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Tom Lüthi teve a corrida que pediu aos céus neste domingo (6). Em uma corrida interrompida pela chuva, o suíço fez uma largada perfeita na segunda parte da disputa e venceu de forma maiúscula em Brno para reavivar suas pretensões de título.
A corrida deste domingo em Brno teve duas partes: antes e depois da chuva. Inicialmente, os pilotos largaram com pneus slicks, mas a volta da chuva em meados da oitava volta forçou a paralisação em bandeira vermelha. A direção de prova decidiu, então, retomar a disputa para seis voltas, como grid formado pelas posições do sétimo giro ― o último completo. Assim, Mattia Pasini largou de novo na pole, à frente de Franco Morbidelli e Miguel Oliveira.
Tom Lüthi teve a corrida que pediu aos céus (Foto: Technomag)
Na relargada, Lüthi foi impecável e saltou para a ponta ainda nos primeiros metros depois de sair em sétimo, com Álex Márquez e Oliveira se colocando atrás pouco depois. Morbidelli, por outro lado, sofreu um importante revés.
Dominante em 2017, o italiano brigou pela vitória na primeira parte da disputa, mas teve de ser cuidadoso nesta segunda metade após receber uma série de toques nos metros iniciais e acabou despencando para oitavo. Ao contrário de Lüthi e Márquez, Franco usou pneus de chuva novos e acabou sem aderência na traseira.
Luca Marini, por outro lado, teve um dia bom em Brno e recebeu a bandeirada em quarto, à frente de Xavi Vierge, Simone Corsi e Francesco Bagnaia.
A nona colocação ficou com Remy Gardner, que tentou pegar Morbidelli no final, ficou em nono, com o estreante Joe Roberts recebendo a bandeirada em décimo.
Com o resultado deste domingo, Lüthi chegou aos 165 pontos e recortou a vantagem de Morbidelli no topo da tabela para apenas 17 pontos, metade do que o #21 tinha inicialmente.
Saiba como foi o GP da Tchéquia de Moto2:
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A chuva apareceu cedo em Brno neste domingo, mudando consideravelmente as condições de pista em comparação com o sábado. Durante a disputa da Moto3, entretanto, a chuva parou e permitiu que a pista secasse. A temperatura estava na casa dos 20°C, com o asfalto chegando a 21°C. A velocidade do vento era de 8 km/h.
Depois de um jejum de quase dez anos, Mattia Pasini conseguiu a pole-position para o 200º GP da carreira. O italiano passa a ser o piloto mais velho a largar na Moto2, superando Kenny Noyes em Le Mans 2010.
Miguel Oliveira tinha a segunda colocação, à frente de Franco Morbidelli, que está na primeira fila pela nona vez nas dez corridas do ano. Francesco Bagnaia abre a segunda linha da grelha, seguido por Jorge Navarro e Álex Márquez. Tom Lüthi larga em 12º.
Neste fim de semana, a Dunlop levou para o circuito Masaryk o pneu dianteiro médio ‘2’ e os traseiros macios ‘1’ e médios ‘3’. Na saída dos boxes, muitos o fizeram com pneus slicks. Morbidelli, por outro lado, saiu com os compostos de chuva e voltou aos boxes pelos slicks antes de alinhar no grid tcheco.
Como era de se esperar, a mudança nas condições fez a direção de prova declarar uma corrida no seco. Assim, os pilotos todos usaram um slick médio na frente e macio atrás.
Quando as luzes se apagaram na nublada Brno, Oliveira saiu muito bem e assumiu a ponta, com Pasini caindo para segundo, à frente de Bagnaia. Morbidelli não saiu bem e um wheelie nos metros iniciais ajudou a derrubá-lo para a quarta colocação, à frente de Márquez e Binder.
Ainda nos primeiros metros, Pasini passou Oliveira para se instalar na ponta. Quem também começou bem foi Vierge, que saiu de 17º no grid para a décima colocação na primeira volta.
Na segunda volta, Morbidelli passou Bagnaia, mas abriu a linha e permitiu o troco imediato. Pecco, então, partiu para cima de Oliveira e assumiu o segundo posto, com Franco passando o português pela terceira colocação.
Franco Morbidelli sofreu um revés importante neste domingo (Foto: Marc VDS)
Ainda nos primeiros minutos da corrida, Dominique Aegerter entrou nos boxes com um problema mecânico na Suter.
No terceiro giro em Brno, Morbidelli passou Bagnaia por dentro na curva três com uma boa manobra e assumiu o segundo posto, 0s4 atrás de Pasini, que seguia na ponta. Oliveira era o terceiro, com Márquez bem pertinho, à frente de Binder, Vierge, Marini, Navarro e Lüthi.
Rodando em um ritmo superior ― inclusive estabelecendo a melhor volta da corrida em 2min03s608 ―, Morbidelli foi cortando a vantagem de Pasini, mas sem se afastar significativamente de Bagnaia, que seguia pressionado por Oliveira.
