Diretor de prova da MotoGP fala em seguir F1 e separar mecânico para cuidar apenas da liberação do piloto no pit-stop
Diretor de provas da MotoGP, Mike Webb listou as possibilidades para tornar o flag-to-flag mais seguro. Uma das propostas é seguir o exemplo da F1 e deixar um mecânico responsável apenas pela liberação segura dos pilotos na saída dos boxes
google_ad_client = “ca-pub-6830925722933424”;
google_ad_slot = “5708856992”;
google_ad_width = 336;
google_ad_height = 280;
Depois do incidente entre Aleix Espargaró e Andrea Iannone nos boxes de Brno, a MotoGP está procurando alternativas para tornar o pit-stop mais seguro. Diretor de provas da categoria, Mike Webb falou em introduzir uma série de pequenas mudanças para aumentar a segurança do flag-to-flag.
Em entrevista à publicação inglesa ‘Crash.net’, Webb falou em seguir o modelo da F1, destacando um mecânico apenas para cuidar da liberação segura do piloto, e também explicou a dificuldade para adotar sugestões como redução de velocidade no pit-lane, mais espaçamento entre os boxes e também a adoção de um tempo mínimo como no Mundial de Superbike.

MotoGP quer colocar mecânico unicamente responsável por liberação segura no pit-lane(Foto: Repsol)
“Vamos fazer coisas que sabemos que podemos fazer sem causar enormes problemas em outras áreas”, disse Webb. “Menos pessoas no pit-lane, alguém dedicado à liberação da moto e todo o trabalho sendo feito dentro da garagem”, listou.
Relacionadas
google_ad_client = “ca-pub-6830925722933424”;
google_ad_slot = “2258117790”;
google_ad_width = 300;
google_ad_height = 600;
A proposta inicial após o incidente em Brno era reduzir a velocidade no pit-lane de 60 para 40 km/h, mas as fábricas acreditam que as motos não conseguem funcionar com tal velocidade.
“A velocidade menor caiu muito rapidamente, porque os engenheiros das fábricas entraram em contato com as sedes e disseram que ‘nossos motores não vão funcionar com tal velocidade’”, contou Webb. “Então agora estamos esperando informações de todas as fábricas sobre qual a velocidade mínima que podemos impor dentro das possibilidades técnicas”, relatou.
Na visão do dirigente, porém, a redução de velocidade não elimina o principal risco do procedimento de troca de motos.
“Onde é mais perigoso ― quando as motos estão cruzando ― os pilotos já estão em uma velocidade menor do que a máxima permitida. Uma velocidade menor provavelmente ajudaria, mas não resolve”, reconheceu.
No entender de Webb, a questão é melhorar os procedimentos atuais e não promover mudanças radicais que podem acabar causando novos problemas.
“Toda mudança que é sugerida tem seus pontos bons e ruins. No papel, tivemos algumas reinvenções brilhantes para resolver esse cruzamento das motos, mas elas criaram novos problemas”, contou.
Em um cenário onde os mecânicos estão consideravelmente menos protegidos que os pilotos ― apesar do uso compulsório de capacetes que entrou em vigor neste ano ―, Webb acredita que “a chave é remover o máximo possível de pessoas do pit-lane”.
“Nós queremos que a mudança de moto seja feita nos boxes ― virtualmente na entrada dos boxes ― e exigir que todo o trabalho feito na moto reserva seja feito dentro do box”, falou. “Troca de pneus, ajustes na moto, reparos ― o que quer que aconteça atualmente no pit-lane vai ser transferido para dentro do box e, quando a moto estiver pronta, ela pode ser empurrada para a frente do box, onde a mudança vai acontecer”, explicou.
“A única coisa que você vai poder fazer no pit-lane é tirar os aquecedores de pneus e ligar a moto”, apontou. “E, para mim, o principal é ter uma pessoa dedicada a liberar a moto, como na F1. Um ‘pirulito’ na frente. Você não pode sair até que este cara diga sim, e o trabalho dele é olhar as motos que estão vindo. Nada mais. Ele não segura a moto, não tira os aquecedores de pneus, ele só tem uma responsabilidade”, detalhou.
De acordo com Webb, a realização de todo o procedimento dentro dos boxes também vai limitar o número de pilotos cruzando o caminho um do outro.
“A pessoa responsável pela liberação segura só tem de prestar atenção a três pilotos possíveis entrando e cruzando seu caminho. A área de perigo é bem menor”, ponderou. “Cada um, assim que se acostumarem ao sistema, vai saber: ‘Meus três vizinhos mais próximos são os únicos que podem possivelmente cruzar o caminho do meu piloto’”, comentou.
“Eles não precisam se preocupar com os pilotos que estão parando muito antes ou muito depois no pit-lane, porque esses pilotos devem continuar em linha reta na parte mais rápida do pit-lane”, apontou.
Webb destacou que a MotoGP está sempre disposta a ouvir os pilotos, mas lembrou que nem sempre é fácil, já que as opiniões são das mais variadas.
“Nós escutamos bastante os pilotos. Provavelmente, mais do que em qualquer outro esporte. Mas com dez pilotos, você consegue 15 opiniões diferentes. Então, em algum ponto, temos de dizer isso é difícil ou isso é funcional e é isso que vamos fazer”, comentou.
Além disso, Webb explicou que usar o sistema do Mundial de Superbike não é funcional, já que estipular um tempo mínimo para a parada não acaba com o risco resultante do cruzamento das motos.
“Conversando com as pessoas da Superbike, alguns disseram que isso não resolve o problema, porque você ainda tem as motos se cruzando e os pilotos ainda fazem o pit-stop rapidamente, mas aí esperam no fim do pit-lane para serem os primeiros de volta”, ponderou. “Tem algum benefício em ter o pânico da mudança reduzido, mas o consenso geral é que, definitivamente, não é uma cura. Temos o desejo de tentar melhorar o que temos na MotoGP, mas sem mudar completamente”, insistiu.
Ainda, Webb explicou a razão para não adotar a proposta de Dani Pedrosa de intercalar os boxes da MotoGP com as categorias menores para dar mais espaço os pilotos.
“Parece realmente fácil, mas tem uma lista de pequenas razões que tornam isso difícil. Simplesmente espaço, por exemplo. No momento, isso não pode ser feito de uma maneira justa para todos os times da MotoGP. Alguém sempre ficaria sem aquele espaço extra”, falou. “Então estes pequenos passos juntos ― menos pessoas no pit-lane, alguém dedicado à liberação da moto e o trabalho na moto sendo feito na garagem ― é isso que vamos tentar”, completou.
PADDOCK GP #91 RECEBE TUKA ROCHA
.embed-container { position: relative; padding-bottom: 56.25%; height: 0; overflow: hidden; max-width: 100%; } .embed-container iframe, .embed-container object, .embed-container embed { position: absolute; top: 0; left: 0; width: 100%; height: 100%; }
🏁 O GRANDE PRÊMIO agora está no Comunidades WhatsApp. Clique aqui para participar e receber as notícias da MotoGP direto no seu celular!
Acesse as versões em espanhol e português-PT do GRANDE PRÊMIO, além dos parceiros Nosso Palestra e Teleguiado.
📩 NEWSLETTER GP
Assine e receba notícias exclusivas e bastidores das pistas diretamente no seu e-mail!