Diretor da Renault mostra cautela, mas garante que “não há impedimentos óbvios” para Kubica voltar à F1

Cyril Abiteboul, diretor da Renault, não quer que todo o trabalho com Robert Kubica pareça uma peça de publicidade ou algo de promoção. A cautela é pregada a todo momento, mas o francês deixa claro que Kubica está avançando

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A reaproximação da Renault com Robert Kubica nos últimos meses abriu um grande leque de discussão sobre a possibilidade do retorno do piloto polonês à F1. Após o teste da última semana, onde deu 90 voltas com um F1, Kubica impressionou. Tanto que o diretor de gerenciamento da marca francesa, Cyril Abiteboul, afirmou que Kubica não tem "bloqueios óbvios" para guiar um F1.

 
Piloto promissor, o polonês, que tem até uma vitória na F1, teve sua carreira na categoria interrompida após um grave acidente no rali Ronde di Andorra, em 2011. A aproximação da equipe e do piloto ganhou novos capítulos com Kubica testando no simulador do carro de 2017 e indo à pista com o carro de 2012 em Paul Ricard. 
 
Perguntado sobre se Kubica mostrou condições de guiar um F1 de novo, Abiteboul se esquivou e disse que não queria responder. Apesar de garantir que não há grandes impedimentos para Kubica, Abiteboul deixou claro que o polonês ainda tem um longo caminho a percorrer.
 
"Eu não diria isso, porque eu não quero dizer que sim ou que não. Não é como esse teste fosse um exame de colégio, onde você passa ou não. Mas não encontramos nenhum bloqueio óbvio", afirmou.
Na mesma Valência onde testou pela última vez um F1, Kubica voltou a guiar um carro da categoria (Foto: Renault)
"Testar nessas circunstâncias e testar os carros atuais são coisas completamente diferentes. É uma situação complexa, não estamos fazendo isso pela publicidade mesmo que estejamos criando muita expectativa e foco. Não é o que estamos fazendo. Nos importamos muito com Robert para algo assim", seguiu.
 
"O que eu posso dizer é que ele ainda é rápido, ainda é consistente e, mais importante, tem a energia e uma força, um entusiasmo, que sempre teve. É cedo para falar dos próximos passos. Não queremos aumentar as especulações. O nosso foco é tirar o máximo de quem está em nossa equipe. Vamos pensar em 2018 depois, não agora", encerrou.
 
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