovizioso. O #4, porém, ia tranquilo, jpa que Viñales tinha mais de 7s7 de atraso. Miller, entretanto, vinha tentando chegar no titular da Yamaha, que apertava o passo.
Na sequência, Aleix Espargaró caiu na Carro, a 14ª curva de Misano, promovendo Rins para a nona colocação, 3s4 à frente de Lowes.
Bastante mais lento que os demais, Pedrosa vinha só em 18º, atrás até de Loris Baz, que tinha caído alguns giros antes.
Na metade da corrida, a vantagem de Petrucci no topo da tabela era de 0s888, enquanto Márquez tinha Dovizioso coladinho depois de um novo susto.
Na volta 16, Lowes perdeu sua melhor chance de um bom resultado depois de uma queda na curva quatro. Foi a quinta queda do britânico no fim de semana de casa da Aprilia.
Faltando 11 voltas para o fim, Andrea Iannone voltou aos boxes da Suzuki e abandonou por conta de arm-pump. Companheiro do italiano, Rins tinha a nona posição.
Neste ponto da prova, Márquez ia registrando suas melhores marcas, mas a diferença para Petrucci seguia na casa de 0s6, mais ou menos a mesma coisa que tinha em relação a Dovizioso.
Márquez comemora vitória com a equipe (Foto: Repsol)
Com dez giros para o fim, Baz registrou sua segunda queda na corrida, mas, assim como fez antes, voltou para a pista e deu sequência à disputa.
Mais para cima na tabela, Pirro passou Miller e assumiu o quinto posto, 2s7 atrás de Viñales, o quarto colocado.
Petrucci respondeu à tentativa de aproximação de Márquez registrando em 1min47s697 a melhor volta da corrida, deixando 0s7 entre eles. Atrás, Pedrosa perseguia Crutchlow pelo 15º lugar.
No giro seguinte, Danilo foi ainda melhor, mas Márquez tomou para si o registro de melhor volta: 1min47s549. A diferença entre eles caiu para 0s444. Terceiro, Dovizioso foi ficando pelo caminho. O #4, aliás, tinha optado por correr com a carenagem aerodinâmica da Ducati depois de fazer todos os treinos em pista seca com a versão padrão.
Na 22ª volta, Petrucci anotou 1min47s537, voltando a se afastar de Márquez, que foi cerca de 0s2 mais lento.
Na passagem seguinte, o primeiro erro de Petrucci, que deu uma bela balançada, mas se manteve na ponta, embora com Márquez agora grudado atrás.
Sem aliviar, Márquez seguiu pressionando, mantendo a diferença sempre entre 0s1 e 03. Com três voltas para o fim, a diferença chegou a cair para 0s06, mas o titular da Pramac encontrou no primeiro setor um jeito de ganhar um novo respiro.
Lutando contra um empenhado Márquez, Petrucci ia fazendo uma defesa primorosa, mas o #93 não aliviava nem um pouquinho. Na volta final, o #93 encontrou um caminho para passar e tomou a liderança do italiano na freada da curva um.
#GALERIA(7183)
MotoGP, GP de San Marino e Riviera de Rimini, Misano, Corrida:
|
1 |
93 |
MARC MÁRQUEZ |
ESP |
HONDA |
50:41.565 |
|
2 |
9 |
DANILO PETRUCCI |
ITA |
DUCATI |
+1.192 |
|
3 |
4 |
ANDREA DOVIZIOSO |
ITA |
DUCATI |
+11.706 |
|
4 |
25 |
MAVERICK VIÑALES |
ESP |
YAMAHA |
+16.556 |
|
5 |
51 |
MICHELE PIRRO |
ITA |
DUCATI |
+19.499 |
|
6 |
43 |
JACK MILLER |
AUS |
MARC VDS HONDA |
+24.882 |
|
7 |
45 |
SCOTT REDDING |
ING |
PRAMAC DUCATI |
+33.872 |
|
8 |
42 |
ÁLEX RINS |
ESP |
SUZUKI |
+34.662 |
|
9 |
94 |
JONAS FOLGER |
ALE |
TECH3 YAMAHA |
+54.082 |
|
10 |
38 |
BRADLEY SMITH |
ING |
KTM |
+57.964 |
|
11 |
41 |
ALEIX ESPARGARÓ |
ESP |
APRILIA |
+1:00.440 |
|
12 |
19 |
ÁLVARO BAUTISTA |
ESP |
ASPAR DUCATI |
+1:17.356 |
|
13 |
35 |
CAL CRUTCHLOW |
ING |
LCR HONDA |
+1:35.588 |
|
14 |
26 |
DANI PEDROSA |
ESP |
HONDA |
+1:38.857 |
|
15 |
5 |
JOHANN ZARCO |
FRA |
TECH3 YAMAHA |
+2:02.212 |
|
16 |
76 |
LORIS BAZ |
ESP |
AVINTIA DUCATI |
+1 volta |
|
17 |
17 |
KAREL ABRAHAM |
RTC |
ASPAR DUCATI |
+1 volta |
|
|
53 |
TITO RABAT |
ESP |
MARC VDS HONDA |
NC |
|
|
29 |
ANDREA IANNONE |
ITA |
SUZUKI |
NC |
|
|
22 |
SAM LOWES |
ING |
APRILIA |
NC |
|
|
44 |
POL ESPARGARÓ |
ESP |
KTM |
NC |
|
|
8 |
HECTOR BARBERÁ |
ESP |
AVINTIA DUCATI |
NC |
|
|
99 |
JORGE LORENZO |
ESP |
DUCATI |
NC |
HAMILTON FAZ DEVER DE CASA E JOGA BOLA PARA VETTEL. QUE TEM OBRIGAÇÃO DE VENCER EM SINGAPURA
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