Em recuperação após fraturas, Rossi admite tentar antecipar retorno para Aragão, mas diz: “Vai ser muito difícil”

Em uma entrevista à emissora italiana Sky Sports, Valentino Rossi afirmou que trabalha para voltar no GP do Japão, mas admitiu tentar correr já em Aragão. Italiano deu detalhes do acidente e contou que já estava no fim do treino de enduro

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Valentino Rossi pode antecipar sua volta às pistas após fraturar a tíbia e a fíbula em um acidente durante um treino de enduro na semana passada. Os médicos estimam que o #46 vai precisar de 30 a 40 dias para se recuperar, mas o italiano admite tentar correr já no GP de Aragão, apenas três semanas após a lesão.
 
Ainda em recuperação após a cirurgia da última sexta-feira, Rossi recebeu em sua casa em Tavullia a emissora italiana Sky Sports e contou que pode tentar antecipar seu retorno às pistas.
Valentino Rossi recebeu Guido Meda em Tavullia (Foto: Reprodução)

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Em 2010, quando fraturou a mesma perna direita em um acidente na MotoGP, Rossi precisou de 40 dias para voltar às pistas. Naquela ocasião, o #46 sofreu uma fratura exposta.
 
“Depende muito de como vai estar a minha perna. Na minha cabeça, penso em Motegi, mas é difícil faze previsões, porque precisamos ver como vai estar a perna, como reage ao trabalho, se podemos fazer um pouco de força, movimentá-la, se incha, temos de ver como vou estar”, disse Rossi. “Da outra vez, eu voltei para a pista depois de 40, 41 dias, em Sachsenring, é mais ou menos o tempo que temos até Motegi”, seguiu.
 
“Aragão é bem mais cedo, porque será três semanas depois do acidente, então vai ser muito difícil”, reconheceu. “Mas vamos tentar. Nós tentamos todas as manhãs, vamos trabalhar e ver”, comentou.
 
Além disso, na prévia da entrevista exibida pelo canal italiano, Valentino contou as circunstâncias do acidente e relatou que já estava no fim de um treino que está bastante acostumado a fazer.
 
“Fui fazer enduro com os meus amigos e outros pilotos da Academia. É uma coisa que fazemos desde que eu tinha 18 anos. Meu pai me levava com os amigos dele quando eram mais novos”, contou. “É uma coisa que fiz umas 200 vezes”, frisou. 
 
“Estávamos quase terminando, em um declive íngreme, descendo lentamente, mas tinha um trecho rochoso. Quando passei, o guidão se moveu, como se eu tivesse atingido uma pedra ou algo assim. Coloquei o pé direito para baixo, mas teve uma sacudida e, quando meu pé desceu com o peso do corpo e da moto, minha perna quebrou. Faltavam uns 400 metros”, concluiu.
 
 
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