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Mais atrás, Lüthi conseguiu passar Navarro depois de alguma insistência e subiu para a nona colocação, coladinho em Marini, o oitavo.
Na sexta volta, Oliveira passou Bagnaia e assumiu a terceira colocação, 0s608 atrás de Morbidelli, que seguia acompanhando Pasini de perto. Mais atrás, Lüthi saltou para oitavo.
Com 15 voltas para o fim, algumas gotas de chuva voltaram a cair em Brno, mas, ao menos por enquanto, nada muito preocupante.
Na ponta, Franco colou ainda mais em Pasini, mas não passou. Oliveira, então, aproveitou e passou o italiano na curva cinco, que deu o troco um pouco depois.
Com 14 voltas até a bandeirada, os fiscais começaram a exibir bandeiras de chuva para alertar os pilotos sobre a mudança climática.
Na abertura da oitava volta, Morbidelli passou Pasini na freada da curva um depois de uma errada do #54 e assumiu a ponta da corrida pela primeira vez. Oliveira, então, subiu para a segunda colocação, à frente de Pasini e Bagnaia.
Em meados do giro, os pilotos começaram a sinalizar a mudança nas condições de pista, o que levou a direção de prova a paralisar a corrida em bandeira vermelha. Morbidelli tinha a liderança, à frente de Oliveira, Márquez, Pasini, Bagnaia, Cortese, Lüthi, Marini, Vierge e Binder.
Ao contrário da MotoGP, que conta com motos reserva, as categorias menores possuem uma única moto, o que exige a paralisação da corrida em caso de mudança climática. A expectativa é de a corrida fosse reiniciada para uma distância menor.
Luca Marini conseguiu seu melhor resultado no ano (Foto: Forward)
A decisão da direção de prova, então, foi retomar a corrida para apenas seis giros, com o grid formado pelas posições da sétima volta, a última completa na primeira parte da corrida. Assim, a pole era de Pasini, com Morbidelli e Oliveira completando a primeira fila.
Como era de se esperar pela sempre precisa ‘Lei de Murphy’, a chuva, claro, deu uma diminuída depois da paralisação.
Enquanto o pit-lane não era aberto, a direção de prova debatia se Sandro Cortese, que caiu antes da paralisação e, por isso, não voltou aos boxes dentro do tempo limite, e Dominique Aegerter, que não tinha completado 75% da primeira bateria, já que ficou duas das sete voltas nos boxes.
O pit-lane foi aberto às 12h54 (7h54 de Brasília) para a retomada da disputa. A chuva não tinha piorado consideravelmente, mas eram os pneus de chuva que estavam lá. Mesmo barrado pela direção de prova, Aegerter apareceu por lá.
Vierge, por outro lado, levou um sustinho, com a moto demorando para pegar, mas conseguiu alinhar no grid a tempo da volta de aquecimento.
Antes da largada, uma chuva fina tinha voltado a cair, o que tornava as condições um pouco mais estáveis no circuito Masaryk.
Aegerter, aliás, voltou para os boxes. A punição certamente não compensaria.
Na relargada, Lüthi largou muito bem e apareceu pela lateral esquerda para assumir ponta à frente de Márquez. Depois de um contato, Oliveira e Morbidelli vinham na sequência.
Ainda nos primeiros metros, Morbidelli passou Oliveira em terceiro, à frente de Pasini, que atacou pouco depois para pegar o último posto do pódio. Mattia, porém, caiu pouco depois, promovendo Franco a terceiro.
Na sequência, Oliveira atacou Morbidelli e subiu para terceiro, com Bagnaia avançando para cima do #21 pouco depois.
Com Lüthi na ponta, Morbidelli ia sofrendo um revés importante. Com cinco voltas para o fim, o italiano vinha apenas em oitavo. O piloto da Marc VDS precisava ter cuidado com os rivais, mas tampouco podia ceder tantos de seus pontos para Tom.
O suíço, aliás, disparou na ponta e abriu 1s3 de margem para Márquez. Oliveira era terceiro, seguido por Bagnaia. Marini, Vierge e Quartararo.
Conhecido pelo jeitinho destemido, Corsi foi para cima de Morbidelli e passou, deixando o #21 para se defender de Binder. A posição de Franco não era nada segura.
Quartararo, então, deu uma errada e despencou no pelotão, promovendo Morbidelli ao oitavo posto, à frente de Navarro e Binder.
Navarro e Binder, aliás, iniciaram uma briga pela nona colocação, o que deu um respiro a Morbidelli. Pouco depois, Gardner e Roberts passaram o sul-africano, com Remy subindo para nono na volta final para tentar a sorte com Franco.
#GALERIA(7140)
BUEMI PERDEU PARA SI MESMO. E DI GRASSI FEZ POR MERECER TÍTULO DA F-E
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