Ecclestone rechaça rumor sobre criação de categoria rival: “A última coisa que quero é ver a F1 prejudicada”

Não fazia sentido algum levar adiante o rumor apócrifo sobre a criação de uma categoria concorrente, mas Bernie Ecclestone tratou de esclarecer em nota divulgada na tarde desta sexta-feira. Em afirmação curta, o dirigente simplesmente negou que vai combater o campeonato que ajudou a construir nos últimos 50 anos

 

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Bernie Ecclestone não parece estar nem um pouco disposto a entrar em conflito com a F1 e seus novos donos. Após ser tirado do controle da categoria pelo Liberty Media no início da semana, o inglês de 86 anos quis dar fim a qualquer tipo de boato a seu respeito emitindo uma nota nesta sexta-feira (27). Como já era de se esperar, Bernie negou que esteja pensando na criação de uma nova categoria.

 
Na nota para a 'Reuters', Ecclestone deixa bem claro que não tem nenhum interesse em ver a F1 passando por problemas. Segundo o britânico, não faria sentido querer o mal de uma categoria pela qual tanto fez nas últimas decadas.
 
"Eu ajudei a construir essa categoria pelos últimos 50 anos, tenho muito orgulho disso. A última coisa que eu iria querer era que ela fosse prejudicada", garantiu.

"O novo dono da companhia será capaz de administrar a F1 de uma forma diferente da que eu tive, que era para produzir resultados financeiros para os acionistas. As atividades normais de um executivo-chefe", disse. "Eu fiz isso para os diferentes acionistas nos últimos anos e também quando eu fui dono de 100% da companhia. Eu teria amado o luxo de fazer o que Chase Carey, o novo diretor-executivo, pode fazer. Espero que todos os fãs da F1 apreciem isso que Chase quer fazer, colocando dinheiro de volta no esporte", encerrou.

Bernie Ecclestone não quer tretas com os novos donos da F1 (Foto: Getty Images)

Apesar da troca de comando na categoria máxima do esporte a motor, o GP do Brasil não corre riscos de sair do calendário nos próximos anos, segundo o promotor da prova Tamas Rohonyi.

“Embora a mudança de comando tenha causado centenas de comentários e muita especulação, o fato é que grandes mudanças não acontecem de um dia para outro. Todos os países no calendário têm contratos de pelo menos por mais quatro anos. Idem as TVs”, disse Tamas ao GRANDE PRÊMIO.

Entenda os últimos dias

Na última segunda-feira, 23 de janeiro, Ecclestone confirmou o final de uma era: seu afastamento da F1. Rapidamente tudo se tornou oficial, uma decisão do Liberty Media de seguir a vida e terminar o período de que começou há quase 40 anos, em 1978, quando Bernie se tornou proprietário dos direitos de transmissão da F1 ao se tornar executivo-chefe da antiga FOCA (Associação dos Construtores da F1).
 
“Fui deposto hoje. Vou embora, isso é oficial. Não dirijo mais a empresa. Minha posição foi assumida por Chase Carey”, declarou Ecclestone no primeiro momento. Carey, ex-chefão da 20th Century Fox, se torna o presidente de uma F1 que promete agora olhar para o entretenimento. Com Ecclestone, a F1 se tornou um grande negócio, um espetáculo global; com o Liberty Media, tentará se tornar um espetáculo do século XXI.
 
O momento do afastamento mal passou e começou a circular o boato de que o inglês de 86 anos de idade – e ainda detentor de ações da F1 e outros negócios milionários e alguns hobbies – gastaria seu tempo criando uma outra categoria de automobilismo para bater de frente com a F1. A notícia, mesmo sem cantar uma origem ou fundamento claros, ganhou publicações de todas as sortes pelo mundo. Não tardou para que, agora, Ecclestone negasse.
 
Se Bernie continuará sendo ouvido em alguma forma conforme a F1 segue um caminho diferente, ainda não se sabe. Mas que o impacto dele ainda segue cantado em verso e prosa pelo mundo do esporte, não há dúvida. Gente como Nelson Piquet e Toto Wolff foram apenas alguns dos muitos a desmancharem elogios ao agora antigo todo poderoso.

ECCLESTONE FORA DA F1: DISCUSSÃO QUENTE NO PADDOCK GP

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Prost descarta culpa em acidente com Senna no Japão em 1989: “Se tivesse aberto a porta, não teria feito a chicane”

Alain Prost recordou uma das grandes polêmicas da história da F1. 28 anos após a decisão do título de 1989, o francês deu seu veredito sobre o famoso acidente com Ayrton Senna no GP do Japão, em Suzuka. Na ocasião, os dois pilotos da McLaren se tocaram em uma chicane, incidente que acabou por zerar as chances de título de Senna. Mesmo sendo visto como culpado por muitos, Prost garante: ninguém teve culpa de nada no toque.

Em entrevista à revista britânica ‘F1 Racing’, Prost recordou o desenrolar do fim de semana do GP do Japão de 1989. O francês diz que não tinha problemas em ser ultrapassado pelo brasileiro – o problema é que Senna chegou muito rápido, o que resultou em um acidente de corrida.

“Não houve culpa. Eu conheço um monte de gente…talvez eles não entendam”, disse Prost. Depende muito se são fãs de Ayrton ou meus. Eu estava com tudo sob controle nessa corrida. Realmente, tudo sob controle. Antes da prova, eu disse a Ron [Dennis, chefe de equipe da McLaren na época] e a Ayrton que se eu me encontrar na situação que tenho de estar, eu vou abrir a porta, porque eu já tinha feito isso tantas vezes em 1988 e 1989”, recordou.

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